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03/06/2008
RH » Qualidade de Vida » Entrevista Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

A saúde das pessoas afeta as empresas

Patrícia Bispo

A preocupação com a QVT (Qualidade de Vida dos Trabalhadores) ganha cada vez mais destaque nos debates corporativos, afinal a saúde dos funcionários está diretamente relacionada à “saúde da empresa”. Mesmo diante dessa constatação de que pessoas saudáveis são capazes de fortalecer a competitividade organizacional, segundo pesquisa realizada pela USP, apenas 4% das empresas brasileiras mantêm programas de qualidade de vida para seus funcionários. Isso reflete diretamente na economia empresarial, pois em 2002, totalizou-se US$ 76 bilhões/ano (cerca de 3% do Produto Interno Bruto brasileiro) – em prejuízos acumulados nos países da América Latina e Caribe, por causa de acidentes fatais no trabalho ou seqüelas provocadas por acidentes, muitos deles decorrentes das más condições de trabalho. “Estudos apontam que 128% correspondem ao percentual em que o Brasil está acima da taxa de mortalidade causada por acidentes de trabalho em comparação com países de economia estável como Espanha, Estados Unidos, Japão, Canadá e França, segundo estudo da OIT (Organização Internacional de Trabalho), apresentado em 2001”, afirma Giles Balbinott, engenheiro e mestre em ergonomia. Autor do livro “A Ergonomia como Princípio e Prática nas Empresas”, lançado pela Editora Genesis, Balbinotti concedeu entrevista ao RH.com.br, e afirmou que a ergonomia vai além das exigências físicas e inclui, pelo menos, três aspectos: físico, cognitivo e psíquico onde cada um deles pode determinar uma sobrecarga no profissional.
“As lideranças devem conhecer sua equipe, estando cientes e sensíveis para as diferenças e tendo habilidade e conhecimento para conduzir seus comandados. Conhecer bem as pessoas não implica em sair para tomar cerveja no bar. Pelo contrário, é até recomendável fazer uma separação, para que o líder possa ser sensível aos problemas dos funcionários, mas saiba impor limites e não acabe sendo manipulado”, alerta. Na entrevista, ele apresenta fatos relevantes relacionado à ergonomia e diz qual o papel do profissional de Recursos Humanos, dentro dessa realidade. Confira a entrevista na íntegra e aproveite a leitura!

RH.COM.BR - Qual a importância dos estudos ergonômicos e da aplicação desses para as empresas?
Giles Balbinotti - O gerenciamento da diretriz ergonômica é chave para melhorar a saúde financeira das organizações, e hoje, a ergonomia e o seu estudo constitui-se em uma ferramenta de gestão para as empresas. O desafio é buscar sinergia entre os sistemas técnico e social, assegurando uma visão antropométrica. A relevância deste tema está relacionada à motivação das pessoas e à qualidade de vida no trabalho que pode ser entendida como um bem-estar relacionado ao trabalho do indivíduo e à extensão em que sua experiência de trabalho é compensadora, satisfatória e despojada de estresse e outras conseqüências negativas. O entendimento dos diversos fatores de melhoria das condições de trabalho poderá constituir uma base sólida para garantir a sobrevivência das organizações de forma que o trabalho possa acontecer sem impactar na saúde dos trabalhadores e, dessa maneira, assegurem uma maior satisfação no trabalho e conseqüentemente redução nos índices de absenteísmo e turnover.

RH – Então, a ergonomia influencia diretamente a qualidade de vida no trabalho?
Giles Balbinotti - Segundo a Dra. e pesquisadora do PPGEP/UFSC, Leila Amaral Gontijo, o estudo ergonômico do trabalho visa a manutenção de uma saúde física e mental do trabalhador, além de uma melhor produtividade através de análises detalhadas. Fazendo uma abordagem sobre a ótica da ergonomia, produtividade elevada significa motivação, dignidade e maior participação pessoal no projeto e performance do trabalho, e isso implica em uma abordagem integrada à qualidade de vida no trabalho. A correspondência entre produtividade e qualidade de vida é biunívoca e diretamente proporcional, isto é, qualidade de vida alta, valores de produtividade também altos, baixa qualidade de vida provocará baixos índices de produtividade.

RH - Que impactos a ergonomia pode causar ao profissional?
Giles Balbinotti - Os impactos podem ser positivos ou negativos, dependendo da postura adotada pela empresa. Do lado positivo, os impactos serão evidentes no clima social da organização, na motivação dos funcionários e conseqüentemente no atingimento das metas de produtividade e qualidade, além do sentimento de ser respeitado pela empresa. Do lado negativo, por causa de acidentes fatais no trabalho ou seqüelas provocadas por estes acidentes e pelas doenças ocupacionais. Na América Latina, por exemplo, entre 27 e 68 mil trabalhadores são vítimas de acidentes fatais por ano e segundo a OTI - Organização Internacional do Trabalho, há uma estimativa de dois milhões de mortes anualmente relacionadas com o trabalho no mundo.

RH - Já está comprovado que a ergonomia influencia a competitividade da organização?
Giles Balbinotti - Sim, além dos números apresentados nas questões anteriores, esses dois objetivos - ergonomia e competitividade - não podem ser tratados separadamente, pelo menos nas empresas que buscam uma gestão moderna e competitiva. Os empresários precisam ter em mente que, garantindo boas condições de trabalho, certamente irão aumentar sua lucratividade. Melhorando o clima, podemos reduzir o desperdício, aumentar a eficiência e, por conseqüência, a produtividade. Isso tudo reflete no aumento de competitividade, que nada mais é do que fazer cada vez mais e melhor, com cada vez menos e sem causar danos aos funcionários, já que o custo dos afastamentos por problemas de saúde é alto.

RH - Existem dados que comprovem sua afirmação?
Giles Balbinotti - Sim. Para mostrar que a ergonomia e as ações sociotécnicas - ergonomia, segurança, formação e áreas sociais - favorecem a competitividade, apresento alguns resultados em números, obtidos após aplicação de um efetivo gerenciamento ergonômico, sociotécnico em uma empresa. Essas informações têm como fonte Henri Savall. Entre essas, encontramos:
* absenteísmo (ausência no posto de trabalho) - uma redução de 3%, com uma economia de 2 mil 500 reais;
* redução de acidentes e incidentes (quase acidentes);
* qualidade - redução de defeitos na linha de produção;
* redução de 50 % da taxa de retrabalho e economia de 12 mil e 500 reais;
* produtividade - redução dos prazos (2,5 semanas) de produção dos volumes acordados;
* aumento de 16,2% na produção sobre o período pesquisado e economia de 23 mil e 500 reais. Outros resultados positivos, obtidos a partir da aplicação de um modelo ergonômico em uma indústria de cosméticos comprovam esta relação;
* redução das reclamações dos clientes e terceiristas em 75% ao mês;
* redução do desperdício de matéria-prima e dos produtos não conformes em 25 %;
* entrega dos pedidos 95% dentro do prazo;
* pessoas (moral e segurança): melhoria do clima social e aumento da satisfação dos colaboradores em relação às condições do ambiente de trabalho (avaliações subjetivas e obtidas in loco).

RH - Então, o investimento na ergonomia diminui significativamente os acidentes de trabalho?
Giles Balbinotti - É importante dizer que quando falamos em investimento em ergonomia, podemos considerar a ergonomia em três vertentes: de concepção, de correção e de conscientização. Particularmente sou adepto e acredito na ergonomia de concepção e de conscientização, pois quando atuamos fortemente nas etapas de projeto, temos mais poder de reação e de resolução dos riscos de acidentes em potencial. E sem dúvida, a partir do momento que adequamos e adaptamos de uma forma mais efetiva a interação homem versus máquina, seja em relação à redução das exigências físicas, seja em relação às exigências cognitivas, haverá uma redução significativa dos riscos de acidente de trabalho, bem como a redução significativa das doenças ocupacionais.

RH - A ergonomia preocupa-se apenas com a sobrecarga física do trabalhador ou vai mais além?
Giles Balbinotti - A ergonomia vai sim, além das exigências físicas. Alain Wisner, um pesquisador do CNAM/França, diz que todas as atividades, inclusive o trabalho, têm pelo menos três aspectos: físico, cognitivo e psíquico onde cada um deles pode determinar uma sobrecarga. Todo indivíduo chega ao trabalho com seu capital genético, remontando o conjunto de sua história patológica. Ele traz também seu modo de vida, seus costumes pessoais e étnicos, seus aprendizados. Tudo isso pesa no custo pessoal da situação de trabalho em que é colocado. Sendo assim, para colocar em prática esses conceitos, digo que é necessário estar atento às necessidades ergonômicas dos funcionários. E isso não se limita a ter cadeiras ergonômicas. A ergonomia se preocupa com as competências física, cognitiva e psíquica. Todas precisam ser atendidas para que as metas da empresa sejam atingidas de uma forma mais eficiente.

RH - O Sr. pode detalhar mais esses três aspectos: o físico, o cognitivo e psíquico?
Giles Balbinotti - Atender a ergonomia no seu contexto físico, implica em garantir que os funcionários não tenham, com freqüência alta, um esforço físico maior do que sua estrutura suporta, como erguer um peso muito grande, que pode gerar alguma lesão, que representará custos para a empresa. A preocupação com o aspecto cognitivo deve existir para que ninguém exerça uma função para a qual não está habilitado. O perfil do pessoal tem que ser adequado para o perfil da função. Do contrário, as tarefas não serão cumpridas de forma eficiente e o funcionário viverá estressado, com medo, sobrecarregado e frustrado. Da mesma forma, a competência psíquica também deve ser analisada, já que o ser humano é um só e seus problemas não podem ser esquecidos quando ele entra na empresa. Como alguém pode trabalhar bem, quando seu filho está com 40 graus de febre, ou o pai está doente? As competências física e cognitiva podem ser asseguradas, conforme o profissional, por uma análise ergométrica criteriosa, no momento em que a pessoa entra na empresa. Com isso, será possível saber o que cada pessoa pode suportar, tanto no aspecto físico como cognitivo. Ninguém vai colocar o João, por exemplo, que é uma pessoa introvertida ou tímida para atender o público, pois ele ficará infeliz e o cliente será mal atendido. Mas para fazer essa avaliação a empresa precisa estar preparada, o que passa por um processo sério e criterioso de seleção e contratação. A avaliação do bem-estar psíquico requer outro tipo de avaliação, ela depende do preparo das pessoas que estão nos cargos de chefia, que precisam conhecer bem seus subordinados. As lideranças devem conhecer sua equipe, estando cientes e sensíveis para as diferenças e tendo habilidade e conhecimento para conduzir seus comandados. Conhecer bem as pessoas não implica em sair para tomar cerveja no bar. Pelo contrário, é até recomendável fazer uma separação, para que o líder possa ser sensível aos problemas dos funcionários, mas saiba impor limites e não acabe sendo manipulado.

RH - Existem regras básicas para se implantar um modelo de ergonomia eficiente?
Giles Balbinotti - Sim, o modelo de Gestão da Ergonomia que defendo, baseia-se em dois modelos já consolidados, o Gerenciamento pelas Diretrizes – GPD e pela Análise Ergonômica do Trabalho – AET, modelo esse muito utilizado na ergonomia. Utilizamos o modelo GPD, a fim de assegurar a coerência das ações operacionais em consonância com as ações estratégicas, além de tornar o sistema mais dinâmico e ágil, e através dos conceitos da Análise Ergonômica do Trabalho, norteamos a intervenção ergonômica, através das análises da demanda, da tarefa e da atividade, e ao final a proposição das recomendações e sugestões de melhorias ergonômicas. Conclui-se, então, que a preocupação com a questão ergonômica é condição sine qua non de sucesso da empresa que almeja prosperar, e também que o gerenciamento das ações estratégicas para a questão ergonômica e seu desdobramento em todos os níveis da organização é possível através do modelo proposto, o qual, assegura a coerência nas atividades desenvolvidas pela organização. Nós devemos ao gerenciamento os cumprimentos das metas relativas à saúde financeira da empresa e à saúde dos trabalhadores. E ainda, o envolvimento de todos no processo da definição da missão e proposição de melhorias das condições de trabalho, foi importante para conscientização dos colaboradores no tocante às dificuldades do ambiente externo da empresa. É importante também dizer que a propriedade ou gerência familiar certamente almeja a excelência e a continuidade da liderança a longo prazo. Esse modelo não é algo que o presidente da empresa possa aplicar e esquecer, serão necessário anos, cinco ou dez, para realizar todas as mudanças fundamentais que a transformarão em uma empresa de classe nacional ou mundial. Ou seja, como todo modelo de gestão, há a exigência da atenção constante e do rigor, que venha garantir o desempenho esperado. Outro aspecto fundamental é a antecipação, segundo o professor do CNAM, Tahar Hakim Benchekroun, é preciso que as empresas estejam à frente dos sistemas de produção, a fim de atuarem pró ativamente sobre os meios e dispositivos de produção que venham criar situações de trabalho penosas e degradantes às pessoas.

RH - Os investimentos em ergonomia são sempre elevados?
Giles Balbinotti - Não necessariamente, é verdade que existem investimentos em melhorias ergonômicas que demandam cifras importantes, mas também é possível organizar e adaptar postos de trabalho e deixá-los mais ergonômicos, simplesmente com equipes internas, boa vontade e material sucateado - cilindros pneumáticos, motor, estruturas metálicas. Vamos a um exemplo, em uma situação em que um funcionário tenha a necessidade de agachar-se freqüentemente para realizar uma determinada operação, poderia ser feito sem custo elevado um fosso ao lado da linha para que ele possa realizar sua atividade sem exigência de posturas criticas e inadequadas. Outra situação comum é a alimentação de máquinas de envase - notadamente utilizada em indústria de cosméticos - realizada manualmente com riscos ergonômicos e físicos na operação, quando poderia ser agregado valor à esta operação instalando uma pequena bomba elétrica, que faria o enchimento da máquina. Há vários exemplos eficazes e baratos, e até sem custo, que beneficiam os trabalhadores e a empresa. Em outra capitalização de boas práticas, a aplicação do modelo foi realizada em um sistema de produção de cosméticos. Alguns resultados foram atingidos, com valores de investimento três a quatro vezes menores que os custos relativos às doenças profissionais e aos custos de baixa qualidade, perda de produtividade, além dos riscos de desmotivação dos operadores e da degradação do clima social, refletindo na melhoria do ambiente da empresa. Resultados como melhoria do lay out, em especial o nivelamento do piso, troca de EPI´s desconfortáveis, redução de riscos físicos com a instalação de assistências no processo de abastecimento das máquinas de envase. A própria definição e comunicação do organograma funcional foi importante na melhoria do clima, já que definiu os papéis e responsabilidade de cada responsável de setor. Um programa de desenvolvimento dos gestores foi preparado para a alta administração da empresa a fim de prepará-los a evitar a sobrecarga mental. Para os demais colaboradores antigos e novos, foi realizado a concepção de planos de treinamento e integração visando a redução da sobrecarga cognitiva inerente aos novos processos fabris.

RH - As empresas brasileiras estão investindo em ações ergonômicas como deveriam?
Giles Balbinotti - Acredito que não, não na velocidade que precisariam, a fim de aumentar a competitividade - (lucro - através de postos ergonomicamente corretos. Nunca é demais correlacionar a boa ergonomia com a boa qualidade dos produtos, aumento da produtividade, diminuição do lead time, redução de atividades que não agregam valor - operador que caminha muito em seu posto de trabalho - e motivação dos operadores. Quando se observa os números oficiais sobre programas de ergonomia, QVT – qualidade de vida no trabalho, e número de acidentes de trabalho, concluímos que há necessidade forte de investimentos e vontade política no estabelecimento de diretrizes ergonômicas nos contratos empresariais - planejamento estratégicos - e certamente em um investimento inicial em equipes competentes no tema ergonomia e na capacidade de implementar ações ergonômicas na empresa e ao mesmo tempo melhorar os indicadores fabris.

RH – No Brasil, qual a situação das empresas em relação aos distúrbios provocados por LER e DORT?
Giles Balbinotti - A fim de deixar claro este tema, as LER/DORT (Lesões por Esforços Repetitivos / Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) englobam cerca de 30 doenças, entre elas a tendinite, a tenossinovite e a bursite - as mais conhecidas. As LER/DORT são responsável pela alteração das estruturas osteomusculares - tendões, articulações, músculos e nervos. O problema é provocado normalmente por atividades desenvolvidas no trabalho, pelo excesso de uso do sistema músculo-esquelético. A repetição de atividades, a postura incorreta e o excesso de força podem obstruir a circulação sanguínea, impossibilitando a irrigação de estruturas importantes como as artérias e os nervos. Quando isso ocorre, há um processo que desencadeia processos inflamatórios nos músculos, como bursite e tendinite. É por isso que o ambiente de trabalho inadequado pode ser uma inesgotável fonte de problemas. A falta de uma boa organização do trabalho - ritmo de trabalho, rodízios, destreza e condicionamento físico, mobiliário não adaptado ou adequado, repetição das atividades, má divisão das tarefas, cobrança por produtividade, pressão no ambiente de trabalho e sobrecarga física são alguns dos fatores que levam o profissional a desenvolver alguma das doenças das LER/DORT. O primeiro sinal é a dor. Depois a pessoa começa a sentir formigamento e dormência - espécie de insensibilidade ou fraqueza para segurar objetos. Nesse ponto, a inflamação pode começar a percorrer o corpo. Como experiência positiva, cito o caso da NOVARTIS, para minimizar a incidência de Lesões por Esforço Repetitivo - LER, a equipe programa descanso para os trabalhadores das linhas de embalagens em intervalos regulares. Também orienta a realização de exercícios de relaxamento e alongamento de tendões e músculos dos braços e das mãos. Outra medida preventiva são os rodízios de trabalhadores, evitando que eles permaneçam numa mesma atividade em tempo integral. Com essa ação, além de minimizar a incidência de LER, contribuiu para o aumento da produtividade dos trabalhadores.

RH - A implantação de um modelo ergonômico precisa contar com o apóio da área de Recursos Humanos?
Giles Balbinotti - Mais do que apoio, a decisão e a implementação de um modelo ergonômico, que visa a integridade física e mental dos funcionários, é notadamente de responsabilidade da área de Recursos Humanos. Esta sim é uma ação estratégica e de forte ruptura que os RHs precisam acreditar e fazer acontecer dentro das empresas. Sem dúvida, é a direção de pessoas, Recursos Humanos, que trabalha para assegurar as boas condições de trabalho às pessoas, a fim de que elas tenham as performances e os resultados esperados no desenvolvimento de seu trabalho. É importante dizer que a responsabilidade da pilotagem e da coordenação das ações de implementação e manutenção da boa ergonomia nos postos de trabalho é da direção de RH, porém é importante evocar que este desafio é sempre conduzido transversalmente com as competências dos parceiros internos - em especial a engenharia e a fabricação que é o cliente final das ações. A área de RH cuida da gente, das pessoas das empresas, ou seja, cuida de quem faz a diferença; sendo assim como a implementação de um modelo ergonômico visa e focaliza a integridade física e mental das pessoas para a obtenção da saúde seja das pessoas, seja da empresa. Assim, deve ser o RH o principal apoio deste modelo.

 

Palavras-chave: | Giles Balbinott | qualidade de vida | saúde | USP |

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COMENTÁRIOS (1)
Dioni fernandes em 30/11/2009:
Parabéns pelo artigo, muito esclarecedor sobre um tema ainda com pouca evidência em nossa cultura. A ergonomia está crescendo e hoje os modelos de gestão já necessitam de antemão de uma boa ferramenta de trabalho que contam com a área da ergonomia.

 
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