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23/08/2010
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O conhecimento na filosofia moderna

Por Fábio Antonio Gabriel para o RH.com.br

A filosofia moderna numa visão ampla, por assim dizer, investiga com profundidade a questão da verdade e dos processos cognitivos para produzi-la. Descartes numa (1596-1650) parte da reflexão: se no estado do sono, muitas vezes quando sonhamos estamos iludidos de ser realidade como, então, ter certeza de que também em estado de vigília ao menos em parte proporcional não continuemos iludidos com a realidade? Resta duvidar, e se estamos duvidando, estamos pensando e se pensamos, logo, existimos. Portanto, cogito ergo sum, penso logo existo.

David Hume (1711-1776) acreditava que o espírito humano conhecia através da experiência buscando na expressão "nada chega ao intelecto sem ter passado pelos sentidos" fundamento maior para sua proposição. Nasceríamos como uma "tabula rasa", ou seja, vazios, e iríamos através das experiências obtendo conhecimentos através do sentidos que não seriam enganadores como diziam os racionalistas, mas a fonte principal do conhecimento. A questão no nexo causal, causalidade, seria apenas estabelecida pelo hábito. Por exemplo: não é porque o sol se levanta e se põe todo dia que isso não poderá um dia mudar, apenas porque acontece de maneira repetida que acabamos estabelecendo noção de causa-efeito.

Kant (1724-1804) nos seus escritos defende que realmente os conteúdos do conhecimento teriam como fonte a experiência. Todavia, diverge ele quando afirma que esses conteúdos necessitariam de uma estrutura lógica a priori para serem, digamos decodificados. Espaço e tempo seriam categorias a priori através da quais conhecemos, não conseguimos pensar em algo sem nos localizar e remete nessas duas categorias. Portanto, a proposta dele seria de um entendimento do racionalismo com o empirismo dando origem ao criticismo.

Para o filósofo, a moral se impõe com força universal, daí o imperativo categórico dele: "Age de tal maneira que tua máxima se torne universal"; o dever não deve ser executado por nenhum fim, nenhuma punição, apenas porque tenho dentro de mim uma força moral. Aliás, para ele, o ser humano não deve jamais ser tratado como meio e sim como fim em si mesmo.

Diante do atual progresso da ciência podemos nos perguntar o motivo pelo qual ainda estamos tão violentos e vivemos numa constante preocupação com o nosso futuro. Produzimos por demais conhecimento, mas podemos nos perguntar conforme Hans Jonas: será que estamos garantindo condições para que as futuras gerações humanas continuem tendo condições de continuar perpetuando-se no nosso planeta?

 

 

Palavras-chave: | inovação filosofia |

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COMENTÁRIOS (2)
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Sandra Sueli Couto Guerra em 30/08/2010:
Concordo com o comentário do Jansen quando diz "que a administração deveria incluir a filosafia na grade curricilar". Vou até mais longe e digo que a filosofia deveria ser parte prioritária para todos os cursos, desde o fundamental até a graduação, onde nossas crianças aprenderiam lições de ética, moral, cidadania, amor ao próximo, respeito, partilha etc.. A competição é saudável quado você tem limites, defendo também a Gestão de Pessoas nas escolas para dar suporte aos professores, e devemos pregar o CARÁTER DE CRISTO para nossos irmãos.

Jansen de Queiroz em 29/08/2010:
Caro Fabio Antonio. Está passando da hora do ensino da Administração introduzir a filosofia como um dos pilares da gestão. Outro tema que pode ser introduzido é o Amor - vamos trocar a paixão pelo Amor! Devemos questionar se a competição é da natureza humana ou se é um fator cultural? Qual a sua opinião? Grande Abraço Adm Jansen de Queiroz Coach

 
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