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29/05/2006
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A certificação das ações sociais e da ética

Por Eugênio Maria Gomes para o RH.com.br

A maioria das pessoas, certamente, já ouviu falar em certificação de qualidade. Sem enveredarmos para a discussão, se esta norma, efetivamente, certifica o melhor produto ou serviço, temos que concordar que possuir uma certificação ISO é importante e, por isso, acabamos por dar preferência àquilo que ela chancela.

As políticas relacionadas ao social e à ética também possuem uma certificação, desenvolvida, em 1997, nos Estados Unidos, a SA8000, que é a qualificação ética. Esta norma internacional significa um avanço, nesta área, pois diz respeito a convenções sobre direitos humanos, para que as empresas cuidem de assuntos, como trabalho infantil, saúde e segurança, liberdade de associação, direito à negociação coletiva, discriminação, jornada de trabalho etc.

Ultimamente, observa-se, no Brasil, um movimento crescente de repúdio ao trabalho infantil, pois finalmente se reconheceu a mazela que esta odiosa prática produzirá, em longo prazo, comprometendo gravemente o futuro de toda a sociedade. Recentemente, a lei federal nº 9.854/99 proibiu as entidades governamentais de contratar com empresas que não respeitem a vedação constitucional do trabalho para os menores de dezesseis anos (salvo na condição de aprendiz).

De acordo com TACHIZAWA e REZENDE (2000), o novo ambiente empresarial exigirá dos gestores um senso de responsabilidade, em relação aos membros do corpo funcional da organização, cujas expectativas incluem a de receberem tratamento justo.

Como na ética, a afirmação corrente de que os meios justificam os fins nem sempre é verdadeira, constata-se que mesmo uma vultosa aplicação financeira, em um projeto de largo alcance social, ou a presença de programas de apoio e ajuda assistencial à comunidade, jamais poderiam ser eticamente justificados, se na origem dessas aplicações estivesse a exploração de empregados, a degradação ambiental, o trabalho de menores etc.

CHEN, SAWYERS e WILLIANS (1988) esclarecem que a onda de códigos de ética, nas empresas, é um sinal do desejo da alta administração de se padronizarem as decisões, com repercussões éticas.

ARRUDA e NAVRAN (2000) dedicaram-se a um estudo pioneiro sobre indicadores de clima ético, nas empresas. Segundo estes estudiosos, os executivos têm se preocupado em conhecer a situação da empresa, em relação ao mercado, no que diz respeito à ética e, para isso, torna-se necessário conhecer o nível ético das organizações brasileiras.

Neste sentido, conclui-se que algumas empresas já estão se preocupando em mostrar posturas coerentes, bem como valores e políticas convergentes. Os colaboradores percebem, em primeira mão, se o discurso relativo à ética está alinhado à prática e se as relações trabalhistas são, efetivamente, democráticas.

Acredita-se que as organizações tenham que ser efetivas ao trabalhar com produtos e com serviços, que atendam aos padrões e às dimensões de qualidade propostas, para que a sociedade tenha condições de avaliar, por conta própria, sem apelos emocionais.

Já na área específica de marketing, propriamente dito, deve ser ressaltada a necessidade de que os meios utilizados devem corresponder aos fins buscados. Se os profissionais de marketing social buscam saúde, justiça e liberdade para aqueles de que tratam, então os meios que eles utilizam devem corresponder a esses fins.

Logo, abordagens ou meios enganosos para se resolverem problemas sociais são, à primeira vista, díspares, em relação aos fins que os profissionais de marketing buscam. A promoção e a divulgação das atividades sociais desenvolvidas pelas empresas devem também estar pautadas em determinados valores e métodos moralmente valiosos e aceitáveis.

A implementação de ações sociais - pautadas em valores e princípios éticos - acaba por tornar-se, de fato, um diferencial competitivo das organizações. O consumidor, cada vez mais exigente, começa a priorizar produtos e serviços oriundos de empresas preocupadas com questões relacionadas às causas sociais, ao meio ambiente etc.

Portanto, assim como ocorreu com a Certificação de Qualidade (ISO), a Certificação das Ações Sociais e da Ética (SA) passará, daqui a pouco, a fazer parte da nossa rotina, recomendando produtos e serviços de organizações socialmente responsáveis.

Acreditamos que, assim como ocorreu com o processo de qualidade, a Responsabilidade Social passará a ser, em curto período de tempo, pré-requisito para que as organizações atinjam o sucesso.

Palavras-chave: | responsabilidade | social | ética |

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