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08/09/2009
RH » Relações Trabalhistas » Dicas Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

10 ações para combater o assédio moral

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

Infelizmente, ainda há casos em que os profissionais são submetidos a violências que denigrem a imagem e à autoestima da pessoa. Como resultado surgem: baixo desempenho, absenteísmo e culmina até no desligamento do colaborador da empresa. Trata-se do chamado assédio moral e se manifesta através de situações constrangedoras ou degradantes como, por exemplo, rotulação de apelidos, delegação de atividades não compatíveis à função, bem como atitudes de gestores que fazem do "abuso do poder" uma constante junto aos membros da sua equipe. O resultado dessa agressão, muitas vezes, termina até mesmo na Justiça do Trabalho. Para que isso não ocorra, a organização pode tomar ações preventivas. Confira abaixo algumas delas.

1 - A empresa pode investir em ações educativas e estimular a paz nos relacionamentos em todos os níveis. Para isso, os canais internos de comunicação são indispensáveis no combate ao assédio moral.

2 - Quando a comunicação interna divulgar alguma informação referente ao assédio moral, a fonte deve ser sempre citada. Isso serve para matérias, entrevistas, promulgação de leis, entre outros dados relevantes.

3 - A cultura organizacional deve ser reforçada e os colaboradores informados que os diretos humanos, seja através dos direitos trabalhistas como também pelos direitos universais do cidadão fazem parte dos valores internos e devem ser praticados por todos os que atuam na companhia.

4 - Uma ótima oportunidade para saber se o assédio moral circula pela organização é durante a realização da pesquisa de clima organizacional. Um dos fatores que podem ser abordados na aplicação da ferramenta é exatamente saber se os funcionários sentem-se coagidos, humilhados, discriminados de alguma forma, seja pelos líderes ou demais colegas de trabalho.

5 - Para combater o assédio moral, a organização pode criar um comitê permanente e que tenha o objetivo de desenvolver procedimentos que garantam a integridade dos colaboradores. O mesmo comitê pode, por exemplo, ser formado por representantes dos departamentos como por funcionários formadores de opinião, que tenham facilidade de comunicação com os demais pares.

6 - Outra atividade relevante que dá bons resultados é a criação de um Código de Ética, que expresse claramente a postura da empresa em relação ao assédio moral e quais providências serão adotadas, caso algum fato ocorra.

7 - A realização de palestras em eventos realizados pela organização como treinamentos, encontros comemorativos é uma alternativa para esclarecer aos colaboradores o que significa assédio moral e as consequências que pode gerar à empresa, ao assediador e à vítima.

8 - Os gestores têm papel de grande relevância no combate e na prevenção do assédio moral. Para isso, a empresa pode optar em treinar os gestores e esses, por sua vez, tornem-se agentes multiplicadores do assunto.

9 - Muitas vezes, as vítimas do assédio moral ficam caladas porque não se sentem seguras de fazer a denúncia para que o problema venha à tona. A área de Recursos Humanos, por exemplo, deve deixar claro que suas portas sempre estarão abertas para ouvir os funcionários, garantindo o sigilo dos fatos relatados.

10 - Ao tomar ciência de assédio moral, a área de RH precisa averiguar a veracidade da denúncia e, quando o fato for constatado, encaminha o caso rapidamente para a direção, a fim de que as providências necessárias sejam adotadas.

Palavras-chave: | assédio moral | ética |

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COMENTÁRIOS (4)
Jose Ramos de Melo em 14/09/2009:
Assunto relevante para a promoção de uma cultura de paz nas organizações, onde as relações humanas fomentam amizades, inimizades, resultados, ineficiências, aprendizados, crescimentos, desenvolvimentos. Manter um clima respeitoso nas relações interpessoais é um antídoto poderoso para as corretas relações humanas. Parabéns!

Tanise - Profissional de Educação Física /Ginástica Laboral- Massoterapia Laboral em 11/09/2009:
Esta matéria realmente é muito interessante, estão de parabéns. Em profissões como a minha, encontramos muitas vezes dificuldades, pois trabalhamos com o "toque" e este fato é muito delicado para que não sejamos interpretados mal. Desde crianças a adultos, temos que ter o cuidado e, os gestores sejam de escolas ou empresas precisam ter maior visão nesta área e saberem distinguir os vários tipos de assédios. Por isso é primordial que os profissionais e colaboradores utilizem o triangulo: EDUCAÇÃO, POSTURA e ÉTICA e com isso evitaremos problemas futuros.

MCastro em 11/09/2009:
Parabéns pela matéria! A ocorrência de assédio moral é mais comum do que se imagina. Eu mesma já sofri com isso, por isso posso afirmar que não é nada fácil. Acionei os órgãos competentes da empresa, mas os resultados foram frustrantes, pois protegeram o assediador. Saí da área e hoje estou feliz onde me encontro, pois recuperei a vontade de contribuir para os objetivos empresariais. Numa situação dessas o mais importante é manter a serenidade, cuidar-se, buscar apoio afetivo da família e não esmorecer. A verdade sempre sobressairá.

Lenilson Pereira em 11/09/2009:
Esse tema é digno de crédito. Deve ser levado a sério pelas empresas. Sou funcionário público e percebo como isso é comum. Enquanto em empresas privadas algumas pessoas ficam caladas, nos órgãos públicos a reação vem pelo pouco desempenho, desmotivação... Seria ótimo para os gestores públicos adotar um "código de ética" e dar mais qualidade aos serviços públicos.

 
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