Por Patrícia Bispo para o RH.com.br 
A partir da análise de estudos internos e da realização de pesquisas de satisfação feitas junto aos clientes/empresas, observou-se que o PGE era umas das ações de maior demanda. Diante disso, a entidade reuniu profissionais dos seus 27 DRs, em três capacitações técnicas, com a contribuição de especialistas, onde foram discutidas as principais questões que influenciavam diretamente a qualidade e a perenidade do programa e que resultaram na elaboração de novas diretrizes para o PGE.
"O SESI entende que a produtividade é decorrência natural da melhoria da qualidade de vida no trabalho. O principal objetivo desta iniciativa é contribuir para um ambiente de trabalho favorável e de integração entre os trabalhadores, visando especialmente o aumento da produtividade e o fortalecimento da indústria. O PGE pretende possibilitar uma melhor qualidade de vida do trabalhador para além dos limites da empresa, contribuindo por meio de informações educativo-preventivas", explica a gerente nacional do Programa Ginástica na Empresas, Mercedes Passeri.

Operacionalmente, o programa apresenta-se em três etapas. Na primeira, a implementação, os empresários ou seus representantes são contatados e sensibilizados por meio de palestras de apresentação. Também é realizado um levantamento dos postos e das condições de trabalho das principais ocupações. Em seguida, os trabalhadores são sensibilizados, por meio de palestras, a participarem do PGE.
A fase seguinte compreende o desenvolvimento, onde são ministradas sessões diárias de exercícios físicos de oito a doze minutos, no próprio local de trabalho, sem a necessidade de roupa específica. O programa é de base anual e a participação dos trabalhadores é voluntária. A terceira fase, onde ocorre a avaliação, são elaborados relatórios trimestrais de acompanhamento a partir dos itens específicos no diagnóstico inicial das condições laborais.
No entanto, com o passar do tempo, os gestores do PGE observaram a necessidade de se buscar algo que transcendesse o conceito do programa, enquanto ginástica laboral propriamente dita. "Identificou-se o potencial educativo do programa, considerando sua presença diária na empresa. Então, foi proposto introduzir nas sessões de ginásticas, ações de cunho sócio-educativo e lúdicas que além de educar os trabalhadores para a importância das atividades físicas para a melhoria da qualidade de vida, pudessem ser desenvolvidas de forma alegre, descontraída e que dessem sentido e significado às informações recebidas", complementa a gerente nacional do PGE.
Além dessas ações, são distribuídos materiais educativos e ministradas palestras-relâmpago, integradas com outras áreas de atuação do SESI, sempre visando sensibilizar os participantes sobre a importância de hábitos saudáveis que podem ser adotados também fora do trabalho, como orientação alimentar, combate ao tabagismo, prevenção as às DST/AIDS e às drogas, bem como estímulo adoção de estilo de vida mais ativo.
Já o analista de Estudos e Desenvolvimento do SESI, José Odair Nunes, comenta que muitas organizações procuram o programa apenas pelo seu caráter laboral. No que se refere aos resultados, ela lamenta que muitas empresas ainda relutam em fornecer informações que subsidiem relatórios de acompanhamento técnico do SESI, o que vem dificultando a elaboração de um estudo mais aprofundado sobre os benefícios trazidos pelo PGE. "No entanto, por meio de depoimentos e de entrevistas, tem-se confirmado a motivação dos trabalhadores e a satisfação por parte dos empresários em contar com a parceria do SESI na coordenação e execução desse programa.
Para Nunes, os profissionais de RH das empresas podem ser considerados os principais articuladores na sensibilização dos empresários e da implantação do programa. "Eles são a interface do SESI com a organização e são aqueles que formam a opinião acerca da importância do programa para os colaboradores. O RH é considerado de vital importância, pois ele abre as portas da empresa para o SESI. No entanto, é bom ressaltar que também são aliados importantes os técnicos de segurança do trabalho, médicos e enfermeiros do trabalho", finaliza ao ressaltar que as empresas interessadas no PGE devem procurar o Departamento Regional do SESI do seu Estado.
Palavras-chave: | SESI | ginástica | laboral |
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