Por Alexandra Estela para o RH.com.br 
Por exemplo, você compraria matéria-prima de um fornecedor competente, que cumpre prazos, com bons preços, produtos de ótima qualidade e que não está nem aí para a poluição do ar e das águas? Não, certo? Até porque você seria conivente com o descaso do seu parceiro de negócios. Compraria, então, de um fornecedor que é um exemplo em reciclagem, mas que, por debaixo dos panos, encobre algum tipo de trabalho escravo ou de cunho exploratório? Também não, né? Afinal, isto não é uma prática socialmente aceita. E, portanto, não é sustentável.
A sustentabilidade está em todo lugar, em qualquer tempo e presente em todas as situações, sem exceção. Este tema já é convocação absoluta para quem quer fincar raízes no mundo dos negócios (independente do ramo de atuação) sem a perspectiva indiferente nem destrutiva daqueles que querem o lucro a qualquer preço. Mas este é um assunto que não pode ser tratado como mais um modismo ou um comportamento a ser seguido obrigatoriamente.
Primeiramente, precisa ser compreendido em toda sua amplitude, para então ser incorporado ao cotidiano, praticado e disseminado à família, aos amigos e à sociedade. E adivinha onde é o ponto de partida de todo este trabalho? Sim, isso mesmo, o seu funcionário.
Não adianta praticar a reciclagem e fechar os olhos para o seu maior agente de sustentabilidade. Aqui estamos levando em conta a qualidade do ambiente interno e o investimento que você faz para o desenvolvimento dele, porque isso também é ser sustentável.
Sustentabilidade não faz milagres. O que quero dizer é que ser sustentável provavelmente não vai elevar os resultados do seu negócio assim, de uma hora pra outra, como num passe de mágica. Mas o contrário pode gerar uma bela crise de imagem para a sua organização e até mesmo fazê-la fechar as portas. E nem poderia ser muito diferente, afinal, as empresas são agentes do bem-estar e do desenvolvimento da sociedade e isso começa pelos próprios públicos que as compõem. Neste sentido, as empresas têm duas responsabilidades: a primeira é se adequar aos novos conceitos. A outra é fazer com que seus públicos também sejam agentes sustentáveis.
Não há como se intitular sustentável sem praticar, efetivamente, a sustentabilidade. Este é um tema que não permite máscaras, nem é um meio estratégico para um eventual marketing pessoal, porque a questão é muito simples: ou você é ou não é. Ser sustentável em alguns pontos e não ser em outros vai trazer muito mais preocupação do que prêmios.
Nem todos conhecem quão complexos e extensos são estes conceitos, mas a maioria dos colaboradores está de braços abertos para atitudes que levem a um mundo mais justo, a uma realidade melhor. O sentimento de “eu faço a minha parte” é muito latente. E não há mais espaço para empresas que não estão preocupadas com isso. A mídia exige uma postura. A sociedade também. Até o seu funcionário.
A sustentabilidade leva à prática da cidadania, à melhora da qualidade de vida, à mudança de comportamento do público interno, ao aumento de produtividade e dos lucros, ao reconhecimento externo e a um bem imenso para o planeta. Mas só acontecerá se a sua empresa estiver realmente disposta a praticá-la de verdade e em todas as suas esferas, porque é preciso mudar conceitos, sair da zona de conforto e, principalmente, abrir mãos de valores e status que não se aplicam mais. É mais uma mudança que começa de dentro para fora. E é bem provável que você seja o espelho.
Palavras-chave: | sustentabilidade | responsabilidade | social |
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