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28/01/2009
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OIT: crise desempregará 2,4 milhões de pessoas na América Latina em 2009

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

Em 2008, a América Latina e o Caribe receberam uma boa notícia: o desemprego caiu pelo quinto ano consecutivo. Contudo, as expectativas para o início de 2009 não são animadoras. Segundo dados da nova edição do Relatório Panorama Laboral da OIT (Organização Internacional do Trabalho), com a crise mundial, cerca de 2,4 milhões de trabalhadores devem aumentar a fila dos desempregados.

O documento apontou ainda que a taxa de desemprego urbano diminuiu de 8,3 % (2007) para 7,5% (2008), referente ao período compreendido entre os meses de janeiro a novembro. Esses níveis não eram evidenciados pela região desde 1992. Esta variação ocorreu em um contexto de crescimento econômico positivo, de 4,6% do PIB.

No que se refere às perspectivas para 2009, a OIT afirma que o crescimento econômico da região pode desacelerar até 1,9%, e segundo os cálculos a taxa de desocupação urbana subiria em um intervalo que vai de 7,9% e 8,3%. Em números absolutos, isso pode significar que entre 1,5 milhão e 2,4 milhões de pessoas somariam-se aos 15,7 milhões de desempregados atuais. Para o diretor Regional da OIT para a América Latina e o Caribe, Jean Maninat, esses prognósticos apontam a necessidade de reduzir o impacto laboral da crise com políticas anticíclicas e inovadoras. Devem ser criados, por sua vez, programas de investimento, dado apoio a empresas consideradas produtivas e proteção à população considerada mais vulnerável.

Para Maninat, as medidas para preservar e gerar emprego pedirão a presença do suporte de um diálogo social mais ativo entre empregadores, trabalhadores e governos. A queda de renda, a perda de empregos por parte dos chefes de famílias e eventualmente o retorno de migrantes, podem causar um crescimento preocupante da participação laboral, pois isso pressionaria ainda mais os mercados. O Panorama Laboral adverte para outro fato relevante: o número de ocupados no setor informal também poderá aumentar.

O Panorama Laboral destaca que em 2008:
1 - Na maioria dos países, mesmo com bom crescimento econômico, os salários reais retraíram-se ou apresentaram incrementos modestos.
2 - O aumento médio ponderado dos salários mínimos reais foi 3,7% em 2008, menor do que o de 2007, de 5,0%.
3 - As mulheres são as mais afetadas pelo desemprego que os homens. A taxa de desemprego feminina foi, em média, 1,6 vezes maior do que a masculina.
4 - De acordo com informação de nove países para 2008, a taxa de desemprego juvenil foi 2,2 vezes maior do que a taxa de desocupação.

Palavras-chave: | demissão | rotatividade | OIT |

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