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27/04/2010
RH » Qualidade de Vida » Dicas Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

O que fazer quando o estresse prejudica o desempenho?

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

É óbvio que a evolução do homem trouxe benefícios significativos para o seu dia a dia. No entanto, isso custou a todos algo: a necessidade de se adaptar constantemente às mais variadas inovações em uma velocidade que chega a impressionar, pois o que é considerado novidade hoje, amanhã pode ser visto por muitos como algo sem valor. Essa aceleração que o ser humano enfrenta leva muitas pessoas a se deparar com o tão temido estresse - considerado por muitos especialistas como um dos males que mais afeta as pessoas. E quando o estresse surge em decorrência do trabalho e o profissional começa a ter sua performance prejudicada, o que deve ser feito seja por ela ou pela própria organização, que não deseja perder um colaborador de talento? Abaixo, listo algumas sugestões que podem ser adotadas por empresas e por qualquer profissional que deseja proteger sua carreira de fatores estressantes.

Dicas para as organizações - É de extremo interesse das organizações acompanha a performance dos colaboradores. Quando esse trabalho é observado, surpresas desagradáveis podem surgir como, por exemplo, um profissional que antes se destacava por sua performance, comprometimento e motivação, está com o desempenho abaixo do esperado. O que fazer?

1 - A estreita e dinâmica relação entre os líderes e os membros das equipes, permite que os gestores identifiquem que um colaborador encontra-se com os primeiros sinais de estresse que podem evoluir e impactar no dia a dia das suas atividades laborais.

2 - A área de Recursos Humanos precisa ficar atenta aos fatores internos que podem criar espaço para a "instalação" do estresse no ambiente organizacional e, consequentemente, encontrar e apresentar soluções para a alta administração.

3 - A comunicação interna ganha importante papel no combate ao estresse, pois através dos canais que a empresa possui (intranet, impressos, reuniões periódicas, murais etc.) um amplo leque para alertar os colaboradores sobre as consequências que o estresse causa ao ser humano, quando se encontra um estágio avançado.

4 - Além dos canais de comunicação interna, as empresas contam com outras ferramentas importantes como, por exemplo, a pesquisa de clima organizacional. Utilizada de forma adequada e focando questões, inclusive, ligadas diretamente aos processos que na qualidade de vida dos profissionais é possível identificar fatores estressantes que coloquem em risco a saúde dos colaboradores e, logicamente, da própria empresa.

5 - Quando a pessoa encontra-se em um grau elevado de estresse, a tendência é que os reflexos sejam observados na sua performance. Diante disso, a avaliação de desempenho também se torna um instrumento de valor para saber o que levou um profissional a declinar na sua produtividade. Vale salientar que durante esse processo, o gestor deve avaliar antecipadamente o percentual de ausência do funcionário e ficar atento para o turnover justificado por licenças médicas.

Dicas para os colaboradores - O estresse no ambiente de trabalho não deve apenas ser combatido pelas organizações, pois os profissionais também podem e precisam se defender desse mal que prejudica tanto a vida pessoal quanto a carreira. Mas, como evitar o estresse?

1 - A prática de esportes é apontada como uma alternativa saudável não apenas para a saúde física como também a emocional. Ao adotar uma determinada modalidade esportiva a pessoa cuida do corpo e encontra oportunidades para eliminar a tensão do dia a dia.

2 - Os momentos com a família ou os amigos nem sempre são valorizados como deveriam. Há quem diga que a falta de tempo não permite visitar uma pessoa querida, ir ao cinema, a um jantar ou mesmo caminhar em um espaço verde. Mas, quando o estresse chega, muitos se arrependem das oportunidades que deixaram passar.

3 - Ir a médico não é o programa preferido, nem daqueles que não curtem uma balada agitada. Mas é preciso saber como vai a saúde, principalmente quando alguns indicadores tornam-se uma constante como, por exemplo, problemas gástricos, enxaquecas periódicas, mau humor constante, insônia, ansiedade, entre outros. Por isso, fazer check-ups regulares é indispensável para profissionais de todas as idades.

4 - Não é fácil lidar com a pressão vivida no ambiente corporativo e conseguir uma boa produtividade que atenda as necessidades da companhia. Para não se afogar no trabalho, se organize e faça uma lista das prioridades. Isso evitará que você ultrapasse o horário de expediente e vire uma máquina.

5 - Se mesmo com um sistema organizado para a realização de atividades o volume de trabalho ultrapassa o seu limite, não esqueça que você é humano e pedir ajuda não diminuirá o seu valor diante do gestor ou dos demais colegas que estão à sua volta. Caso a sua mente sinalize que o alerta está no vermelho e sua vontade é jogar tudo para o alto e correr, em pleno expediente, converse francamente com seu superior e exponha a situação. Sempre é possível encontrar uma solução viável tanto para o colaborador quanto para a empresa.

 

Palavras-chave: | qualidade de vida no trabalho | saúde |

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COMENTÁRIOS (1)
Cristina em 01/05/2010:
Sinceramente, pedir ajuda ao gestor e aos colegas, confessando que não está bem, é um passo para a demissão. Pior, início de um processo de "fritura". O gestor poderá se aproveitar da fragilidade do funcionário e forçá-lo a pedir demissão. Existe alguma empresa que tenha clima que permita esta conversa aberta? Existe interesse em diminuir a pressão sobre os colaboradores? Quem estiver estressado, que peça demissão... Acredito que, infelizmente, as empresas terão que perder a médio e longo prazo para entenderem a importância da saúde mental de seus funcionários.

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