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25/01/2010
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As pessoas na organização

Ângela Oliveira

As condições de rápidas transformações tecnológicas, econômicas, sociais e políticas exigem das organizações mudanças na sua forma de atuar, que se tornem, ao mesmo tempo, eficientes e empreendedoras, também receptivas às pressões internas e externas para uma conduta mais ética e justa.

Aumenta-se dramaticamente a competitividade o que impulsiona as empresas a buscarem maneiras de reduzir custos, aumentar receitas e melhorar a produtividade. Não é mais desejável uma maior eficiência em relação à concorrência, é imperativo! Contudo, o estímulo à produtividade exige sistemas para recompensar as contribuições humanas. Um desafio organizacional que alguns RHs lutam para vencer.

As constantes mudanças tecnológicas impelem as empresas a se tornarem mais empresariais na identificação de novas ideias, de ser o primeiro a inovar. No entanto, é preciso quebrar paradigmas que por longo tempo frustraram a criatividade. Por esta razão, muitos profissionais de RH estão, cada vez mais, buscando maneiras de incentivar os colaboradores para agregar valor ao negócio da empresa através de suas competências.

No entanto, as competências desenvolvem-se a partir da aprendizagem organizacional. É através delas que se podem adquirir rapidamente novas habilidades, como aplicar conceitos de melhoramento contínuo, com melhores índices de qualidade e entrega de produtos e serviços. É através da aprendizagem organizacional que disseminamos a cultura competitiva, a habilidade em desenvolver atividades para focar a energia, a capacitação e os esforços para conquistar e manter um lugar no mercado. Contudo, o que se observa é que o termo aprendizagem organizacional ainda encontra resistências numa sociedade e num ambiente empresarial onde os valores cultivados trazem em sua essência muito do sistema tradicional, aquele aonde o pensar e o fazer ocorrem de maneira isolada.

A necessidade de inovação, a rápida obsolescência do conhecimento, o foco em resultados exigem do profissional uma postura voltada ao autodesenvolvimento. Às organizações cabe mais do que oferecer treinamento para realizar tarefas, cabe EDUCAR para que os colaboradores possam tomar decisões e dar respostas rápidas. As pessoas devem ser estimuladas a serem ativas e empreendedoras. Com isso, trazem conhecimento e experiências, além de um alto valor ao negócio da empresa e consequentemente aos objetivos individuais.

É preciso ter pessoas capazes de refletir criticamente, de reconstruir a realidade organizacional, de modificá-la constantemente, pois só assim as empresas se mantêm competitivas e alcançarão o sucesso!

Portanto, uma maior equidade no sistema organizacional de valorização das contribuições humanas através da educação corporativa faz-se necessário. Exigindo assim uma maior atenção na forma de recompensa, seja através do educar, de pagamentos, de promoções ou de um simples reconhecimento.

Deste modo, à medida que os profissionais de RH, agora chamados estratégicos, se abrem, encontram-se em meio a uma luta para atender aos quatros "E" do desempenho empresarial, melhorias na eficiência, na capacidade empresarial, na equidade e na ética. A resposta a esse momento exige das organizações não apenas novas estratégias de competitividade, mas também abordagens inovadoras na administração e gestão dos recursos humanos.

 

Palavras-chave: | inovação | competitividade |

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