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22/08/2011
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Futuro do recrutamento e seleção online

Por Eduardo José Tonon Silvestrin para o RH.com.br

A busca por talentos no mercado de trabalho sempre foi um desafio para as instituições, e na Era do Conhecimento que se vive hoje, as pessoas são o grande diferencial, gerando uma vantagem competitiva.

O modelo de recrutamento de pessoas tradicional é utilizado para o preenchimento de posições novas ou de substituição nas empresas, mas muitas vezes se torna burocrático, lento e muito custoso. O processo passa desde a constatação da necessidade da vaga de emprego, divulgação de anúncios em jornais e revistas especializados, recebimento de currículos através de cartas ou malotes, abertura e classificação de todos estes currículos, seleção dos perfis ideais, contato com os candidatos e, finalmente, o agendamento para início das entrevistas e processo seletivo.

As condições sociais, econômicas, culturais e organizacionais são fatores determinantes na prática de Recursos Humanos e com o advento da Globalização, o crescimento e a difusão da internet, começaram a surgir práticas de gestão que buscam a competitividade, fundamentadas nestes temas, como exemplos de sucesso destacam-se o e-business e o e-commerce. Todas estas transformações acabaram por levar ao surgimento do e-RH, ou seja, dos Recursos Humanos Virtual, que se refere ao uso de sistemas, mídia eletrônica e redes de telecomunicações para o desempenho da função de Recursos Humanos.

O recrutamento e seleção de profissionais, por meio de sites na internet, começou a surgir no Brasil no final da década de 90 e começo de 2000. Algumas pioneiras neste mercado se inspiraram em modelos americanos, mas adaptadas à nossa realidade. Uma das mudanças quase que unânimes foi a de realizar a cobrança aos usuários que cadastram seus currículos no site e buscam por oportunidades de empregos, já que, no modelo americano as organizações que captam currículos é quem devem custear o sistema. Isso devido à maior massa laboral desempregada no Brasil e informalidade das empresas, frente aos estrangeiros.

Fato comum e interessante destas empresas é que todas eram escritórios muito experientes na área de Recursos Humanos e tiveram uma evolução na prestação de seus serviços que agora passam a ser "online" e descobrem uma atividade nova para o mercado nacional.

Estas empresas e seus serviços ganharam força principalmente nos últimos cinco anos, devido à popularização e barateamento ao acesso da Internet de banda larga. Porém, podemos considerar na atualidade a grande massa de internautas como pertencentes das classes sociais A e B. Uma nova explosão do número de usuários da rede deve acontecer nos próximos cinco a dez anos, onde serão incluídas pessoas pertencentes às classes sociais C, D e parte da E.

Isso deve ocorrer como consequência dos avanços econômicos e sociais do Brasil, bem como dos planos de expansão e popularização da Internet rápida em todo país. Por isso um estudo do funcionamento de tal mercado no Brasil, bem como do perfil dos usuários atuais e futuros, contribuirá para antever novas oportunidades do setor assim como para possibilitar melhorias em modelos já existentes e estabelecidos.

Contudo, o grande desafio para este salto de produtividade, que insere ao mesmo tempo mais tecnologia e novos processos, tanto para empresas, que deverão estar aptas a se cadastrar, postar anúncios de vagas, triar currículos e gerir seu próprio banco de dados, assim como para os candidatos, que também deverão cadastrar um currículo, buscar oportunidades de emprego e gerir sua conta no sistema. Verifica-se, então, que ao mesmo tempo em que a tecnologia proporciona enormes saltos de produtividade nas operações da empresa ela também exige uma mudança no perfil de formação do trabalhador que precisa estar apto a lidar com processos mais complexos e a se colocar como uma pessoa que desempenha um papel ativo no processo produtivo. Se superado, a internet torna-se uma poderosa ferramenta para as empresas e candidatos aproximaram-se. Os serviços online de recrutamento poderão abrir portas e janelas, além de ajudar a agilizar etapas deste processo de gestão de pessoas.

 

Palavras-chave: | recrutamento | seleção | tecnologia |

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COMENTÁRIOS (3)
William DOnizete da Cruz em 01/06/2012:
Concordo em parte com seu artigo. Da mesma forma que reconhecidamente a tecnologia racionalizou o processo seletivo, a qualidade de algumas destas empresas vem caindo vertiginosamente. Eu, infelizmente tenho meu CV administrado por um destes sites, e já recebi anúncios de vagas para PORTEIRO, RECEPCIONISTA, INSTALADOR ALARMES, além é claro de ESTAGIÁRIO, AUXILIAR E ASSISTENTE DE RH, mesmo tendo mais de 20 anos na área de ADM DE PESSOAL E RECURSOS HUMANOS, nível universitário e pós graduação. As empresas querem qualidade dos candidatos, mas oferecem quase nada

Gessika em 23/11/2011:
Olá, Eduardo. Mesmo com toda essa tecnologia, a Entrevista Final para contratação, aplicastes ou não? Em que situações?

rafaela carvalho em 23/08/2011:
Concordo plenamente com o que foi dito, realmente é um grande salto nos processos seletivos empresariais, e isso de fato reduz a quantidade de tempo e custos usados pelas empresas. No entanto o que não foi relatado foi a análise 360° desse novo modelo, então eu pergunto: que consequências as empresas teram ou enfrentaram se todas adotarem esse novo método? Em uma organizaçao deve-se antecipar para avaliar todos os impactos que podem interferir no ambiente? Considerando isso, me responda. Atenciosamente: Rafaela Carvalho - estudante de RH (2° semestre).

 
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