Por Marizete Furbino para o RH.com.br 
Admite-se que o profissional, cujo pilar de suas ações seja baseado na ética, além de possuir conhecimento e fazer uso do código de ética de sua profissão, age com integridade e transparência. A integridade no exercício da função significa agir em conformidade com seus princípios morais e valores, sem prejudicar as demais pessoas à sua volta, zelando e preocupando-se sempre com a boa reputação de seu nome.
Desta forma, o trabalhador ético, preocupa-se de forma obstinada com sua imagem, pois, tem plena consciência de que ainda tendo muito conhecimento, competência e talento, caso obstrua sua figura, sua permanência no mercado ficará comprometida, correndo-se então enorme risco de ser expulso do mesmo. Por esta razão, além de agir como um intra-empreendedor, preocupando-se em edificar a empresa onde atua, age com muita transparência e seriedade, tendo sempre o cuidado de agir em conformidade com a ética.
De todo o modo, verifica-se que o profissional ético é digno de confiança e possui grande credibilidade, o que lhe confere a oportunidade de realizar grandes negócios. Portanto, além de obter dividendos, agrega valor fazendo um diferencial, desenvolvendo produtos e/ou serviços de qualidade, atendendo e ganhando mercado, contribuindo então, não só para alavancar sua carreira, desenvolvendo e crescendo profissionalmente, como também para que a organização onde atue deslanche no mercado avançando cada vez mais.
Pode-se dizer que ele sabe que o resultado obtido depende da soma de esforços de vários colaboradores. Por isso, valoriza-os e atua de forma a proporcionar um ambiente harmonioso, onde prevaleça um grandioso trabalho em equipe, em que todos possam operar de forma integrada, inter-relacionada e interligada, dando sua contribuição através do somatório de conhecimentos, bem como de experiências, e exercendo sua função em prol dos objetivos a serem alcançados, obtendo assim resultados esperados.
Vale enfatizar que o profissional, quando age de acordo com a ética, atua sempre tendo o cuidado de zelar pela transparência nas ações e pelo respeito, prezando não apenas pelo bom convívio, mas agindo sempre com profissionalismo em quaisquer circunstâncias, assumindo responsabilidades e implicações advindas do seu exercício na função. Pautado sempre pelo bom senso, democracia, solidariedade, generosidade e pela justiça, procura manter um equilíbrio dentro da organização junto aos Recursos Humanos, realizando uma tomada de decisão de forma mais consciente.
Aparentemente trata-se de um conjunto de virtudes um tanto difícil de encontrar-se em uma só pessoa. Ocorre que a ética é a mãe de todas elas. Se um funcionário tem esse valor, por princípio, as outras virtudes podem ser desenvolvidas ou estimuladas. No lado oposto, se o profissional não tem caráter, dificilmente pode-se conseguir algo produtivo dele. Assim, não é complicado ter em uma empresa um time de pessoas de qualidade, mas inexoravelmente todos devem ser éticos como característica primordial.
É de conhecimento geral que a discussão sobre a ética no Terceiro Milênio ficou ainda mais evidente; por conseguinte, a necessidade do zelo, tanto pela imagem do profissional quanto pela imagem da organização, emergiram e emergem cada vez mais. Assim, é preciso lembrar a todo instante que “arranhões” na figura deixam cicatrizes, o que não é nada bom; logo, colaboradores e empresas devem estar comprometidos em atuar sempre de acordo com valores e princípios éticos. Desta forma, cultivar a ação ética em nossa vida profissional deve ser hoje mais do que uma preocupação, mas uma obrigação, sendo inerente a todos os funcionários e companhias que desejam permanecer por um longo período no mercado, de forma respeitada, conduzindo à sua solidificação.
Ademais, é preciso lembrar que antes do colaborador ser um profissional, este é um ser humano que, além de deter conhecimentos, habilidades e talentos, possui anseios, necessidades, valores e princípios, e que a ética é inerente às pessoas. Pensando assim, a missão, a visão e a cultura organizacional, bem como o programa de ética de uma corporação, deverão ser muito bem elaborados e definidos, pois irá nortear todas as ações, definindo rumos e a maneira de caminhar, bem como estratégias, princípios e condutas a serem seguidas.
A esse respeito, julgo oportuno salientar que, com o objetivo de coibir a prática antiética dentro de qualquer empresa, o profissional que não agir em conformidade com a ética na organização deverá ser punido. Daí correndo-se então, o risco de ser banido não só da empresa onde exerce sua função, como também do mercado, o que poderá comprometer toda sua carreira profissional.
Todas essas ponderações levam à seguinte conclusão: as organizações fazem a contratação dos profissionais observando seus conhecimentos, habilidades e talentos, mas realiza a demissão baseando-se nas suas atitudes, condutas e comportamentos. Portanto, uma auto-avaliação ajudará e muito ao funcionário que queira permanecer neste mercado incerto, no momento em que através desta ação o profissional poderá rever, repensar, reavaliar a si próprio e mudar, conscientizando-se de que, se agir de forma ética, poderá evitar dissabores e contratempos futuros.
Palavras-chave: | ética | conduta |
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