Por Patrícia Bispo para o RH.com.br 
De acordo com pesquisa realizada pela empresa paulista CPH Tecnologia de Saúde, os executivos brasileiros correm sérios riscos quando o assunto em pauta é a saúde. Durante quatro anos, a CPH Tecnologia e Saúde entrevistou 3.600 executivos e os dados mostraram-se preocupantes. O universo pesquisado, revelou que 26% dos entrevistados sofriam de ansiedade e enxaqueca; 17% apresentavam sinais de depressão e insônia e 11% tinham gastrite. Além disso, a pesquisa constatou ainda que estas doenças teriam um fator em comum: todas teriam sua origem relacionada diretamente ao stress.
Para o consultor de empresas, Flávio Roberto Andrade Freitas, qualquer setor organizacional pode apresentar algum tipo de agente estressor no seu ambiente. "Tenho afirmado que oito principais agentes devem ser observados e controlados no ambiente de trabalho. Dentre eles, destaco a carga de trabalho, as variáveis físicas do ambiente, o status ligado ao trabalho, as responsabilidades do indivíduo junto à organização, a variedade de tarefas, o contato humano, o desafio físico exigido pelas atividades e o desafio mental a que o indívíduo fica exposto. Para cada variável citada, deve existir um equilíbrio. Qualquer dos extremos destas tarefas irá gerar stress sobre as pessoas", complementa Freitas.
Responsável pelo desenvolvimento de programas voltados para a qualidade de vida organizacional, Flávio Freitas comenta que a constante busca pelo atingimento de metas tem causado frustrações nos executivos. A grande instabilidade econômica, que vem sendo evidenciada nesse momento de transição nacional, também assume seu papel de vilã. O medo do executivo de lidar com seus reais sentimentos no ambiente de trabalho, é apontado como outro fator que tem provocando o stress entre esse segmento de profissionais.
Mas se por um lado, o stress vem vitimando um percentual significativo de executivos, por outro, existem várias vertentes que quando utilizadas corretamente, podem combater ou mesmo evitar este mal. Para isso, Flávio Freitas defende a prática de técnicas de relaxamento e de exercícios físicos regulares, além do consumo de uma alimentação balanceada e adequada. O sono apropriado somado ao lazer também ajudam a melhorar, consideravelmente, a qualidade de vida.
Na vertente psíquica, o consultor aconselha a utilização da psicoterapia, o uso do processo de autoconhecimento, estruturação do tempo com atividades que sejam prazerosas e ativas, além da constante avaliação da própria qualidade de vida. No âmbito social, ele afirma que a pessoas podem trabalhar a participação e a motivação no ambiente organizacional e investirem na formação pessoal e profissional.
"Já a empresa pode acreditar na prática de ginástica laboral, na educação alimentar, no arranjo físico do ambiente de trabalho e no atrelamento de políticas de qualidade de vida ao planejamento estratégico da organização", ressalta Freitas.
Ao lado da psicoteraupeta, Anamaria Cohen, com quem desenvolve trabalhos relacionados à qualidade de vida, Flávio Freitas insiste que as pessoas sempre devem buscar a alfabetização emocional. "Muitas vezes não aprendemos a amar e pior do que isso, não temos noção de que somos seres individuais e temos direito de expressarmos nossas emoções autênticas. Por não conhecermos estes mecanismos, criamos os nossos disfarces que são as barreiras e máscaras que vestimos diariamente, quando vamos para o trabalho. Acontece que esta máscara, como o tempo, fica manchada, malhada ou cai em desuso. Nossa proposta de trabalho é ensinar ao executivo que estas emoções autênticas são verdadeiras, reais e que são a única saída para uma relação sadia e completa entre as pessoas", finaliza o consultor.
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