O site de referência sobre Gestão de Pessoas.
Em breve as inscrições para o 6º ConviRH estarão abertas.
Pesquisar
« Pesquisa Avançada »
03/02/2009
RH » Relações Trabalhistas » Pesquisa Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

Metade dos brasileiros apoiam redução da jornada de trabalho e dos salários

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

Um percentual expressivo de 50% da população nacional mostra-se favorável à redução da jornada de trabalho e redução dos salários, pois é uma alternativa para que as organizações não precisem demitir pessoas e enfrentar a crise em causar impacto forte na vida dos profissionais. Isso é o que revela pesquisa da CNT/Sensus, divulgada nessa terça-feira, dia 03 de fevereiro.

Por outro lado, entre o público entrevistado, quase 40% se dizem contrários à redução da jornada de trabalho. No que se refere ao receio de perder o posto de trabalho, quase 43% revelam-se preocupados com essa possibilidade. Já quase 44% das pessoas ouvidas pela pesquisa dizem que não estão amedrontadas com o desemprego, caso a crise venha a se agravar no Brasil.

Expectativa - A pesquisa realizada pela CNT/Sensus apontou também uma expectativa positiva do brasileiro em relação aos próximos meses. Pouco mais de 51% das pessoas ouvidas avaliam que o número de empregos tende a subir. Enquanto 21,7% acreditam que ficará estável e outros 20,3% afirmam que a situação pode piorar. O otimismo subiu em relação a dezembro de 2008, quando 47,3% dos brasileiros acreditavam que o nível de vagas no mercado de trabalho apresentaria melhoras nos próximos seis meses.

Pouco mais de 74,% dos entrevistados foram favoráveis à abertura de linhas de crédito pelo Governo para as empresas poderem enfrentar a crise, enquanto 14,4% afirmaram ser contra essa proposta. Ainda em relação à expectativa da população para os próximos seis meses subiu de 66,16% em dezembro para 68,95% em janeiro. Esses índices corresponde a uma ponderação das perspectivas da população em relação a emprego, renda, saúde, educação e segurança pública.

Um fato que chama a atenção foram as informações de que 56,5% dos entrevistados conhecem ou ficaram sabendo de alguém que perdeu emprego por causa da crise, enquanto 39,9% não conhecem ou não ouviram de falar de alguém quer perdeu o emprego.

No universo entrevistado, 74,2% dos brasileiros mostram-se favoráveis à abertura de linhas de crédito pelo Governo, para que as organizações enfrentem a crise financeira. Apenas 14,4% se dizem contra o aumento do crédito e outros 11,5% não quiseram responder. A pesquisa da CNT/Sensus indica que 56,5% dos brasileiros têm ciência ou ficou sabendo da crise econômica internacional, enquanto 39,9% dos entrevistados não ouviram falar da crise. Outros 3,8% não quiseram responder ao questionamento.

Metodologia usada - A pesquisa foi realizada de 26 a 30 de janeiro de 2009, em 136 municípios nas cinco regiões brasileiras, onde foram entrevistadas 2 mil pessoas. A Confederação Nacional de Transportes usou o método Probabilidade Proporcional ao Tamanho - PPT. Probabilística sistemática até o Setor Censitário para Urbano e Rural, com cotas para sexo, idade, escolaridade e renda no Setor Censitário.

Vale ressaltar que além da Crise Financeira/Emprego outros indicadores foram avaliados na pesquisa CNT/Sensus, dentre os quais: Avaliação do Governo, Eleições 2010 - 1º e 2º Turnos, Governo Barack Obama, Violência, Amazônia, Desmatamento, bem como o Futuro da Amazônia.

 

Palavras-chave: | rotatividade | CNT |

  • O que você achou? Avalie:
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
Enviar Comentar Compartilhar Imprimir
CONTEÚDO RELACIONADO
COMENTÁRIOS (4)
Marcos Costa em 05/02/2009:
A redução da carga horaria e uma solução razoavel, porem diminuir o salario pode trazer consequencias negativas tanto para a motivação do funcionario quanto para a economia. O empregado que começa a ganhar menos, logo gastara menos e só pelo fato da diminuição do salario o empregado pode entrar em um estado de paralisia economica ou seja ele vai guardar o seu dinheiro e vai acabar colaborando para que esta crise se estenda por muito mais tempo.

Lyza Maria em 04/02/2009:
Novos tempos , novos cenários requer novos formatos , A legislaçao deve se adquar sou totalmente a favor. Num país com uma carga tributaria escorchante, um empregado custa o dobro à empresa, ou se adequa ou crescerá o numero de desempregados.

Jansen de Queiroz Ferreira em 04/02/2009:
Nossa legislação trabalhista e os sindicalistas, que usam sua posição apenas como forma segura e rendosa de garantir renda e status, estão caducos. O principio de que o empregado é um coitadinho e o patrão um sacana, que fundamenta a legislação e os discursos manipulativos dos sindicalistas, está ultrapassado. O que há de verdadeiro é a interdependencia entre capital e trabalho. Atualmenmte, bem vigiada pelas entidades do terceiro setor, pelos meios de comunicação, pela sociedade com um todo, forçanco para que cada vez mais exista ética e responsabilidade social nas empresas. Os próprios acionista hoje impõe práticas de governança corporativa. Isso tudo representa fatos atuais que nossa velha legislação trabalhista e os donos dos sindicatos não têm interesse de considerar para não perderem a boa vida, as viagens e as refeições em restaurantes que o trabalhador não passa nem na porta. A mesmice levará sempre a solução ultrapassa e inócua. Precisamos ousar, como fizeram os empregados de uma fábrica que aceitaram a redução de jornada e de salário, mesmo contra a orientação sindical. Claro que a redução de jornada deve ter: Redução na mesma proporção da remuneração da Diretoria, Não distribuição de lucro a qualquer título, enquanto durar a redução de salário, redução dos encargos sociais na mesma proporção dos salarios, divulgação de balancetes e Balanço auditados para os colaboradores, etc. etc. A sociedade é mais sábia e honesta que os sindicalistas, que expulsaram as industrias do ABC e de São Paulo, que só visam renda , status e carreira política. Os trabalhadores honestos, responsáveis e solidários estão clamando por novas e criativas soluções que não protejam somente quem estiver empregado, mas que amplie a oportunidade de emprego e renda. Jansen jansen@gestaopolifocal.com.br

Orlei Antônio Dosa em 04/02/2009:
Sabemos que apenas uma pequena percentagem de brasileiros recebe salários razoáveis e/ou altos. Não sou contrário a redução da carga horária, mas há que ressaltar que muitos profissionais, e não são poucos, têm dois empregos. Será que a redução da carga horária não aumentaria ainda mais esse percentual? Sendo, a redução da carga horária uma medida para enfrentar a crise, não deveria então haver (criar) uma lei proibindo tal prática? O povo brasileiro têm realmente noção do que está propondo? Não sei! Agora, quanto a reduzir o salário, sou totalmente contra, exceto para aqueles casos onde os salários são desproporcionais ,que estão muito acima da média nacional, o que acho muito dificil acontecer.

 
PUBLICIDADE
Produtos RH.com.br

+ lidas
+ comentadas
+ enviadas
+ recentes
Produtos RH.com.br

Programa de Autodesenvolvimento

Seminários RH.com.br



RH.com.br no Twitter


PUBLICIDADE
Os textos publicados não representam, necessariamente, a opinião dos responsáveis pelo site RH.com.br. Confira o nosso Termo de Responsabilidade.
Todos os direitos reservados. É expressamente proibida qualquer reprodução.