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18/02/2008
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Turnover – Um bem ou um mal?

Por Joselí Rissi para o RH.com.br

Empresa I:
- Alô, bom dia!
- Eu poderia falar com a Senhora Ana Cláudia (nome fictício)?
- Bom dia, Senhor! Mas, perdão... A senhora Ana Cláudia não trabalha mais aqui com a gente.
- Muito obrigado!

Empresa II:
- Alô, boa tarde!
- Eu poderia falar com o Senhor José Roberto (nome fictício)?
- Bom dia, Senhor! Mas, perdão... ?O senhor José Roberto saiu da nossa empresa desde ontem.
- Muito obrigado!

Nos últimos tempos e com muita freqüência em nosso dia-a-dia, podemos observar exemplos dos diálogos acima, em nossos contatos com várias empresas. Basta tentarmos falar, que estaremos sujeitos a obter respostas como essas rapidamente. Essa é uma realidade, talvez perigosa.

Diálogos assim resultam da ação de uma palavra originária do Inglês – “Turnover” – que em sua tradução para o Português quer dizer rotatividade, movimentação, giro, circulação. O “Turnover” ou Índice de Rotatividade é a média dos indicadores de entrada e saída das pessoas das empresas – pessoas que não mais se fixam em seus locais de trabalho – trocam de empresa como trocam de roupa.

Com o mercado amplamente competitivo, é crescente a busca por pessoas com maior grau de profissionalização, o que dificulta a busca pelo colaborador ideal. Aliás, ideal mesmo é o colaborador que traz ótimos resultados, de uma forma geral. As empresas trabalham com a idéia de que ninguém é insubstituível, por mais gastos que isso possa gerar – esse é um fato real e que precisa e deve ser mudado; ou muito bem repensado.

O dia-a-dia - Foi-se o tempo em que muitas pessoas batiam no peito com o orgulho de dizer que trabalhavam há mais de dez ou vinte anos em uma determinada empresa. A realidade do momento é outra completamente diferente. As regras atuais ditam que bons profissionais são aqueles que passam por várias empresas. Será?

Não se tem comprovação de até que ponto isso é bom ou ruim – se traz melhores resultados ou não. Atualmente, parece ser um ótimo negócio – pois, o que não falta são profissionais que vão embora e deixam a empresa à deriva, ao deus dará. Porém, o contrário também é verdade – empresas que demitem sem planejamento e sofrem as dolorosas conseqüências da gestão ineficaz, que provoca a perda de excelentes profissionais.

O pior de tudo é que são as próprias empresas que permitem tais atitudes, pois em seus processos de contratação valorizam exatamente as pessoas que permanecem poucos anos em cada emprego – entendendo que pessoas assim demonstram maior vontade de crescer, de evoluir, de se superar – e que não possuem vícios de outra empresa. É fato que: absolutamente tudo é muito subjetivo e de difícil comprovação. A regra de mercado imposta, não significa algo inovador em termos de gestão, pois acaba valorizando algo que pode ser a derrocada da empresa ou no mínimo “tiros no escuro”.

Na maioria das vezes o Ser Humano busca criar vínculos – com pessoas, grupos e tudo o que o cerca, na tentativa de tornar a vida melhor, menos complicada – e na esfera corporativa não é diferente, busca-se sempre contato com pessoas com quem já se relacionou, essa busca é inevitável.

É notório que clientes e fornecedores estranham muito quando a cada dois, três, quatro ou seis meses falam com uma pessoa, líder, gerente ou auxiliar diferentes. Mal se começa a construir um relacionamento, que pode facilitar os negócios gerando bons resultados – e já surge outra pessoa naquele cargo, com quem se necessitará criar um novo relacionamento – e principalmente obter confiança, que é tudo, nos negócios e na vida pessoal é assim.

A troca constante de pessoas significa a perda de conhecimento, de inteligência, de entendimento e de domínio dos processos internos e externos à organização, de relacionamento com clientes, negócios e mercado – perdas muitas vezes intangíveis. Todo esse drama de nome “Turnover” se não for muito bem planejado, além de ser oneroso para a organização, demonstra que algo não está indo bem e que precisa ser imediatamente melhorado ou mudado.

Além dos custos com admissões e demissões, há todo um transtorno gerado na empresa por troca de mão-de-obra sem o devido planejamento, o que pode abalar futuramente a produtividade e evidentemente declinar os resultados da empresa – “o pranto de todo e qualquer acionista em nosso capitalismo”. Na contramão de tudo isso está a realidade do mercado, que determina: “Cada dia mais é importante construir relacionamento fiel e duradouro com o cliente”.

As perguntas que devemos fazer são:
1) Será realmente benéfico esse entra-e-sai de colaboradores?
2) Quais serão verdadeiramente os resultados positivos e negativos do troca-troca de funcionários?
3) E o tão discutível “comprometimento” de ambas as partes (empresa e colaborador), onde estará?

Com a palavra os gestores de Recursos Humanos – a quem cabe entender o máximo de detalhes possíveis do Ser Humano, em um processo de contratação – e em benefício da empresa e de seus colaboradores.

Palavras-chave: | turnover | rotatividade |

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COMENTÁRIOS (2)
Cristiane em 24/08/2011:
Boa tarde! Trabalho num escritório de advocacia e nele temos o indicador de RH Turnover. Gostaria de saber se existe um percentual saudável de rotatividade. Por exemplo, no mês de junho tivemos 12 admissões e 13 desligamento, com um efetivo de 320 pessoas. Me totalizou um índice de 3,91%. Este percentual é saudável? Obrigada!

Anderson dos Santos em 29/01/2010:
Alguns problemas ainda surgem, porque ambos mentem na hora da estrevista.

 
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