Patrícia Pessotti Formada em Gestão de Recursos Humanos pela Unipac. Trabalhou seis anos no setor de RH, na Secretaria Municipal de Saúde de Timóteo/MG, desenvolvendo treinamentos, cursos, palestras e capacitações para diversos profissionais da área de saúde e estagiários.
Há milhões de anos o último dinossauro deixava de existir. Era o fim do período Pleistoceno ou Plistocénico - época da era Cenozóica compreendida entre 1.806.000 anos e 11.500 anos atrás - e o começo de uma nova etapa da evolução. Milhões de anos se passaram e, agora, uma nova espécie - mais inteligente e civilizada, o que me entristece ainda mais - está ameaçada por semelhante destino, haja vista que um número cada vez maior vem desaparecendo da face do planeta, por não conseguirem adaptar-se aos novos tempos. São os execussauros, espécie de executivo cujo lema sempre foi: "Viver para trabalhar. E ponto final.".
Essa espécie nunca se deu conta de que, tão importante quanto trabalhar é ter tempo para a família, para os amigos e, sobretudo, para si próprio. Embora muitas vezes turbinados por excelentes currículos, experiência corporativa invejável e competência inquestionável, não são espertos o suficiente para avaliar os custos versus os benefícios de serem viciados em trabalho. Afinal, até um dinossauro seria capaz de deduzir que, se é vício, por conseguinte excesso, não pode fazer bem.
Mas, deixemos os "entretantos" e partamos logo para os "finalmentes": O RH de hoje pensa da seguinte forma: é um erro pensar que trabalhando feito um burro de carga a empresa irá chegar ao topo da lista, seja lá do que for. Quem pensa assim, na verdade, demonstra que não consegue enxergar a longo prazo, já que os benefícios imediatos que poderá obter serão dizimados mais tarde pela perda de produtividade e até prejuízos sofridos pela empresa com tratamentos clínicos, internações hospitalares, absenteísmo, depressão, infartos do miocárdio, úlceras e muitos et ceteras.
Tenho muitos amigos que não viram os filhos crescerem, que viram os seus casamentos acabarem, que contraíram doenças incuráveis e alguns que até morreram por causa do excesso de trabalho. Isto não lhes parece um preço muito alto?
O mundo corporativo, pressionado pela globalização, também percebeu que esse era um preço muito alto que teria que pagar para "chegar ao topo". A partir daí, as empresas "evoluíram" e passaram a exigir mais qualidade de vida dos seus colaboradores ou... Alguns execussauros entenderam o sentido desse "ou..." e decidiram evoluir também.
Outros, cujo trabalho em demasia não lhes deixa tempo nem para uma leiturazinha de atualização, como esse sutil artigo, por exemplo, continuam agindo como os seus ancestrais, os dinossauros, que sem perceberem a mudança dos tempos, continuaram fazendo tudo como sempre fizeram, até que um dia, buum! O seu mundo ruiu.
Edna Sueli em 06/10/2009: Excelente texto. Não sou uma execussaura, espero nunca ser, mas preocupo-me com essa espécie. Sabemos que geralmente o fim deles pode ser a exoneração após uma "pisada na bola" , mas e aí, como ajudá-los? Alguns não conseguem controlar esse ímpeto pelo trabalho. Não basta colocar em pauta o problema, mas como amenizar ou resolver o problema?
Lilian Cássia em 04/07/2009: Adorei o seu artigo.
Eh verdade o que você disse, pena que ainda tem muitos execussauros, por ai. Qua precisa ser trabalhados.
RUBEM em 30/04/2009: PATRÍCIA, é a primeira vez que leio um artigo seu. Parabéns, gostei muito.
Há alguns anos ministrei palestras voltadas a este tema e obviamente ele não se esgota, pois estamos cada dia mais preocupados com o sustento de nossa família, principalmente agora que a crise atingiu fortemente o mundo todo, trazendo preocupações ainda mais fortes para todos nós.
É neste contexto que precisamos olhar ainda com mais cuidado para as pessoas que amamos.
Abraço e sucesso.
Flavia em 16/04/2009: Olá Patricia,
Gostei do seu artigo, mas percebemos que se trata de um alerta apesar de ser interessante gostaria que vc relaciona-se melhor a Qualidade de Vida no trabalho e o papel do RH como agente estratégico na prevenção e gerenciamento do estresse.
Liana Carvalho em 07/03/2009: O tema serve de alerta para as pessoas que estão negligenciando suas famílias em função do trabalho. Na vida precisamos manter um equilíbrio. O reflexo deste comportamento são muitos lares desfeitos. Vamos trabalhar na medida certa e aproveitar o que a vida tem de melhor e curtir as pessoas que amamos. Isso é qualidade de vida.
bjs
Ana Paula Soares Pereira em 28/02/2009: Patrícia seu artigo me lembra um ditado " por que não pensei nisso antes". Trabalho é sim importante, mas por tráz de um excelente profissional há um suporte que somente pessoas que se gosta pode dar. Então assim podemos pensar "temos que trabalhar para VIVER e não viver para trabalhar".
Um abaço,
Ana Paula
Sonia C. em 25/02/2009: Olá Patricia! Achei ótimo este texto, pois me fez refletir bastante e tb me auxiliou no meu tcc (curso de gestao pública).
Claudi strazzan em 25/02/2009: Muito bom falar sobre qualidade de vida.Essa Patrícia deu um show com esse artigo vocês deveriam convida-lá para dar uma palestra....
VANESSA GREGÓRIO em 24/02/2009: PRA MIM É EXTREMAMENTE NECESSÁRIO OUVIR. LER E FALAR SOBRE ESSE ASUNTO,JÁ QUE ESSE É O TEMA DO MEU PROJETO NA FACULDADE. REALMENTE OCÊ FALA MUITO BEM SOBRE A IMPORTÂNCIA DE SE TER QUALIDADE DE VIDA JUNTO AO TRABALHO.MUITO OBRIGADA MESMO.
Anuar Lauar em 20/02/2009: Excelente seu comentário, pois realmente pela qualidade de vida pode se avaliar o sucesso e a capacidade administrativa de um empresário, ou mesmo de um administrador. Sou graduado em RH, Pós Graduado e especealista em Gestão de Pessoas, e fundamentei minha monografia em QVT. Parabéns Patricia, sempre leio seus artigos.
marcileia em 19/02/2009: olá, amiga pati gostei do seu texto.mas graças a Deus não é meu oficio,minha saúde e minha familia vem em primeiro lugar.vc tá brilhando em!!!!!!!!
Gilberto C Olgado em 19/02/2009: Olá Patrícia, gostei do seu artigo.
Temos que juntar à estes "Execussauros", os "Empresariossauros", "Encarregadossauros", Chefessauros" e talvez uma hierarquia inteira de "profissionais" administrativos de uma empresa.
Eles precisam enxergar que RH é um assunto muito mais amplo do que dar cesta básica e depois escravizar o funcionário, precisam entender que o benefício é bilateral, ganham funcionários e a empresa.
Grande Abraço.
GILBERTO
Glécio Jr. em 18/02/2009: Eu não me sinto produto da evolução, mas da criação das mãos de um Deus maravilhoso e pessoal. Aproveitando, quero deixar um conselho bíblico aos trabalhadores em excesso: tudo tem o seu tempo determinado, e na ótica do artigo podemos dizer que há tempo para lazer e tempo para trabalhar.
Abraços cordiais a todos.
IOLANDA em 18/02/2009: Bem assim mesmo, estou lendo correndo pq tenho muito a fazer,hahahaha.
Absssss
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