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25/04/2012
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Tomada de Decisão – uma arte a ser estudada

Por Arthur Diniz para o RH.com.br

Tomar decisões é uma atividade que praticamos diariamente, de uma forma ou de outra. Podemos até mesmo tomar a decisão de não tomar nenhuma decisão. Enfim, não temos como escapar. Por isso, a habilidade de tomar decisões eficazes é uma das competências mais importantes que uma pessoa pode desenvolver. Quando desenvolvemos um modelo bem-sucedido de tomar decisões temos os seguintes ganhos:

- Aumento da segurança e da confiança em um momento de decisão.
- Cada vez mais as decisões passam a ser tomadas de forma rápida.
- Quanto maior a responsabilidade, maior é o impacto das decisões.
- Essencial para momentos de crise.
- Permite maior competitividade no mercado.


Uma das variáveis que mais se relaciona com o sucesso de executivos é a capacidade de tomar decisões complexas.

Existem quatro grandes tipos de decisões a serem tomadas no nosso dia a dia:
1. Decisões intrapessoais ou individuais - são as decisões que só afetam o meu bem-estar e o de mais ninguém, como: "devo dormir mais 40 minutos ou levanto e pratico exercícios?".
2. Decisões interpessoais - são as decisões que afetam também o bem-estar de outras pessoas, como: "devo sair pra jantar com a minha esposa ou fico em casa vendo futebol?".
3. Decisões de grupo - precisam ser tomadas por grupos de diferentes formas e tamanho.
4. Decisões organizacionais - decisões que podem ser tomadas por pessoas ou grupos, mas que impactam as empresas e seus resultados no seu dia a dia.


Independente do tipo de decisão a ser tomada, existem dois grandes aspectos que precisam ser considerados para uma boa escolha: pessoas e processos. Pessoas impactam as decisões por seus estilos e características distintas usadas durante os processos. Já o processo de tomada de decisão pode ser usado por qualquer pessoa para melhorar o seu resultado.


Quando pensamos no fator pessoas, temos que refletir sobre quais as características de um bom tomador de decisão. Pesquisando os melhores autores sobre o tema, gostei muito da lista desenvolvida por Murringhan Mowen em seu livro The art of high stakes decision making. Segundo o autor as características são:
1. Focam no processo e não no resultado.
2. Aprendem com a experiência.
3. Eles têm diversão em experimentar.
4. Têm visão sistêmica.
5. Sabem quando delegar/empoderar.
6. Eles sabem quando pedir ajuda.
7. Eles implementam as decisões com precisão e força.


A primeira característica chama a atenção por ser bem polêmica. Será que eu não deveria focar no resultado para tomar uma decisão melhor? Eu tendo a concordar com o autor. Acredito que uma decisão tomada de forma correta, seguindo um processo organizado, tende ao longo prazo a ter melhores resultados. Focar somente no resultado pode fazer com que o tomador de decisão pule etapas ou ignore o processo e comprometa a decisão em si.


Quanto às outras características não tenho muitos questionamentos. A reflexão que fica para você leitor é: quais dessas características você já tem desenvolvidas e quais você precisa desenvolver?


Agora que já entendemos as características dos tomadores de decisões eficazes, vamos ao mais importante: o processo. O processo é a chave da eficácia na decisão, pois qualquer pessoa pode tomar uma decisão melhor se ela se propuser a seguir um processo bem desenhado. Por isso, depois de pesquisar junto aos meus clientes de coaching, resolvi desenhar um processo que considero muito útil para ajudar qualquer pessoa a tomar decisões melhores. Esse processo divide a decisão em quatro fases, como ilustra a figura A:

 


1. Definição do problema ou da oportunidade
Nessa fase, temos que definir com clareza quais são os objetivos da decisão a ser tomada e os resultados esperados. Parece incrível, mas muitas decisões erradas são tomadas nas empresas porque as pessoas não conversam sobre isso. É nessa fase também que temos que definir quais serão os critérios utilizados para tomar a decisão, especialmente decisões de grupo. É aqui também que definimos quem participa da decisão e como participar. É uma fase que não pode ser pulada nem eliminada.


2. Discussão
Nesse momento do processo recolhem-se todas as informações necessárias. Baseando-se nas mesmas alternativas, identificam-se três ou quatro para serem analisadas e comparadas. É muito importante buscar sempre mais alternativas antes de seguir em frente. Depois disso precisam ser avaliados riscos e benefícios de cada alternativa para que se possa compará-las.

3. Tomada de Decisão
O fato de uma decisão ser baseada em um processo bem definido não implica em eliminar os fatores emocionais e a intuição do processo. No momento de decidir, tudo deve ser levado em consideração.

4. Implementação
Chegou a hora de avaliar a decisão e implementá-la. Temos um check-list bem simples para avaliar uma decisão, o que ajuda muito na reflexão e pode também melhorar as próximas decisões. Veja abaixo:

 


Enfim, vencidas as quatro fases, com certeza teremos uma decisão bem pensada e avaliada. Muitas pessoas acham que não há tempo para seguir um processo como esse no dia a dia das empresas. Eu faria a seguinte pergunta: quanto tempo te custou sua última decisão errada?

Palavras-chave: | decisão | inovação | aprendizagem |

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