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20/06/2005
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Gerenciando a segurança e a saúde no trabalho

Por Rômulo Assmann para o RH.com.br

A segurança e a saúde do trabalho nas organizações sempre conviveram com o estigma de serem exercidas apenas como uma obrigação legal. Este fato acarretou principalmente na pouca atenção destinada, principalmente pelos administradores, às ações relativas à prevenção de acidentes e doenças. Os setores prevencionistas eram considerados apenas com mais um centro de custos, e que muitas vezes atrapalhavam as atividades e a produtividade devido a sua intervenção quando verificados riscos nos locais de trabalho.

Entretanto, devido às exigências cada vez maiores do mercado, quanto a aspectos de competitividade como a melhoria nos processos, redução de custos e as exigências da sociedade representadas pela responsabilidade social, este quadro começou a se alterar. Além da atenção com os custos dos acidentes e a melhoria das condições de trabalho visando maior produtividade, as empresas começaram a se preocupar com a sua imagem perante o seu público-alvo, preocupação esta que não combina com condições precárias de trabalho e um número elevado de acidentes.

Devido a este fato, as empresas começaram a buscar maneiras mais eficientes de gerenciamento da segurança e saúde do trabalho. Mas como gerenciar um setor que se apresenta eminentemente técnico, e que muitas vezes está separado das estratégias e processos organizacionais? Para responder esta pergunta, aparecem em cena os sistemas de gestão em segurança e saúde no trabalho, representado principalmente pela norma OHSAS 18001, ferramenta utilizada pelas organizações que procuram o melhor gerenciamento de suas ações prevencionistas.

A OHSAS 18001, cuja sigla significa Ocupacional Health and Safety Assessment Series, entrou em vigor em abril de 1999. Trata-se de uma especificação que tem por objetivo prover às organizações os elementos de um Sistema de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho eficaz, passível de integração com outros requisitos de gestão. Sua estrutura foi desenvolvida com o pensamento de se alinhar com outras normas como a ISO 9001 e a ISO 14001. Assim como estes sistemas, é passível de certificação por órgãos competentes.

Tem como característica a possibilidade de ser utilizada por qualquer organização, independente de seu tamanho e setor de atividade, e apresenta como principais objetivos o estabelecimento de um sistema de gestão da SST visando minimizar os riscos em suas atividades, através de um processo contínuo e com avaliação permanente, além da demonstração desta preocupação a terceiros através da certificação por uma organização externa.

É uma ferramenta essencial para as organizações que buscam eliminar os riscos para os trabalhadores, através da implantação de um sistema de melhoria contínua dos aspectos prevencionistas. A aplicação em sua estrutura do Ciclo de Deming (Planejar, Executar, Verificar e Agir) e a realização de auditorias garantem um processo constante de revisão do sistema, visando a analisar sua eficácia e a correção das não-conformidades que afetam a saúde e a segurança dos empregados.

Seu processo é composto basicamente das seguintes etapas: política de segurança; planejamento; avaliação de riscos; atendimento a requisitos legais; definição de objetivos; estrutura e responsabilidade; treinamento, conscientização e competência; consulta e comunicação; documentação; monitoramento do desempenho e auditoria.

O principal ingrediente para o sucesso deste sistema de gestão está ligado à participação e ao apoio, durante todo o processo, da alta administração da empresa. Esta deve garantir os recursos necessários para a execução das atividades, além de servir como fomento para a participação dos empregados através da inserção da segurança do trabalho nos valores e na cultura da organização. E certamente obterão bons resultados, já que a implantação deste sistema e a conquista da certificação com certeza se reverterão em benefícios como o fortalecimento da imagem da organização, redução dos custos com acidentes e doenças, boa relação com sindicatos e possibilidade de abertura maior de mercado devido à exigência - principalmente de empresas do exterior - de certificações para a realização de negócios e estabelecimento de parcerias.

 

Palavras-chave: | saúde | segurança |

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COMENTÁRIOS (1)
Kazuo Sakamoto em 21/10/2011:
Bom dia, Sr. Rômulo Assmann. A minha opinião sobre o artigo é excelente, pois ao clicar na estrela acabei clicando errado. Comento que o seu artigo me ajudou e muito para o meu trabalho acadêmico. Grato.

 
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