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29/08/2011
RH » Recrutamento e Seleção » Artigo Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

A questão da estabilidade e a escolha do candidato

Por Edna C. Gonçalves para o RH.com.br

Como é do conhecimento de todos da área de seleção, após o anúncio de uma vaga, o primeiro contato que temos com os candidatos é através do currículo enviado. A palavra currículo vem do latim Curriculum Vitae, que significa "resumo da vida"; é através dele que temos nossas primeiras impressões acerca das qualificações que esse candidato tem a oferecer e o que a oportunidade exigirá dele futuramente.

Inúmeros são estes que visualizamos todos os dias, buscando vários detalhes que nos são úteis, tais como a descrição das funções, cursos e um item interessante: a estabilidade. Gostaria, então, de propor uma reflexão sobre o assunto, pois é algo pertinente em um mercado de trabalho que está lidando com profundas transformações em vários aspectos.

Estamos em uma época na qual já se comenta a situação de um possível "apagão funcional", ou seja, provavelmente daqui a 20 anos, se as perspectivas econômicas concretizarem-se, o Brasil vai se consolidar como uma das potências mundiais, e isso demandará uma grande gama de profissionais qualificados em todas as áreas de trabalho.

A questão desse possível "apagão" não será a falta de pessoas para trabalhar, mas de pessoas qualificadas para exercer determinada função, fator que muitos especialistas já comentam e eu concordo. Sabemos que, quando um perfil é um pouco mais complexo, quando precisamos encontrar no mercado uma pessoa com determinados quesitos, precisamos refinar mais as buscas e fazer entrevistas mais complexas, muitas vezes com pessoas que ainda estão trabalhando.

Quando o recrutador lida com essa situação, tem-se a consciência de que, nessa determinada função, há pessoas teoricamente disponíveis; digo teoricamente porque acredito no fato de que, se determinado candidato está procurando novas oportunidades, ele está a um passo de se desligar do atual emprego de uma maneira ou de outra.

Como havia falado anteriormente, muitas vezes encontramos dificuldades na seleção e daí começamos a negociar vários aspectos; um deles é a estabilidade. Como estamos passando da Era do Conhecimento para a Era do Talentismo, termo usado por um diretor de uma grande consultoria multinacional, a questão da estabilidade começa, de certa forma, a ficar em segundo plano.

Não quero desmerecer a pessoa que permanece no emprego durante muitos anos, independente do objetivo que pretende ser alcançado, seja ele profissional, pessoal ou até mesmo para ambos os casos, mas quero ressaltar um fator do qual, muitas empresas ainda se queixam no Brasil: a permanência, muitas vezes, pequena do funcionário em determinado emprego.

Gostaria de ressaltar que a sociedade atual incita as pessoas a se qualificarem cada vez mais naquilo que fazem e muitas vezes, determinadas empresas não possibilitam esse crescimento almejado, o que torna o trabalho do funcionário fatídico e desmotivador. Caso essa condição aconteça, sempre é importante uma conversa entre chefe e empregado, uma vez que ambos estão perdendo produtividade, tempo e mais outros detalhes importantes.

Se ainda essa situação de parada persista, uma nova retomada na carreira profissional é válida, mesmo que isso possa significar um tempo que é considerado pequeno na empresa; persistir neste local de trabalho demandará novos planos e meios de se fazer as suas tarefas diárias; procurar uma nova oportunidade é um possível meio de se renovar, aprender e obter novos desafios. Essa já é uma realidade em terras estrangeiras, que ainda engatinha em território tupiniquim.

Proponho que as empresas possam se atualizar referente a essa nova situação de mercado, pois, a partir do momento em que a economia se fortalece, as empresas ganham mais e ganhando mais, elas podem oferecer melhores condições para os funcionários: salário, benefícios, crescimento etc.

Como as ofertas estão acontecendo em maior quantidade e qualidade, deve-se considerar que um funcionário desmotivado procurará novas oportunidades, mesmo estando empregado, e isso independerá do tempo em que a pessoa estiver trabalhando na empresa, pois ele confia nas qualificações que possui, ou seja, o seu talento.

 

Palavras-chave: | recrutamento | seleção | talento |

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