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13/01/2009
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Como a crise mundial influenciará área de Recursos Humanos?

Por Redação RH.com.br para o RH.com.br

A crise financeira mundial tem sido foco de notícias diárias nos mais variados canais de comunicação e se tornou um dos assuntos mais discutidos e preocupantes do meio organizacional. Afinal, não existe uma forma de saber com exatidão o que poderá acontecer nas próximas 24 horas, inclusive na área de Recursos Humanos. Para quem procura respostas para as principais questões que giram em torno dessa crise, uma ótima fonte é a Pesquisa "Pesquisa "Efeitos da Economia sobre Programas de RH", realizada pela Watson Wyatt junto a 245 executivos de Recursos Humanos, que atuam em diversos países da América Latina.

Vale ressaltar que esse trabalho tomou como base um universo pesquisado de empresas de diferentes portes, ramos de atividade e origem de capital, sendo que 52% consideraram ser globais. Por outro lado, o restante dos pesquisados dividiu-se entre nacionais e internacionais.

Resultados da pesquisa

Aproximadamente 44% das companhias entrevistadas não se mostram otimistas em relação à crise financeira mundial e, muitas delas (75%) confirmaram que algumas ações já foram implementadas com o objetivo de prevenir possíveis impactos negativos em curto e médio prazo - 43% seguiram uma decisão global, 39% adotaram determinações locais (país) e 18% em toda a região (América Latina). Dentre os principais motivos para essas ações, o estudo destacou: redução de custos, medidas preventivas frente ao atual cenário e redução do volume de vendas e de produção.

Como ficam os processos de RH?

Os participantes da pesquisa realizada pela Watson Wyatt estimam que os processos mais afetados na área de RH serão: recrutamento e seleção (34%) e remuneração (33%). Já entre os menos abalados estão: avaliação de desempenho (16%) e planos de sucessão (17%). De uma forma geral, as principais mudanças que o setor começou a enfrentar foram o congelamento de contratações - 44% dos participantes já realizaram e 40% adotarão o mesmo procedimento nos próximos 12 meses - seguido pela eliminação ou redução das ações de treinamento e desenvolvimento - 23% dos entrevistados já efetuaram e 43% o farão em até um ano. Segundo a pesquisa, ainda estão previstos problemas como: redução dos custos, demissões e aumentos salariais, que incidirão no clima organizacional e na motivação dos funcionários.

Benefícios

O orçamento destinado à área de RH para os próximos 12 meses também foram alvo da pesquisa. Os resultados revelaram que mais da metade do universo entrevistado (59%) desejar manter o mesmo orçamento, No entanto, 35% pretendem reduzir (média de 15%) e somente 6% querem aumentar (média 12,7% do orçamento). No quesito "retenção de pessoas", 41% dos entrevistados disseram que pretendem tomar alguma medida através de ações voltadas para planos de carreira e desenvolvimento, aumentos salariais e programas de mérito, e revisão e melhor comunicação do pacote de remuneração.

Dentre os benefícios mencionados para serem revistos, as políticas de assistência médica e automóvel foram as mais citadas entre os executivos. Quanto aos treinamentos que poderiam ser reduzidos, os mais destacados foram os externos e os gerais voltados para áreas administrativas.

Mão-de-obra

Mesmo com a incerteza que paira no mercado, aproximadamente 60% dos participantes dizem não aumentarão a oferta de mão-de-obra no mercado, mas 73% apostam que a crise afetará os reajustes salariais. No que se refere ao clima organizacional, quase metade dos executivos disseram que o mesmo não será influenciado pelo cenário econômico. Já 39% dizem que o mesmo será atingido negativamente e apenas 13% acreditam em um cenário positivo.

A pesquisa conduzida em outubro pela Watson Wyatt, nos Estados Unidos, concluiu que apesar de a maioria das companhias acredita que a crise financeira afetará os programas de RH, esta resiste a fazer mudanças drásticas em curto prazo. Contudo, o estudo apontou que 19% das empresas pesquisadas já tinham realizado demissões e outras 26% esperavam fazer o mesmo nos 12 meses seguintes. Aproximadamente 30% congelaram novas contratações e outras 25% também pretendiam incorporar profissionais no quadro interno em até um ano.

Palavras-chave: | iniciativa | remuneração |

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COMENTÁRIOS (7)
Ady Barros em 15/03/2009:
A crise internacional é Mundial-Local, e, ela vem somar à crise que, há muito tempo a sociedade vêm passando, mudanças de paradigmas. E, claro, as organizações como um todo sofre as consequências, sobretudo a GESTÃO DE PESSOAS (demissões, saídas históricas em momentos de crise!!!). Sem falar nas incertezas que acabam por influenciar na produção dos colaboradores nas organizações. Sem dúvida, atinge a vida pessoal à profissional, e, não há como escapar dela. Pois, ela impõem um novo jeito de viver, de conviver, de "ser/estar" , de qualquer indivíduo. É preciso uma revisão de conceitos, de paradigmas: eu, outro, mundo - local/global. É preciso sentir-pensar a crise e aproveitar para também amadurecer/mudar/transformar-se, em ser melhor, em uma sociedade melhor, enquanto pessoa, família, profissional, organização... É necessário e imprescindível situar historicamente no novo contexto: global-local. E, compreender criticamente o Estado - Sociedade - Mercado, as relações de poder existente. A crise não vai embora enquanto o Estado, a Sociedade e o Mercado não passar por uma séria transformação. A razão de existência de cada um, está justamente na satisfação de todos, vida plena para todos. O que impede a resolução da crise? Quem ganha com a crise?

Reinaldo em 17/02/2009:
vou ser bem crítico com relação a essa Matéria! Crise? nao existe crise pessoal! existe sim uma " peneirada em profissionais" que de repente possa ter em excesso nas empresas. eu penso que os profissionais capacitados estao todos trabalhando. nao falo capacitado me referindo aquele individuo que possui um diploma, mas capacitado em ter percepção do mercado , do trabalho. resumindo, os fracos em suas funções saem da competitividade e os fortes estao ai. lendo materias e se atualizando... abraçossss

André Pinheiro de Freitas em 04/02/2009:
Bom dia! Não sou pessimista, sou realista. A crise existe e ainda está em processo, ninguém pode negar. Os resultados financeiros e os números em queda não permitem que digamos: "crise está na mente da pessoa", porque não está. Ela é real. Fecharmos os olhos a essa realidade pode significar nosso fracasso. Digo isso, pois quando analisamos a situação como realmente é, nos tornamos mais alertas, cautelosos e estratégicos. E nesse momento o que mais precisamos é estarmos alertas e nos preparar para possíveis consequências. Isso é ser prudente e realista.

Viviane Machado em 31/01/2009:
Qro declarar a minha total indignação c/ relação a esta crise. Cada vez mais estamos vendo profissionais demitidos por causa de uma crise que nem deveria nos afetar com esta proporção! Afinal, qnd estamos em crise por outros motivos, os países desenvolvidos não se prejudicam por nós. O grande problema é esse pessimismo e medo, ao invés de culpar a crise mundial, devemos nos culpar pelo pessimismo e covardia!

Elcio Tampieri em 25/01/2009:
AS NOSSAS EMPRESAS JÁ ESTÃO COM UMA CERTA MATURIDADE E A MAIORIA DOS SEUS COLABORADORES POSSUEM COMPETÊNCIA, O QUE PODE SER UMA GRANDE ARMA PARA DRIBLAR OS RESPINGOS DESSA CRISE, QUE NÃO É NOSSA.

Douglas Soares em 23/01/2009:
Bom dia a todos! O interessante é que tudo isso é fruto somente do medo. Até agora a tal instabilidade financeira, demonstrou-se ser aquela criada pelo medo da possível crise.

Cássia Diniz em 23/01/2009:
Acredito que nós brasileiros, deveriamos ser mais otimistas, pois ja passamos por tantas crises e nehum outro pais sofreu como nós. Hoje que somos praticamente um pais auto sustentavel, mesmo a crise sendo mundial não deveriamos deixar que afetassemos tanto.

 
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