Por Antonio Carlos Till para o RH.com.br 
Nas empresas, quase sempre, esta vital comparação também funciona assim. E custa caro! Estamos cansados de ver situações em que a empresa investe pesado em um executivo, no que diz respeito à formação acadêmica e ao treinamento profissional, porém não tem idéia se este indivíduo tão importante gozará de saúde suficiente para dar retornar ao investimento nele feito.
Isto sem falar no prejuízo causado por um membro-chave da equipe que inesperadamente desfalca a empresa. Em inúmeras situações, esse executivo detém informações fundamentais, possui liderança sobre o restante do time e, ainda, é um modelo para muitos. O prejuízo, portanto, não se restringe ao que é nele investido e perdido, mas (e principalmente) à sua ausência do dia-a-dia da companhia.
Recentemente, tivemos a oportunidade de realizar um exame de check-up em um executivo de uma grande empresa multinacional. Ele ocupava um cargo estratégico na produção da empresa. Era, aliás, o segundo exame realizado conosco e esse profissional, apesar de obeso, diabético e hipertenso, resolveu abandonar o tratamento, piorando sensivelmente seus resultados em relação ao exame anterior, que já eram bastante alterados.
Ao ser questionado sobre o porquê da interrupção, revelou-nos que não estava mais vendo resultados positivos, preferindo doar o dinheiro gasto para uma instituição de caridade.
Ora, não temos dúvida quanto ao desfecho desta situação. Além de onerar o plano de saúde da empresa ante as inevitáveis internações e as complicações pelo abandono do tratamento de suas doenças, infelizmente foi possível prever também que a empresa não poderá contar com este profissional por muito tempo. O prejuízo será inevitável. Este é um dos momentos críticos em que podemos visualizar a importância do check-up de saúde realizado em um centro de bom padrão técnico e ético, pois permitirá a detecção deste comportamento e uma abordagem do executivo no sentido de motivá-lo a retomar seu tratamento.
O relatório do check-up e a decisão deste executivo quanto ao seu tratamento têm que ser levados à empresa de forma comprometida e analisados de maneira a promover uma mudança no comportamento dele ou no preparo de alguém para substituí-lo, a fim de minimizar os enormes impactos da perda precoce desse colaborador.
Por este pequeno episódio, não raro em nosso dia-a-dia, podemos refletir um pouco mais sobre a prioridade que estamos dando à questão de saúde. Para nós mesmos e dentro de nossa companhia. Vemos como fundamental assumir-se uma atitude preventiva em relação à saúde. Em todos os seus aspectos, ou seja, desde o tipo de alimentação fornecida na empresa, passando por uma área para prática de exercícios, por uma política de obrigatoriedade de férias regulares para os executivos e, dentre outras ações, o benefício insubstituível do check-up periódico de saúde.
O custo destas ações, muitas vezes levantado como argumento para não serem assumidas, é facilmente compensado pela baixa da sinistralidade na utilização do plano de saúde oferecido pela empresa e na maior produtividade. Isto sem falar nos aspectos éticos e de marketing interno no momento em que a empresa nitidamente demonstra sua preocupação com a saúde e o bem-estar do seu capital intelectual.
O impacto da menor utilização do plano de saúde se traduz em condições mais favoráveis de negociação dos contratos com as operadoras de saúde. Em outras palavras, investe-se hoje para colher amanhã.
Chamamos ainda a atenção para os custos de perda de uma peça-chave dentro da empresa que, muito além do aspecto financeiro imediato, pode ter repercussões em toda a equipe e que por vezes tende a culpabilizar o ritmo de trabalho da empresa ou o seu descaso com a saúde de seus executivos pelo infeliz evento ocorrido.
A conscientização do executivo quanto à importância do check-up deve se dar de uma forma plural, utilizando-se palestras, informes no formato de newsletters, campanhas sobre temas específicos na empresa (como cessação do fumo, controle de hipertensão arterial etc.), prêmios e/ou bônus que associem o check-up de saúde a momentos de lazer, como uns dias de folga em um hotel, por exemplo, distribuição de buttons com mensagens sobre saúde do tipo "Eu parei de fumar" ou "Eu faço ginástica" enfim, todo um corpo de ações que levem à valorização efetiva do aspecto saúde de forma continuada.
Poderíamos concluir que, sem dúvida alguma, de todos os fringe benefits, o que traz maior retorno para a empresa e o executivo é exatamente o check-up de saúde de boa qualidade, realizado em um serviço de idoneidade comprovada. Ao entendermos isto, certamente contribuiremos para um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo, além de estarmos trazendo mais felicidade e sucesso para todos.
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