O site de referência sobre Gestão de Pessoas.
Agradecemos a participação dos congressistas no 7º ConviRH.
Pesquisar
« Pesquisa Avançada »






11/08/2003
RH » Qualidade de Vida » Matéria Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

SESI leva qualidade para empresas brasileiras

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

Em 2002, o Serviço Social da Indústria (SESI) - entidade criada em 1946 e administrada pelo empresariado da indústria, observou que após experiências bem-sucedidas obtidas através dos Departamentos Regionais (DRs) da entidade, era preciso atualizar as bases conceituais e operacionais do Programa Ginástica nas Empresas (PGE).

A partir da análise de estudos internos e da realização de pesquisas de satisfação feitas junto aos clientes/empresas, observou-se que o PGE era umas das ações de maior demanda. Diante disso, a entidade reuniu profissionais dos seus 27 DRs, em três capacitações técnicas, com a contribuição de especialistas, onde foram discutidas as principais questões que influenciavam diretamente a qualidade e a perenidade do programa e que resultaram na elaboração de novas diretrizes para o PGE.

"O SESI entende que a produtividade é decorrência natural da melhoria da qualidade de vida no trabalho. O principal objetivo desta iniciativa é contribuir para um ambiente de trabalho favorável e de integração entre os trabalhadores, visando especialmente o aumento da produtividade e o fortalecimento da indústria. O PGE pretende possibilitar uma melhor qualidade de vida do trabalhador para além dos limites da empresa, contribuindo por meio de informações educativo-preventivas", explica a gerente nacional do Programa Ginástica na Empresas, Mercedes Passeri.

Segundo ela, o público-alvo do programa é todo trabalhador que atua na indústria. Porém, percebe-se a adesão de empresas de outros ramos de atividades e prestadoras de serviços, notadamente em Estados onde não existe um parque industrial mais expressivo. Em 2002, o Programa Ginástica nas Empresas atendeu até o final do ano cerca de 500 mil trabalhadores. Até julho de 2003, aproximadamente 310 mil pessoas que atuam em 1.060 organizações presentes em 25 Estados brasileiros, além do Distrito Federal, foram beneficiadas pela iniciativa. "Podemos citar como clientes do PGE empresas como Petrobras, Correios, Unilever, Usiminas, Agroceres, Elma Chips, Mercedes-Benz entre outras", ressalta Passeri, ao acrescentar que a adesão ao programa está em torno de 80% do total de trabalhadores das empresas onde a iniciativa foi implantada.

Operacionalmente, o programa apresenta-se em três etapas. Na primeira, a implementação, os empresários ou seus representantes são contatados e sensibilizados por meio de palestras de apresentação. Também é realizado um levantamento dos postos e das condições de trabalho das principais ocupações. Em seguida, os trabalhadores são sensibilizados, por meio de palestras, a participarem do PGE.

A fase seguinte compreende o desenvolvimento, onde são ministradas sessões diárias de exercícios físicos de oito a doze minutos, no próprio local de trabalho, sem a necessidade de roupa específica. O programa é de base anual e a participação dos trabalhadores é voluntária. A terceira fase, onde ocorre a avaliação, são elaborados relatórios trimestrais de acompanhamento a partir dos itens específicos no diagnóstico inicial das condições laborais.

No entanto, com o passar do tempo, os gestores do PGE observaram a necessidade de se buscar algo que transcendesse o conceito do programa, enquanto ginástica laboral propriamente dita. "Identificou-se o potencial educativo do programa, considerando sua presença diária na empresa. Então, foi proposto introduzir nas sessões de ginásticas, ações de cunho sócio-educativo e lúdicas que além de educar os trabalhadores para a importância das atividades físicas para a melhoria da qualidade de vida, pudessem ser desenvolvidas de forma alegre, descontraída e que dessem sentido e significado às informações recebidas", complementa a gerente nacional do PGE.

Além dessas ações, são distribuídos materiais educativos e ministradas palestras-relâmpago, integradas com outras áreas de atuação do SESI, sempre visando sensibilizar os participantes sobre a importância de hábitos saudáveis que podem ser adotados também fora do trabalho, como orientação alimentar, combate ao tabagismo, prevenção as às DST/AIDS e às drogas, bem como estímulo adoção de estilo de vida mais ativo.

Já o analista de Estudos e Desenvolvimento do SESI, José Odair Nunes, comenta que muitas organizações procuram o programa apenas pelo seu caráter laboral. No que se refere aos resultados, ela lamenta que muitas empresas ainda relutam em fornecer informações que subsidiem relatórios de acompanhamento técnico do SESI, o que vem dificultando a elaboração de um estudo mais aprofundado sobre os benefícios trazidos pelo PGE. "No entanto, por meio de depoimentos e de entrevistas, tem-se confirmado a motivação dos trabalhadores e a satisfação por parte dos empresários em contar com a parceria do SESI na coordenação e execução desse programa.

Para Nunes, os profissionais de RH das empresas podem ser considerados os principais articuladores na sensibilização dos empresários e da implantação do programa. "Eles são a interface do SESI com a organização e são aqueles que formam a opinião acerca da importância do programa para os colaboradores. O RH é considerado de vital importância, pois ele abre as portas da empresa para o SESI. No entanto, é bom ressaltar que também são aliados importantes os técnicos de segurança do trabalho, médicos e enfermeiros do trabalho", finaliza ao ressaltar que as empresas interessadas no PGE devem procurar o Departamento Regional do SESI do seu Estado.

Palavras-chave: | SESI | ginástica | laboral |

  • O que você achou? Avalie:
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
Enviar Comentar Compartilhar Imprimir
CONTEÚDO RELACIONADO
COMENTÁRIOS (0)
Ainda não há comentários.

Seja o primeiro, clique no ícone disponível logo acima e faça seus comentários.
 
PUBLICIDADE
Produtos RH.com.br

+ lidas
+ comentadas
+ enviadas
+ recentes
Produtos RH.com.br

7º ConviRH

Seminários RH.com.br



RH.com.br no Twitter


PUBLICIDADE
Os textos publicados não representam, necessariamente, a opinião dos responsáveis pelo site RH.com.br. Confira o nosso Termo de Responsabilidade.
Todos os direitos reservados. É expressamente proibida qualquer reprodução.