Por Valdemir José Francisco para o RH.com.br 
A preocupação em conhecer o comportamento humano tem sido uma constante desde os primórdios da humanidade. A análise da evolução dessa inquietação mostra diferentes tentativas, cada uma delas baseada nas crenças e nos conhecimentos da cultura em que se inspira. A correta compreensão das diferenças individuais, como entidades psicossociais pode levar à compreensão e às previsões razoáveis do comportamento do grupo, da comunidade e da organização.
Canalizar a energia individual em favor da organização tem sido a tarefa principal de RH, estabelecendo, para isso, estratégias, na tentativa de alcançar este objetivo. Contando com o auxílio da Psicologia, que embora tenha inúmeras definições, integrou-se às Ciências Sociais à medida que seu objetivo foi definido como compreender o comportamento observável dos seres vivos, mesmo considerando, que diversas teorias psicológicas têm entendido esse objetivo de formas diferentes.
É fundamental ao profissional de RH, conhecer os fatores que influenciam o comportamento humano, para, a partir desse conhecimento, processá-lo devidamente em favor da organização. Dentre eles, destacamos os fatores biológicos, psicológicos, antropológicos, sociológicos, políticos e econômicos como principais na formação do comportamento humano. Esses fatores interagem, mantendo uma dinâmica responsável pela formação, pelo desenvolvimento e pela mudança do comportamento.
Em um conceito conciso, a energia é algo que pode ser transformado, dirigido, acumulado, preservado, descarregado e dissipado, mas não pode ser totalmente destruído. De modo semelhante, a energia humana, produzida no seio das corporações necessita ser trabalhada, para que possa transformar-se em comportamentos positivos, alinhados com os objetivos das empresas e assim, produzir resultados positivos.
O impacto do comportamento humano nas organizações é mais profundo e significativo do que imaginamos, em muitos casos, onde há um consciente coletivo de péssimos comportamentos, há o abalo da própria estrutura organizacional. Ao contrário disso, quando há a influência da estrutura organizacional voltada à valorização dos comportamentos na trajetória do trabalhador, desde o treinamento admissional até ao término da relação trabalhista, os resultados ultrapassam expectativas, fortalecem relacionamentos, estabelecem padrões de alta performance, direcionam objetivos individuais, aprimoram valores pessoais, geram maior comprometimento e promovem a realização profissional.
Portanto, é extremamente necessário que o profissional de RH viabilize a transição do comportamento comunicado, isto é, aquele estabelecido pelas políticas internas das empresas para o comportamento observável, onde a prática de posturas éticas e os profissionais se materializam no dia a dia da organização, tornando o ambiente de trabalho mais agradável e não um campo de batalha, inspirando colaboradores à utilizarem todos os seus recursos em prol da organização.
Palavras-chave: | inovação | Gestão do Comportamento |



