Uma pesquisa realizada em 2008 pelo Ibope Inteligência revela que as mulheres executivas estão mais satisfeitas com o trabalho e acreditam que ele está relacionado com seu desenvolvimento intelectual. Porém, acumulando funções de mães e executivas, como anda a saúde dessas mulheres que lutam por igualdades salariais e dedicam grande parte do tempo ao trabalho?
Segundo o médico Eduardo Duarte, responsável pelos check-ups do Centro de Medicina Nuclear da Guanabara (CMNG) , ao contrário dos homens, as mulheres conseguem um tempo "extra" para realizar mais exames preventivos. Porém, após receberem os diagnósticos e orientações que visam a qualidade de vida, algumas não mudam sua rotina, causando grandes danos à saúde.
Como os cargos de chefia exigem maior participação da profissional e resultam em alta carga de estresse, crescem as chances das mulheres desenvolverem doenças gastrointestinais e cardiológicas "Lamentavelmente temos constatado um aumento no índice de mulheres fumantes, com excesso de peso, gorduras no sangue, e alto níveis de estresse, que traz consigo outra séries de manifestações que vão desde uma queda de cabelo a uma úlcera duodenal", afirma Duarte.
O crescimento profissional e a ocupação de novos cargos, antes delegados aos homens, têm levado a mulher a imitar posturas masculinas que trouxe péssimos resultados aos mesmos nas últimas décadas. As desculpas são parecidas, como a falta de tempo e a quantidade de tarefas a serem cumpridas, para não cuidar do maior patrimônio que o ser humano possui: a saúde.
Ainda segundo o médico, as patologias relacionadas ao estresse causadas pela carga e responsabilidade aumentada no trabalho é cada vez maior. Dos 2.260 executivos que passaram por check-up no CMNG em 2008, 70% deles estavam estressados. Desse universo de 1.582 trabalhadores, 57% eram homens e 43% mulheres. Já o percentual de peso elevado entre os dois sexos chegou a 72%. "Há duas ou três décadas a presença de pacientes do sexo feminino era ínfima nos leitos de uma unidade coronária e motivo de atenção de todos os estudantes de medicina", completa Duarte.
Pesquisa - Realizada pelo Ibope Inteligência, em parceria com o grupo Abril, intitulada Movimentos Femininos, a pesquisa revela que as mulheres pertencentes à classe AA são as mais satisfeitas e focadas no trabalho. De acordo com o estudo, para as trabalhadoras da classe C, trabalho é algo que ajuda na renda familiar, já as mulheres da classe AB entendem que o trabalho abrange o desenvolvimento pessoal e, por fim, o público feminino de classe AA acredita que o trabalho está relacionado com desenvolvimento intelectual e pessoal, realização e destaque como profissional. Isso está no fato de que, especialmente para as mulheres das classes AB e C, o trabalho não lhes proporciona independência financeira, visto que, neste sentido, somente 12% das mulheres da classe C se consideram independentes e 21% das mulheres AB. Já na classe AA, este percentual é de 84%.
Palavras-chave: | mulher | saúde |
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