Por Patrícia Bispo para o RH.com.br 
Há quase dez anos, ele estuda as conseqüências do estresse sobre o trabalhador. Considerando-se um autodidata, Nardi começou a pesquisar o assunto quando atuou em segmentos de aviação, arquitetura/decoração, marketing e vendas. Nesse período, viveu com outros profissionais várias situações desnecessárias e consideradas causadoras de estresse, ansiedade e depressão. A partir daí, começou a coletar informações específicas através de leituras especializadas, medicina psicossomática, fez viagens ao exterior, participou de cursos, palestras, seminários e até hoje, aprofunda seus conhecimentos.
- Após dez anos de estudo sobre o comportamento das pessoas que trabalham constantemente sobre pressão, sem descanso semanal regular como acontece, por exemplo, no comércio de São Paulo que abre aos sábados e aos domingos em shoppings e ruas com forte comércio, observei que esses funcionários não permanecem muito tempo no emprego. Eles não suportam o ritmo de trabalho exigido pelos patrões e chegam a desenvolver absurdamente, em curto espaço de tempo, sintomas de estresse, esgotamento nervoso, ansiedade, depressão, dores variadas e outros sintomas de ordem psicossomática, afirma.
Armando Nardi comenta que chegou a manter contato direto com uma empresa onde o índice de demissões era bem significativo. "A rotatividade de vendedores nas lojas dessa empresa era constante e provocada pela excessiva pressão exercida nas pessoas. Como conseqüência, a empresa reduziu drasticamente suas lojas e também o seu ponto principal, o faturamento, indo quase à falência", complementa.
Como executivo de uma empresa que está em fase de implantação no Brasil, ele defende que a organização deve valorizar o elemento humano, caso contrário estará fadada a ser extinta no mercado. Para evitar o estresse no ambiente de trabalho, ele procura respeitar o funcionário e manter o equilíbrio nas atividades, objetivando a real necessidade de atuação sem a necessidade de impor pressão.
Diante da possibilidade de auxiliar um empregado estressado, Nardi afirma que o diálogo é o melhor caminho para solucionar o problema. "Deve-se ouvir o funcionário tanto no aspecto do ter como no do ser. Porém, não basta ouvi-lo. É preciso agir. Prefiro utilizar os seguintes princípios: proposição, deliberação e ação. Então, partimos para o que for necessário e o funcionário volte a sentir-se normal no exercício de suas atividades", salienta.
Armando diz, ainda, que quando uma empresa adota programas de qualidade de vida, a organização estará caminhando para o sucesso e credibilidade junto aos novos funcionários e aos próprios clientes. "Sem funcionários e sem clientes é impossível manter qualquer tipo de empresa. Principalmente, quando existe necessidade de uma equipe de vendas que deva estar constantemente motivada física e mentalmente", conclui.
Palavras-chave: | Estresse | Demissões | Gerenciamento | Executivo |
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