Por Andrea Rosa para o RH.com.br 
Empreender, segundo RIOS, 2001, no Dicionário Global da Língua Portuguesa, é o ato de fazer coisas trabalhosas; executar algo difícil - conceito este, muito compacto para a complexidade do tema diante das plataformas de mercados atuais, a meu ver. A palavra empreendedorismo tem sido amplamente disseminada em nosso meio acadêmico e profissional. Todavia, com interpretações ao bel prazer de seu aplicador, o que nem sempre pode traduzir a realidade dessa característica tão desejada ser encontrada nos profissionais.
Não tenho a pretensão aqui de imputar um conceito novo, nem repassar uma receita de bolo. Desejo sim, expressar e apresentar linhas de reflexões que colaborem para uma auto-análise de você, leitor, sobre o seu modo de empreender.
Quando pensamos em perfil empreendedor, logo visualizo um romper - romper com o próprio modelo mental e se lançar numa certa dose extra de risco; ousar sair do ESTAR para o SER. "Quando as amarras se soltam, a embarcação fica apta a percorrer outros caminhos por vezes muito mais prazerosos e realizadores". (MINARELLI, Revista Profissionais e Negócios - Abril/2007, pág.12)
O conceito de empreendedorismo não é recente, foi introduzido por Peter Drucker, há 20 anos, com seu livro "Inovação e Espírito Empreendedor". Na oportunidade, já eram sinalizadas algumas mudanças necessárias de comportamento e atitudes, de toda e qualquer pessoa que direta ou indiretamente estivesse no mercado, ou pretendesse entrar nele.
O fato é que o cenário de negócios está consideravelmente mudado e exige resiliência constante de seus atores. Pioneirismo pode ajudar, mas só a diferenciação poderá dar consistência e talvez garantir aplausos a cada espetáculo. Ser empreendedor pode significar, em algumas situações, ter e aplicar ideias divergentes, discordar das práticas convencionais, imprimir maior energia, abrir mão de segurança e mergulhar naquilo que é sua vertente de sucesso, de brilho.
Mas não se engane, pois o dever do empreendedor não é só com ele mesmo, mas também com as pessoas que fazem parte do seu empreendimento; deve ter o compromisso de gerar renda e prazer aos parceiros, colaboradores, fornecedores e clientes. Como visionário corajoso, deve estar direcionado a busca de soluções e não na caracterização do problema.
Não vejo empreendedorismo algo passível de se aprender, mas descobrir em si mesmo e desenvolver. É ter na veia, estar implícito na personalidade e com audácia e ética aprimorar.
Palavras-chave: | empreendedorismo | inovação |
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