Por Patrícia Bispo para o RH.com.br 
Mesmo diante de tantos fatores estressantes que se evidenciam no dia-a-dia, Alkíndar acredita que é possível estabelecer uma boa qualidade de vida dentro das organizações. Para isso, é imperativo que o profissional saiba manter o equilíbrio entre a relação família-trabalho. Neste contexto, o papel da empresa também é fundamental.
Dentre os mecanismos que as organizações podem recorrer para manter um bom nível de qualidade de vida, está o de tomar como exemplo os trabalhos desenvolvidos por grandes empreendedores. "Por que não aprender com Sam Walton? Fundador da Wal Mart, Walton tinha como objetivo de vida melhorar a auto-estima dos seu pessoal. São palavras dele: - Líderes extraordinários saem do seu caminho para melhorar a auto-estima de seu pessoal. Quando as pessoas acreditam em si mesmas, é impressionante o que conseguem realizar", destaca o consultor.
Quanto às lideranças, Alkíndar explica que as pessoas que exercem a função de líderes tanto podem criar um ambiente que estimule o desenvolvimento dos subordinados, quanto contribuir para a geração de uma cultural organizacional mesquinha, estimuladora da baixa auto-estima. Cabe ao líder, complementa Alkíndar, deixar de ser um indivíduo caçador de erros para se transformar numa pessoa capaz de encontrar acertos e fazer com que a equipe sinta que seus méritos são vistos e reconhecidos pelos superiores.
Já o profissional de RH também exerce papel fundamental na melhoria da qualidade de vida dos colaboradores. Por traçarem rumos, mostrarem caminhos, selecionarem consultores e contratarem treinamentos, os RH têm ainda que enfrentar outro grande desafio. "O profissional de RH não pode desconhecer a importância da educação comportamental. Não é incomum que a empresa contratar um funcionário pela sua capacidade técnica e, depois, ter que demiti-lo por este não saber relacionar-se com os colegas e por desagradar ao grupo. Diante de situações similares, o profissional de RH deve saber valorizar e implantar a educação comportamental dentro da empresa", complementa.
Segundo Alkíndar de Oliveira, as empresas estão descobrindo que os profissionais que trabalham doze horas por dia têm intensa atividade, mas não necessariamente são pessoas realizadoras. Existe uma diferença fundamental em ter atividades e conseguir resultados. E que já não é mais segredo que quando o trabalhador está bem consigo, ele apresenta uma boa qualidade de vida e conseqüentemente estará mais propenso a sentir prazer pelo trabalho que desenvolve. "Quem sente mais prazer no trabalho é mais produtivo", salienta.
A preocupação com a espiritualidade nas organizações tem sido uma das marcas registradas do trabalho desenvolvido por Alkíndar de Oliveira. "Se você pedir a um líder para citar qualidades imprescindíveis na contratação de um profissional, certamente uma das respostas será a integridade. Então pergunto: como desenvolver o necessário espírito de equipe sem contar com profissionais íntegros? Como ter um verdadeiro time de profissionais com pessoas não íntegras? Por que não dar destaque à implantação da espiritualidade na empresa? Respondo com outra pergunta: a integridade tende a ser qualidade do profissional mais espiritualizado ou do menos espiritualizado?", indaga o autor ao salientar que a espiritualidade desenvolvida nas organizações não significa religião, mas sim uma adoção de princípios e de valores que levem a um profundo e verdadeiro respeito ao próximo.
Palavras-chave: | espiritualidade | equipe |



