Muito tem sido comentado e escrito sobre as Competências Organizacionais e como estas são imprescindíveis para o sucesso dos cargos dentro das corporações. Porém, uma área específica e de grande importância para as empresas, a seleção de pessoal parece ter ficado no esquecimento. Foi a partir desta constatação que a consultora organizacional, Maria Odete Rabaglio resolveu editar o livro "Seleção por Competências", uma obra que oferece suporte técnico para os processos seletivos com foco em Competências.
"Com meu trabalho nas empresas, percebi que no movimento de Gestão por Competências, havia ferramentas específicas para as estratégias de RH, remuneração, treinamento, mas não existia um trabalho voltado para seleção. Quando as empresas estavam implantando Gestão por Competências, a área de seleção ficava acéfala, sem informações e ferramentas. Então, pensei em oferecer para a área de seleção uma ferramenta que viesse atender esta demanda e parece que deu muito certo", resume a autora.
Nas 122 páginas do "Seleção por Competências", que já se encontra em sua segunda edição, Rabaglio explica o conceito de Competências e como o leitor pode montar um Perfil de Competência (PC). O livro, segundo ela, é indicado tanto para os profissionais de Recursos Humanos, quanto para os gestores em geral. "A seleção de pessoal também é papel do gestor. Mesmo que ele não participe do processo seletivo, o gestor deve conhecer qual o seu papel e a sua responsabilidade neste processo, entendendo que a parceria entre a área de seleção e a área requisitante é fundamental para a eficácia do trabalho de seleção", complementa.
Segundo Maria Odete Rabaglio, as pessoas irão encontrar no seu trabalho algumas ferramentas já conhecidas como a entrevista comportamental e o jogo. No entanto, estes recursos são apresentados com enfoques diferentes, com ajustes preciosos que poderão auxiliar o selecionador a trabalhar com objetividade e consistência. O diferencial do "Seleção por Competências", destaca a autora, é que a obra mostra: a construção do Perfil de Competências com base para confecção das ferramentas do processo seletivo; a preparação da Entrevista Comportamental personalizada com foco em Competências e a elaboração ou escolha de jogos com foco nas competências do PC.
Quando questionada se a Seleção por Competências pode ser utilizada por uma organização que não tenha adotado um modelo de Gestão por Competências, a resposta de Rabaglio é afirmativa. "Caso a empresa esteja implantando ou tenha implantado um modelo de Gestão por Competências, a metodologia da Seleção por Competências poderá ser adaptada ao modelo escolhido pela empresa. Caso a organização não tenha implantado, a Seleção por Competências também poderá ser usada na íntegra e a área de seleção terá grandes ganhos com esta metodologia, já que esta é uma preparação e sensibilização para a compreensão do modelo de Gestão por Competências e os benefícios gerados por ele", complementa.
Para a autora da obra, a Seleção por Competências apresenta muitas vantagens. Dentre elas, está a da seleção ser realizada com maior foco e objetividade através de uma ferramenta consistente e de fácil utilização; mais consistência na identificação de comportamentos específicos relevantes para a vaga; maior facilidade de avaliação de desempenho futuro; boa probabilidade de adequação do profissional à empresa e à atividade a ser desempenhada; Turnover mais baixo e aumento de produtividade; fortalecimento da parceria entre a área de seleção e a área requisitante; aumento da credibilidade da área de seleção para os clientes internos e externos, dentre outras.
Jogos - No livro "Seleção por Competências", Maria Odete Rabaglio destina um espaço específico para os jogos com foco em Competências. Ela comenta que muitos profissionais utilizam o jogo em seleção e treinamento sem critérios, apenas porque é divertido e acabam colocando as pessoas em situações de muita exposição. O jogo em seleção, continua Rabaglio, é uma poderosa ferramenta de observação da presença ou da ausência das competências do PC, no comportamento do candidato. Por esta razão, o jogo deve ser criado ou escolhido criteriosamente, de forma que coloque o grupo em situações onde seja possível observar claramente as competências imprescindíveis para o sucesso no cargo.
"As pessoas falam muito em observar comportamento e isso é vago. O diferencial é : quais os comportamentos que devemos observar? Esses comportamentos específicos, que são diferenciais para a vaga, estão no PC e são objeto da observação nos jogos, trazendo consistência, objetividade e foco para o processo seletivo", conclui.
Palavras-chave: | seleção por competência |




