O site de referência sobre Gestão de Pessoas.
Em breve as inscrições para o 6º ConviRH estarão abertas.
Pesquisar
« Pesquisa Avançada »
09/11/2009
RH » Mudança » Artigo Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

O novo e o velho jeito de trabalhar

Por Heleni Passos para o RH.com.br

Um jovem executivo (aquele da geração Y) chega à empresa e liga seu notebook, mas antes já respondeu no MSN pelo celular ao convite de almoçar. É óbvio que vai ler os e-mails só depois que visualizar as notificações do TweetDeck. São muitos flashes ao mesmo, e todos multicanal. A atenção é multidinâmica, mas o filtro do que é relevante é sempre focado no que primeiro é melhor para si próprio. Lê tudo o que estiver em uma única frase e só consome a informação telegráfica. É "fast food" por natureza em todos os seus atos, e pensa todos os dias qual será a próxima empresa onde quer trabalhar.

O imediatismo e a ambição são duas características essenciais da chamada "geração Y", que compreende os jovens nascidos a partir de 1978, e esse novo perfil impõe novos desafios às empresas, aos gestores - afinal, reter este talento está cada vez mais difícil. A geração Y impulsiona uma era de gratificação instantânea, onde tudo tem que ser imediato na carreira: a promoção, o alto salário, a sala exclusiva, o reconhecimento.

Um executivo experiente (lá da geração X) chega à empresa e liga seu notebook, mas antes passou na academia e fez sua hora de natação para manter a forma. É óbvio que os e-mails e os boletins de notícias são prioridade, entretanto, seu tempo é curto e seu foco são as decisões que precisa tomar. Sua ambição é grande, mas a profundidade de seu conhecimento é maior ainda.

A empresa onde trabalha é importante, mas está sempre aberto a novos convites e gosta de conhecer novos desafios, mesmo que não irá aceitá-los. Sua ambição é resultado do crescimento através do aprendizado e desenvolvimento de novas habilidades, bem como da sua postura autoconfiante e espírito empreendedor.

Gerenciar estes líderes exige visão de futuro aliada ao crescimento profissional e pessoal. Aliás, este executivo é o que mais valoriza a qualidade de vida como importante fator de crescimento profissional. O desafio para seus gestores foi conciliar a empresa e seus downsizings e reengenharias com a possibilidade de ter vida familiar, algo tão valorizado por esta geração. Podemos dizer que X é o imigrante da era digital e vive entre os paradigmas dos individualistas "babyboomers" e imediatismo dos Ys.

Um executivo "babyboomer" chega à empresa, mas antes leu os três principais jornais e já sabe tudo o que aconteceu no dia anterior, como a bolsa se comportou e o que deve decidir ao longo do período. Seu lema é trabalho e resultado, pois conhece as armadilhas do seu negócio e os enganos que a vida traz. Valoriza o conhecimento e o comprometimento, mas dificilmente consegue descobrir alguém assim nesta empresa onde trabalha. Dificilmente sairá da organização onde fez carreira por mais de 20 anos e não consegue entender a "infidelidade" da geração Y. - "esses trainees!".

Sua geração consolidou a cultura da maior parte das organizações de sucesso e longevidade do pós-guerra. Construiu as empresas tais como são hoje, apesar da busca da inovação ser o desafio das gerações posteriores. São, na maioria, os grandes líderes que ainda sobrevivem no poder, seja na presidência ou no pior no conselho de acionistas.

A preocupação em reter este talento é menor, pois se não estiver em alto cargo empresarial, está iniciando o processo de aposentadoria. Mas, o que pensar desta geração que construiu os principais pilares do mundo que vivemos hoje, que estão na entrando na "melhor idade" e, portanto, sua contribuição é descartável?

Vivemos um momento de diversidade no ambiente empresarial. São três gerações com comportamentos distintos, com visões diferentes e valores antagônicos. Como gerir todos e ainda cumprir as metas da empresa? E aí, onde está o sucesso?

Palavras-chave: | estilo de liderança |

  • O que você achou? Avalie:
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
Enviar Comentar Compartilhar Imprimir
CONTEÚDO RELACIONADO
COMENTÁRIOS (7)
Luana em 18/02/2010:
Muito bom! Tenho lido e visto várias informações sobre a geração Y e aliás pertenço a ela. Muito do que tenho visto é exagero. Concordo com o fato de que as pessoas de minha geração são difíceis de serem geridas e fidelizadas, mas as empresas parecem ainda girar em circulos e confundem a ideia de trazer benefícios com a ideia de criar entreternimento e isso acaba não trazendo muitos resultados! Abraços!

Claudia Lima em 19/11/2009:
São três perfis diferentes convivendo no mercado. Onde está o sucesso? Em saber conciliar o perfil às necessidades e à cultura da organização onde nos inserimos, fazendo aquilo que gostamos, com qualidade de vida. Penso que, na prática, devemos buscar o equilíbrio entre as características dos três perfis.

Josefa em 13/11/2009:
Gostei da reflexão! Ainda hoje, em um curso, comentamos a respeito deste assunto! Veio em boa hora! Abraços!

Carlos Zaffani em 13/11/2009:
Parabéns Heleni! Você foi muito feliz em seu artigo, com uma abordagem interessante e descontraída. Cordial abraço e sucesso! Carlos Zaffani

edgar em 12/11/2009:
Quem manda nas organizações ainda é o pessoal das gerações "X" e "babyboomers". Como é difícil reter os talentosos da geração "Y" , creio que muitas empresas estão contratando serviços de terceiros ou contratando-os sem nenhum vínculo legal (os tais PJ). Assim, ficam livres para escolher (contratar/substituir) os da geração Y (difíceis de reter, gerir) e usufruem dos seus conhecimentos atualizados.

Douglas Nogueira em 12/11/2009:
Muito interessante essa comparação de gerações, eu nasci em 1977 e vejo nitidamente isso na empresa, mas a geração Y ainda precisa de um pouquinho das gerações anteriores...mas parabéns pelo artigo.

Flavius Júnior em 12/11/2009:
Ótimo texto.

 
PUBLICIDADE
Produtos RH.com.br

+ lidas
+ comentadas
+ enviadas
+ recentes
Produtos RH.com.br

Programa de Autodesenvolvimento

Seminários RH.com.br



RH.com.br no Twitter


PUBLICIDADE
Os textos publicados não representam, necessariamente, a opinião dos responsáveis pelo site RH.com.br. Confira o nosso Termo de Responsabilidade.
Todos os direitos reservados. É expressamente proibida qualquer reprodução.