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03/11/2009
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Os riscos de permanecer na zona de conforto

Patrícia Bispo

Tudo vai bem, quando a tranquilidade torna-se uma constante. Não há surpresas desagradáveis, a rotina no trabalho não exige muito do colaborador. Contudo, apesar de acreditar que está em uma situação confortável, ele não imagina que a chamada zona de conforto em nada é benéfica à sua carreira e pode comprometer seriamente o desenvolvimento profissional.

Nada há de errado em querer sentir-se seguro e confortável, mas o meio organizacional exige cada vez mais que as pessoas trabalhem novas competências, sejam técnicas ou comportamentais. Afinal, a competitividade é uma realidade e quem não acompanha as tendências do mercado corre o risco de perder espaço para a concorrência. Abaixo, algumas alternativas e motivos para que os trabalhadores fiquem bem longe da zona de conforto e digam "NÃO" à acomodação.

1- Em um mercado em que as informações circulam em uma velocidade cada mais acentuada, é preciso estar "conectado" às novidades que surgem na sua área de atuação e aos assuntos que estão relacionados ao negócio.

2- A zona de conforto tem um aliado "invisível": a falta de comunicação interna. Quem não sabe o que ocorre na organização em que atua pode deixar, por exemplo, de participar de algum treinamento ou reciclagem. Por isso, procure manter-se bem informado com as iniciativas promovidas pela área de Treinamento & Desenvolvimento. É fundamental obter informações em fontes seguras, não esqueça esse detalhe.

3- Com os constantes processos de mudança, os profissionais deparam-se com inovações e essas, por sua vez, pedem adaptações. Quem insiste em se manter na zona de conforto, certamente sentirá um impacto maior ao ter que lidar com o novo, o inesperado. Isso, muitas vezes, leva o profissional a se desligar da organização.

4- A zona de conforto é um caminho perigoso, pois com o passar do tempo o profissional assimila a rotina de tal forma, que não encontra motivação para exercer suas atividades. Muitos deixam de valorizar até o próprio potencial.

5- Quem senta na cadeira e espera as coisas acontecerem, geralmente observa que outros profissionais estão em escala de ascensão na carreira. Isso pode provocar inveja, sentimentos de rejeição em relação à liderança e à organização. Esses sentimentos não agregam valor algum nem ao profissional e à empresa.

6- Quando o funcionário cai na armadilha da falta de motivação - em decorrência de se estagnar na zona de conforto - o estresse pode aparecer e junto com ele sintomas que afetam tanto o lado emocional quanto o orgânico. Baixa autoestima, enxaquecas, alteração na pressão arterial, problemas gástricos são comuns nessa fase.

7- Para quem não deseja cair nas armadilhas e nas consequências que a zona de conforto pode proporcionar, uma alternativa é abrir espaço para a oxigenação, a troca de experiência e de informações com outros profissionais que podem estar ao seu lado. Lembre-se que você sempre pode ensinar e também aprender com seus pares e que a bagagem de conhecimento é um patrimônio seu.

8- Muitos colaboradores chegam ao período da aposentadoria e sentem que algo a mais poderia ter sido feito? Que a vida "passou" e nada fez de valor. Isso pode ocorrer porque a pessoa não desenvolveu seu potencial. Não é "do nada" que os casos de depressão acontecem quando o profissional ingressa nessa nova etapa da vida - período em que deveria aproveitar para realizar uma atividade empreendedora, dedicar mais tempo a quem ama e engajar-se em atividades que lhe dão prazer. Você quer fazer parte do grupo: o tempo passou e não fiz nada com minha vida? Acredito que não!

9- As pessoas que optam por ficar longe da zona de conforto vão em busca do desenvolvimento de novas competências. Elas não esperam apenas que empresas ofereçam ferramentas. Elas criam oportunidades e aumentam as chances de empregabilidade.

10- Se você reconhece que está na zona de conforto, esse é o primeiro passo para sair dela. Um bom começou é ter uma conversa com seu gestor e trocar ideias com ele. Mostre seu interesse em querer evoluir. Pergunte que ferramentas a empresa oferece para seu desenvolvimento profissional. Esse bate-papo pode gerar surpresas agradáveis e bons frutos para seu futuro.

Palavras-chave: | zona de conforto |

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COMENTÁRIOS (4)
Michely Uany em 10/11/2009:
Eu concordo que o equilíbrio é fundamental. A zona de conforto tem sua vantagem: é o momento de observarmos e apreciarmos o que já conquistamos. Porém, é a inquietação que nos faz crescer e descobrir nossas potencialidades, e nos torna melhores. Por isso que acho o equilíbrio fundamental! Parabéns pelo texto.

Evandro Carlos do Espirito Santo em 07/11/2009:
Excelente matéria. A permanência na zona de conforto é uma das maiores autosabotagens que o profissional pode fazer com sua carreira. O trecho que a autora diz que a pessoa na zona de conforto não busca se aprimorar é veridico, pois às vezes percebo que existem pessoas que se julgam mais importante que o cargo que exerce, e por não buscar o aprimoramento intelectual, com o tempo passam a sentir-se inseguras e ameaçadas com qualquer pessoa que tente se "meter" no seu trabalho. Parabéns PAtricia

Jose Ramos de Melo em 06/11/2009:
Penso que ser tranqüilo não tenha nada há ver com acomodação, pois trata-se de um estado de espírito muito valioso no trato das complexas e estressantes situações do dia-a-dia. Zona de conforto, necessariamente não significa acomodação, mas consolidação das conquistas. O equilíbrio é recomendável, tanto para quem está na zona de conforto como fora dela, pois ficar demansiado tempo na zona de conforto não faz a pessoa crescer; assim como ficar fora muito tempo possa trazer frustações, desmotivação, ansiedade, doenças psíquicas. O caminho do meio é o mais recomendado. Zona de conforto é Yin, fora da zona de conforto é yang. No mais, o texto é inspirador e fantástico! Parabéns!

Nícolas em 06/11/2009:
Eu me encontro nesta situação, mas estou na alternativa 10. Estou buscando mais "adrenalina" para minha profissão. Sou assistente de Recursos Humanos e na empresa que me encontro está tudo muito tranquilo, empresa com 35 empregados, poucas dificuldades mensal. Bacana o texto.

 
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