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05/10/2009
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Síndrome de Burnout - o esgotamento no trabalho

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

Até que ponto você é capaz de trabalhar sob pressão? Antes de responder a essa questão o profissional deve pensar na resposta que dará, pois quando ele estiver diante do estresse corporativo pode ser vítima da Síndrome de Burnout ou o chamado esgotamento no trabalho. Vale enfatizar que quando a pessoa ultrapassa seus limites, alguns sintomas surgem e comprometem o desempenho do profissional. Em casos mais acentuados, essa síndrome exige acompanhamento médico. Abaixo, algumas informações relevantes sobre esse mal.

1 - O termo Burnout vem do inglês burn (queima) e out (para fora, até o fim) e na gíria inglesa é usado para identificar os usuários de drogas que se deixaram consumir pelo vício. Esse termo foi criado pelo inglês Herbert Freudenberg, em 1974 e o "Burnout" pode ser traduzido como "Combustão Completa".

2 - A Síndrome de Burnout não deve ser confundida com depressão, pois está ligada a situações que envolvem o ambiente de trabalho do indivíduo. Já a depressão é relacionada a fatores da vida pessoal.

3 - Essa síndrome provoca sintomas no colaborador como, por exemplo: exaustão emocional; perda do entusiasmo pelas atividades laborais; irritação; falta de paciência com os colegas de trabalho; desmotivação; o indivíduo acredita ser incompetente para exercer suas atividades e não valoriza sua produtividade.

4 - Quem é acometido por essa síndrome também fica vulnerável a problemas que prejudicam a saúde física como: enxaquecas; insônia; dermatites e até problemas cardiovasculares.

5 - Muitos profissionais que sofrem da Síndrome de Burnout atuam em empresas que: predominam normas extremamente rígidas; são podadoras do potencial criativo das pessoas; não abrem espaço para a tomada de decisões e os desafios apresentados são em excesso, sem que sejam dadas condições para que os funcionários atinjam suas metas.

6 - Os gestores podem contribuir para que a Síndrome de Burnout não invada o ambiente corporativo. Para isso, ele precisa valorizar sua auto-estima, mas nunca acreditar que é o detentor da verdade absoluta e que é imune a cometer erros. Isso refletirá no clima organizacional e nos liderados.

7 - A organização também tem papel fundamental na profilaxia à Síndrome de Burnout. Nesse sentido, é necessário identificar os agentes estressores que afetam os profissionais, modificá-los para que se adaptem às necessidades dos colaboradores. Esses fatores podem ser identificados através da comunicação face a face e também pela pesquisa de clima organizacional.

8 - As pessoas também podem adotar ações individuais que ajudam a mantê-las longe da Síndrome de Burnout. Dentre essas, podemos destacar: adoção de uma alimentação saudável e balanceada; prática de atividades físicas compatíveis com a realidade de cada um; manter uma regularidade para o sono; ingresso em grupos que realizem passeios periódicos ou mesmo atividades voluntárias.

9 - Mas é fundamental lembrar. Se a pessoa já se encontra com os sintomas da Síndrome de Burnout, não deve tentar resolver o problema isoladamente. É recomendado que se procure orientação de especialistas como psicólogos.

10 - À área de RH vale uma recomendação. Caso identifique um profissional com os sintomas da Síndrome de Burnout ou mesmo fatores estressores que contribuam para esse mal. Deve-se conversar com a direção da empresa para que o problema não caia no "esquecimento" e, dessa forma, sejam adotadas iniciativas para ajudar o colaborador que enfrenta esse sério problema.

Palavras-chave: | saúde | qualidade de vida no trabalho |

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COMENTÁRIOS (4)
sandro ricardo da cunha moraes em 07/01/2011:
Eu sou servidor do Tribunal de Contas de Pernambuco e hoje não me sinto com mais vontade de retornar ao trabalho: sinto exaustão emocional, desmotivação total profissional, irritabilidade, desvalorizado profissionalmente e sinto o trabalho como a casa de satanás, nada me dá prazer lá, por curiosidade, venho estudando o tema a mais de 8 anos e sei que estou doente com síndrome de burnout porque meus sintomas se identificam com a literatura do assunto. Eles fazem isso para forçar você indiretamente a pedir demissão, mas como pedir demissão de um emprego que paga os melhores salários do Estado? Outros dizem que eu quero receber sem trabalhar. Eu prefiro preservar minha saúde do que continuar vitimado por pessoas com transtornos de personalidade anti-social que infelizmente são gestores públicos e humilham e discriminam no trabalho.

Josellayne Barros em 23/09/2010:
É bem verdade que o RH tem que agir em casos como esse, do caso de Burnout. Agora o que fazer quando os profissionais de RH é que estão com esta síndrome, devido aos fatores mencionados?

Carlos Santiago Junior em 02/05/2010:
É também verdade quando se diz que a depressão é relacionada a fatores da vida pesssoal. Porém, pela dedicação e a extrema presssão por resultados a Síndrome de Burnout é um dos caminhos que levam à ela. Muitos desenvolvem toda sua vida em torno do que faz, e se empresas que imperam este mal, não reconhece o "ser humano", lamento mas, muitos se não tiverem apoio, ou devem sair da empresa ou chegarão a algum estado depressivo. "ABAIXO AS EMPRESAS QUE TEEM ESTA SÍNDROME, ABAIXO OS QUE A INTENSIFICAM E SE NÃO O PRÓXIMO SERÁ O PRÓPRIO" Amém. Parabéns pelo seu artigo.

claudevan vieira dos santos em 09/10/2009:
Patricia, esse tipo de situação já aconteceu comigo alguns meses atrás, mais como lider de uma equipe tive que superar esse mal. Hoje me sinto bem melhor em relação a isso. Gostei muito do seu artigo e estarei mais ligado nesses assuntos de Recursos Humanos. um abraço!

 
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