Por Jorge Nahas para o RH.com.br 
Falar que o mundo muda tanto e tão rapidamente é ridículo, pois acho que todas as palestras que vamos, artigos que lemos, e tudo mais só se fala sobre isso. Então, para não perder tempo, não há necessidade alguma em começar falando desta questão, mas sim, diretamente da sua mudança, principalmente sobre a relação do lazer invadindo o ambiente trabalho.
Foi-se o tempo em que a pessoa chegava à empresa exatamente na hora marcada, tinha contados os minutos para tomar o cafezinho e para cada processo havia várias regras e registros. Os assuntos eram restritos ao trabalho, tinha apenas o salário e o colaborador virava-se com tudo. Ou seja, a saúde e a vida pessoal deste funcionário de nada tinham a ver com a empresa, apenas seus resultados e o cumprimento de horário era o que importava, entre outras regras absurdamente ridículas.
Aposto que tem gente que ficou de cabelo em pé, e sentiu aquele arrepio na espinha - Nossa, que horror, parece um filme de terror! Pois sim, há um tempo já foi assim, inclusive, em algumas empresas ainda existem vestígios destas atitudes da idade da industrialização.
O que aconteceu?
O óbvio! As empresas começaram a se dar conta, ou pelo algumas inteligentes, e com certeza por pensar assim, de sucesso, iniciaram a atuação com o lazer do colaborador de forma diferenciada. Observe o mercado hoje, quais são as empresas mais mencionadas, com maior sucesso e rentabilidade, as marcas mais valiosas? Google, Facebook, Twitter, Apple, IBM, 3M etc., todas têm esta visão moderna da qualidade de vida do colaborador. Não foi a América que elas descobriram, é um conhecimento tão simples, mas ao mesmo tempo tão complexo para ser aceito pelas organizações: quanto mais o colaborador se sente bem, maior é sua produtividade. Alguém dúvida? Então, volte aos exemplos citados acima.
A realidade moderna é esta, as empresas trazem o lazer para dentro do trabalho e fazem os colaboradores sentirem-se em casa, com prazer imenso de estar no local de labuta. Cada vez mais, as empresas querem que eles tragam seus familiares e amigos, pois isso firma ainda mais o relacionamento dele e das pessoas próximas, sendo que este apoio é fundamental para qualquer ser humano. Logo, o lazer no trabalho tornou-se fulcral e questão de tempo, afinal já dizia o famoso Jack Welch: "mude ou morra". Portanto, ou a organização traz este lazer ao ambiente corporativo ou logo perderá os profissionais, pois as outras empresas irão se tornar cada vez melhores de se trabalhar.
Um ponto importante, após despertar para esta realidade é que tipo de lazer trazer e promover. Hoje apenas deixar o colaborador assistir um pouco de TV ou oferecer café é pouco. O normal são refeições ou petiscos para matar a fome, proporcionar um lounge para descanso, não controlar horários de descanso e acesso às redes sociais, é ser flexível em horários etc. Portanto, o ideal é buscar sempre diferenciais. E dessa forma o que marcará? Experiências de vida.
O futuro estará em proporcionar momentos inesquecíveis, premiando, por exemplo, com um passeio de balão, andar numa Ferrari, saltar de paraquedas, jantar multissensorial, um dia no spa etc. É fazer uma reunião em que o setor jogará boliche e aproveitará uma deliciosa degustação de vinho. Tudo é válido para fugir do convencional e levar estes sonhos para os colaboradores. Esse é o passo para chegar ao coração profissional e pessoal que está saturado com bens tangíveis e o convencional.
As organizações estão apenas acordando para esta nova realidade do universo capitalista, mas ele está chegando. E, nesse cenário, quem chegar primeiro estará em vantagem!
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