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02/02/2009
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Pesquisa da PricewaterhouseCoopers mostra pessimismo de CEO’s

A PricewaterhouseCoopers promoveu, recentemente, pesquisa junto a CEO's de 50 países. Os dados apontaram que dos executivos entrevistados, apenas 34% acreditam em uma recuperação lenta e gradual. Ao todo, foram entrevistados 1.124 executivos-chefes. Do total do universo pesquisado, 73% creem que um novo conjunto de países ganhará importância e ainda contestará o poder econômico, político e cultural dos pertencentes ao G-8, grupo formado pelos Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Canadá e Rússia.

Brasil - Vale destacar que no Brasil, 83% de dirigentes organizacionais tiveram a oportunidade de expressar suas opiniões. Os brasileiros estão entre os que se revelam mais otimistas em relação à crise mundial. Um terço mostrou-se confiante na evolução de seus negócios em 2009. Globalmente, só 21% disseram confiar em maiores ganhos. Há um ano, 50% esperavam melhor desempenho a curto prazo.

Para os executivos do Brasil, a lista de preocupações inclui ainda o peso dos impostos, a falta de clareza e de estabilidade nas normas tributárias e as complicações para cumprir as obrigações fiscais. Cerca de 83% apontaram a recessão no mundo industrializado como a ameaça principal. Nas maiores economias, essa resposta foi dada por 80% ou mais, e não há qualquer surpresa nesse resultado.

Enquanto isso na América do Norte e na Europa Ocidental, por exemplo, apenas 15% dos entrevistados confiam em um crescimento nos próximos 12 meses. Na Ásia-Pacífico, 31%. Na América Latina, 21%. Um fato interessante é que os executivos brasileiros mostraram-se mais preocupados com as deficiências da infraestrutura e menos preocupados que a média de seus colegas com os custos da energia, a escassez de recursos naturais, o terrorismo, as pandemias e as tendências protecionistas dos governos.

Samuel DiPiazza, presidente da PricewaterhouseCoopers, a rapidez e a intensidade da recessão atingiram o lado psicológico dos executivos, o que desencadeou um pessimismo generalizado. Para ele, os CEO's estão mais preocupados com a sobrevivência imediata de suas organizações. Até em países emergentes que cresciam rapidamente, as empresas enfrentam problemas de falta de crédito, mercados de capitais lentos, colapso da demanda.

Com a pesquisa, a PricewaterhouseCoopers observou que governos e líderes empresariais estavam "despreparados" para enfrentar a crise global. Apenas agora, eles começam a reconhecer o impacto completo da crise de crédito sobre a economia mundial. E a mudança de sentimento traz como primeira reação a decisão de congelar investimentos e fazer demissões nos próximos 12 meses.

Palavras-chave: | PricewaterhouseCoopers | inovação | Samuel DiPiazza |

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