Por Patrícia Bispo para o RH.com.br 
A segurança no trabalho tornou-se um assunto relevante para toda organização que presa seus talentos. Mas reduzir o número de acidentes é uma tarefa que requer a conscientização apenas das empresas, mas também dos funcionários. Não basta, por exemplo, equipar os profissionais com os chamados EPIs (Equipamentos de Segurança Individual). É preciso que as pessoas utilizem esses materiais de forma adequada e que mesmo realizando uma atividade por anos, tenham ciência de que ninguém está imune a imprevistos que comprometam a saúde e até mesmo a vida.
A INVISTA, empresa subsidiária do Grupo Koch Industries, Inc., que atua no segmento de produtos integrados de polímeros e fibras, principalmente de nylon, spander e poliéster -, tem bons motivos de "sobra" para comemorar quando o assunto e segurança no trabalho. Apenas para se ter uma ideia, há 36 anos a planta de Paulínia/SP não registra acidentes com afastamentos.
Para alcançar um resultado tão expressivo, a organização instituiu uma série de sistemas, programas e ferramentas de gestão de segurança no trabalho que, juntas formam a cultura de prevenção. De acordo com Nicésio Cascone, vice-presidente de Operações para a América do Sul e México, essas ações têm sido desenvolvidas e aprimoradas desde o início das operações de Paulínia, em 1974. Hoje, ele afirma que todo o time tem orgulho de manter e continuar o aprimoramento, como um item chave de sustentabilidade e vantagem competitiva.
"Como fruto desses esforços, em junho de 2009 a unidade de Paulínia foi a primeira da INVISTA no mundo, fora da jurisdição da regulamentadora americana OSHA, a se certificar no Programa Star, um programa que concedido a empresas com performance de segurança reconhecidamente superior", comemora Nicésio Cascone, ao acrescentar que todos os empregados, contratados e visitantes sempre devem seguir a política de segurança da planta.
Inclusive, o vice-presidente de Operações para a América do Sul e México, faz questão de enfatizar que novos programas são continuamente implantados. Mesmo tendo iniciado suas operações em um patamar superior de performance em segurança, a empresa sempre identificou novas oportunidades que, ao longo do tempo, confirmam o estado de excelência e moldam a cultura de segurança para as demandas atuais e futuras da sociedade.
No início, relembra Nicésio Cascone, a abordagem tinha um foco mais comportamental e, ao longo do tempo, foi se estendendo para atuações mais técnicas e relacionadas à engenharia. Na empresa, por exemplo, são promovidos fóruns de Gestão Operacional que sempre levam aos colaboradores o tema segurança, que passou a ser entendido como pré-condição para se dar ao direito de atuação na criação de valor.
Os incidentes de segurança, mesmo os de prevenção de acidentes, são abordados com total prioridade. As pessoas envolvidas interrompem suas tarefas para fazer uma "investigação" com o propósito de evitar reincidências e todas as gerências são convocadas para questionar e validar essas ações. Outro fator importante no reforço da cultura de excelência em segurança é o conjunto de programas motivacionais, pois além dar treinamento para todos os empregados, aborda como as pessoas devem se comportar diante de uma situação insegurança e como receber as abordagens de forma correta.
Comunicação - A prevenção de acidentes no ambiente de trabalho também conta com o apoio dos canais de comunicação interna, pois em vários momentos os veículos reforçam essa cultura organizacional que é percebida como um patrimônio da empresa e uma competência essencial aos profissionais. A empresa possui, segundo Cascone, uma política de segurança clara estabelecida e amplamente divulgada, onde os gestores têm o compromisso de aplicar os sistemas e os processos implementados. "Promovemos reuniões específicas de segurança em cada área operacional, onde é acompanhado, por um placar de performance, um índice final com mais de trinta itens de segurança", comenta.
Somando-se às ações de prevenção, que garantem a segurança dos colaboradores são realizadas reuniões mensais com: o Conselho de Segurança; a segurança em cada unidade produtiva e os membros da segurança nos turnos.
Vale salientar que cada unidade da INVISTA possui o seu próprio Programa de Segurança anual que é documentado e auditado, com relação à diligência. Existe ainda na empresa um processo de observação e registro de atos e condições inseguras, que é conduzido pelos técnicos de segurança e outro, que pode ser registrado por qualquer colaborador, no site da empresa. Nesse espaço virtual são informados atos ou condições inseguras, além de atitudes pró-ativas de antecipação e eliminação de potenciais perigos.
Quando indagado sobre os mecanismos formais que avaliam essas iniciativas de prevenção aos acidentes de trabalho, Nicésio Cascone explica que os principais mecanismos de avaliação são os indicadores de segurança, os placares que agrupam diversos indicadores em mapas de desempenho e as análises críticas que são realizadas através dos planos estratégicos em segurança.
O vice-presidente de Operações para a América do Sul e do México é categórico ao afirmar que a receptividade dos funcionários, em relação a todas essas iniciativas é positiva. Isso porque já foi construída uma conscientização de que esse estado de excelência é uma garantia de que, após uma jornada de trabalho, cada um dos profissionais voltará para sua casa em perfeitas condições.
Os benefícios - Ao comentar sobre os benefícios que todo esse investimento em para evitar acidentes laborais, Cascone cita que o principal é a saúde e a segurança das pessoas. "Os demais incluem uma imagem positiva da empresa junto à comunidade e frente aos órgãos governamentais, além de uma operação mais robusta, com melhor continuidade, qualidade e uniformidade dos produtos da companhia, como reflexo da disciplina operacional desenvolvida ao longo dos anos", finaliza.
Palavras-chave: | INVISTA | Nicésio Cascone | acidente de trabalho |
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