Por Ada Maria de Assis e Silva para o RH.com.br 
Depois da crise financeira, que parecem ter transformado o mundo, não há mais como tentar afastar esta realidade do Brasil. Os últimos números divulgados não deixam dúvida e mostram que o jogo virou. Redução do PIB foi de 3,6% no último trimestre de 2008, a desaceleração da indústria chegou a 9,4% em relação aos meses anteriores, os investimentos das empresas e das famílias apresentaram recuo, e a taxa de desemprego chegou a 13,9%.
Assim, a crise financeira chegou de forma rápida, forte e inesperada, ou seja, evidenciando que o mundo está realmente sem fronteiras e que nenhuma economia no mundo está imune aos seus efeitos e cada uma encara as turbulências de acordo com suas próprias peculiaridades.
O mesmo vale para as pessoas. Cada uma enfrenta esse período com seus próprios recursos internos. É preciso respirar fundo, gerenciar o próprio eu e transformar os sentimentos negativos que roubam nossa capacidade de raciocinar calmamente quando nos sentimos ameaçados.
Sei que entrar em contato com as próprias emoções e mais ainda, refletir sobre o que mora em nossa mente, é algo que normalmente não se faz. Dá medo e gera angústia. Observo em conversa com meus clientes que vêm de várias áreas profissionais, parceiros de trabalho e amigos, um grande receio em admitir que a crise simplesmente invadiu nossas vidas sem pedir licença.
Penso que admitir a realidade é a única forma de nos transformarmos e nos preservarmos do fracasso. Sendo assim, sugiro que deixemos de lado a frustração, aceitemos que os ventos mudaram de rumo e busquemos os seguintes recursos:
• Pontos fortes: reflita sobre seus pontos fortes como disciplina, paciência, resiliência, determinação, fé, empatia, pró-atividade, adaptação, entusiasmo, superação. Para ajudar a encontrar seus pontos fortes pense em uma meta já atingida, qual o caminho trilhado e como se sentiu com esta conquista.
• Habilidades: faça uma lista das habilidades que você adquiriu como: facilidade de comunicação, trabalho em equipe, tomada de decisão, planejamento, liderança, empatia, disciplina, organização, conhecimento intelectual, habilidades técnicas, domínio de um segundo idioma, familiaridade e conectividade com a Internet, e conhecimento do mercado ou área que atua.
• Recursos tecnológicos: a tecnologia está aí para transformar cenários. Pense sobre os recursos tecnológicos que você dispõe e use-os a seu favor: telefonia, celulares, televisão, computadores, softwares de gestão, Internet, bluetooth, sites de pesquisa, e-mails, máquinas, automóveis, entre outros.
• Pessoas: busque na sua rede de relacionamentos parceiros que possam somar com você. Se você é um líder, conte com seus melhores colaboradores; se é um colaborador, conte com seus colegas, pares e líderes. Conte com seus professores, consultores, chefes, clientes, fornecedores, vizinhos, padre ou pastor, e com seus amigos. Divida suas questões com sua família, marido ou esposa e filhos.
Trace então um plano de ação. Contemple suas finanças, seu desenvolvimento e atuação profissional, seu relacionamento familiar, os recursos que encontrou e determine suas metas. Este tempo gasto para realizar a proposta acima vai certamente garantir sua tranquilidade futura. Pois, apesar de alguns políticos e comentaristas vestirem a realidade com uma fantasia verde-amarela, não se engane: pau que bate em John, bate também em João!
Palavras-chave: | adversidade |
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