Por Marcus Ponce para o RH.com.br 
Primeiramente, o que vem a ser, na realidade, um Head-Hunter?
Como o próprio nome já diz, o Head-Hunter é um caçador de cabeças. Mas essa é uma forma muito simples de traduzir a personalidade de um head, isso porque, caçar cabeças, não atenderá plenamente as necessidades das Organizações. O que deve ser "caçado", em realidade, não são simplesmente "cabeças", e sim talentos. O verdadeiro talento, esse sim, possui a característica principal de ser difícil de ser encontrado, geralmente está indisponível, oculto, não está exposto em uma "vitrine". Fica claro, então, que o trabalho do Head-Hunter é árduo e exige muita perspicácia.
Quais são as principais características que devem permear a personalidade de um bom Head-Hunter? Por que elas são tão importantes?
Facilidade em cultivar relacionamentos: Somente com um bom networking e hábito de cultivar relacionamentos é que o bom Head-Hunter terá acesso às grandes Organizações, e com isso, travar e manter relacionamento com profissionais mais talentosos. Esse relacionamento indicará ao head, os anseios, buscas e desejos profissionais destes talentos, mostrando o melhor momento para que conheçam uma nova oportunidade. Dificilmente um profissional de RH que deseje atuar como Head-Hunter, atingirá o sucesso se não possuir uma boa rede de relacionamentos.
Persistência: Não é fácil encontrar um executivo de talento. Não é nada fácil! Na maioria das vezes, o que parece ser um verdadeiro talento, em uma pequena entrevista revela-se um profissional de média/baixa atuação. O Head-Hunter deve ser um incansável caçador. E como não pode deixar de ser, a caça jamais fica exposta, ela é de difícil acesso e é rara. É isso que deve ser bem observado: É muito difícil encontrar um verdadeiro talento e mais difícil ainda é ter acesso ao mesmo.
Sensibilidade: É o que coloquialmente chamamos de "O Faro do Head-Hunter". A sensibilidade consiste em saber:
* Onde encontrar o talento
* Quando abordar o talento
* Como abordar o talento
* Como extrair do talento informações preliminares que revelem um pouco do seu perfil.
Cabe ressaltar que o Head-Hunter não é um mero indicador de profissionais. Ele deve deter um mínimo de informações que indiquem se aquele profissional é, verdadeiramente, um talento. A indicação do talento à Organização por parte do Head-Hunter reveste-se de uma responsabilidade muito grande e intransferível.
Conhecimento do terreno: O Head-Hunter deve conhecer algumas das características básicas acerca da atividade desenvolvida pela Organização que deseja encontrar o talento, ou da atividade principal da qual o talento deve ser especialista, a fim de atender às exigências inerentes ao cargo disponibilizado pela Organização. Somente assim o head poderá, com eficácia, mensurar o grau de sucesso obtido pelo talento em seu passado profissional e traçar umaprojeção de seu desempenho futuro.
Técnicas de Entrevista: O conhecimento de técnicas de entrevista é de todo desejado. O Head-Hunter deve saber retirar do talento, informações que revelem sua essência profissional e humana.
Conhecimento do perfil do talento que procura: É essencial que o Head-Hunter desenhe precisamente o Perfil Profissional que a Organização busca para, só então, começar sua prospecção. Daí, podemos concluir que o relacionamento Head-Hunter/Organização deve ser muito próximo e em parceria, pois é a Organização que fornecerá ao head, baseada na descrição do cargo ou atividade, elementos que o possibilitem executar com precisão o desenho do perfil do talento desejado.
Tato: Todo cuidado é pouco ao se abordar um talento. Ele deve perceber que o que o Head-Hunter leva até ele é, de fato, uma oportunidade.
Saber ouvir: Ouvir e captar informações, retê-las e utilizá-las sempre com foco na busca do talento, trará ao head uma disciplina consciente. O bom Head-Hunter ouve mais do que fala, aprende mais do que ensina, capta mais do que emite. É como um bom caçador, com ouvidos e olhos atentos, silencioso, perspicaz, sempre focado em sua atividade de caça.
Criatividade: O head deve possuir idéias originais de prospecção de talentos, como ir a feiras (feira de livros, salão náutico, feira de utilidades do lar, etc), associações de suporte empresarial, sindicatos patronais e profissionais, ABF (Associação Brasileira de Franchising), Instituições Religiosas, empresas de Consultoria de RH e Outplacement, eventos de divulgação de produtos, simpósios para executivos, etc. Isso fornecerá ao Head-Hunter uma perspectiva nova e original de prospecção.
Conhecimento do mercado em que o seu target atua: Conhecendo o mercado no qual o talento atua, proporcionará ao head traçar toda uma estratégia de busca ao mesmo, por exemplo:
* Conhecer as principais Organizações da área de atuação do target
* Conhecer a situação financeira dessas Organizações (quais estão passando por processo de downsizing, quais experimentam processo de expansão, quais passam por fase de fusão com outras empresas, quais experimentam acentuada reestruturação interna e até mesmo quais passam por processo falimentar). Essas Organizações podem possuir executivos de excelência que desejam conhecer novas oportunidades no mercado.
* Conhecer as principais associações classistas e sindicatos vinculados às atividades do talento, pois estas entidades podem oferecer informações importantes acerca de profissionais disponíveis no mercado.
* Acompanhar nos jornais e principais periódicos, as notícias acerca do mercado em seu target atua.
E então, você é um bom Head-Hunter?
Há muito mais ainda a conhecer. A atividade do Head-Hunter é feita de muita experiência e criatividade, mas acima de tudo, de muita ação! Profissionais da área criam novos mercados, novas alternativas, novas parcerias. Esteja com pessoas. Esteja com as pessoas certas!
Palavras-chave: | head-hunter | talento |
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