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31/05/2011
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Na hora da entrevista

Por Ana Paula Costa para o RH.com.br

A entrevista, seja numa fase inicial na consultoria de seleção, ou nos "finalmentes" com a empresa contratante, é um divisor de águas na vida do candidato. Sempre existem duas opções: ser o escolhido ou não; aceitar ou recusar a proposta. Mais do que uma decisão na carreira, é a decisão de uma vida, e que pode ou não trazer resultados satisfatórios. E satisfação, aqui, é a chave da questão.

As discussões e as pesquisas mais recentes sobre o tema "Carreira" mostram uma mudança no sentido e na forma de trabalhar que não se pode mais deixar passar despercebida. Palavras como desafio, autenticidade, equilíbrio tornam-se cada vez mais frequentes no linguajar dos que já estão, e dos que estão entrando no mundo das organizações. E, pensando neste significado diferente de trabalho, de construção de uma trajetória, fazer a escolha certa na carreira torna-se uma questão existencial.

E a escolha só é certa quando os dois lados, organização e candidato, têm acesso a informações que lhe permitem tomar uma decisão embasada. Qual é o melhor candidato a uma posição? Qual é a melhor posição para um candidato? E é neste ponto que os problemas começam a surgir. De um lado, a organização, no anseio de atrair e contratar aquele que considera ser o candidato ideal, nem sempre "vende" sua oportunidade como ela realmente é. Do outro lado, o candidato, cheio de construtos idealizados sobre determinada empresa ou posição, esforça-se para se apresentar como algo que não é, ou pode não ser. O resultado torna-se então inevitável: frustração e desapontamento de ambos os lados.

Os custos e os prejuízos de uma contratação mal feita são geralmente visíveis para a empresa. Já, para o candidato, enfrentar o arrependimento de uma escolha equivocada e encarar as repercussões em todas as esferas de sua vida é sempre um processo muito difícil.

Como evitar isso? Voltando ao tema deste artigo e sob a perspectiva do candidato, posso dizer o seguinte: Seja mais você! Na hora da entrevista, mostre àquele que está do outro lado da mesa quem você é, o que você fez e o que você quer. Busque sair daquele estereótipo do candidato ideal, pois não existe um único candidato ideal, existem vários, e você sendo você mesmo pode ser um deles.

Outro aspecto igualmente importante e que, às vezes, é deixado de lado pela ansiedade do momento, são os questionamentos ao contratante. E aí vai a dica: coloque-se também no papel de entrevistador, pergunte, pesquise, entenda, e, principalmente, não restrinja essa busca de informações ao momento da entrevista. Vá além. Lembre-se, numa época em que as pessoas estão tomando com afinco as rédeas de suas carreiras, é determinante ter clareza sobre quais são os seus objetivos, interesses profissionais e pessoais, e se estes estão alinhados aos da organização.

É importante que você, enquanto sujeito de sua trajetória, busque coerência entre seu perfil e projeto de vida. Tome decisões relativas à carreira fazendo um julgamento criterioso sobre suas preferências, valores, experiências, desejos e competências. Estabeleça metas e objetivos que estejam alinhados a esses critérios e a sua capacidade de realização. Metas inatingíveis não lhe trarão sucesso nem satisfação.

Se proponha também a revisitar periodicamente o seu projeto pessoal. A vida é dinâmica e as coisas mudam. Aquilo que você buscava para sua carreira há 5, 10, 20 anos, pode não ser mais válido, viável e, nem mesmo, desejável na atualidade. Enfim, o autoconhecimento é fundamental para a construção de uma trajetória profissional plena, e importantíssimo antes, durante e depois da entrevista.

Esta postura autêntica pode até não fechar e restringir por completo o ciclo de desentendimentos citado acima, mas certamente contribuirá para uma escolha, tanto do seu lado quanto do lado da organização, mais certeira, satisfatória e com maiores chances de sucesso.

 

Palavras-chave: | recrutamento | seleção | talento |

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COMENTÁRIOS (1)
Jonathan Mendes em 05/07/2011:
Gostaria em primeiro lugar agradecer pelo conteúdo, sem dúvidas um material útil para todos que tenham interresses no assunto em questão, com um linguajar de fácil entendimento. Me ajudou muito. Sou estudande de ADM de Empresas estou no 2° período e, estagiário no R.H de uma empresa.

 
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