Por Samuel Paz para o RH.com.br 
Assim, o que temos visto é uma corrida, como se quem chegar primeiro leva o mérito. Quanto a isso não resta a menor dúvida, pois quem começar logo a utilização dos princípios da responsabilidade social em sua empresa, rapidamente obterá ganhos consideráveis e de reflexos altamente positivos.
Este artigo tem o objetivo de promover uma profunda reflexão sobre a questão relativa à responsabilidade social nas pequenas empresas. Podemos até arriscar, que o assunto do momento é esse. Mas afinal, onde está realmente a responsabilidade de nossos empresários com este importante assunto em suas organizações?
Será que simplesmente doando cestas básicas, admitindo pessoas com deficiências ou destinando certa quantia em dinheiro para ajudar algum projeto da comunidade carente estará cumprindo o seu papel nesta nova realidade? Nossos executivos acostumaram-se com as ações paternalistas e muitos ainda pensam que somente as ações acima representam a prática da responsabilidade social; enganam-se tremendamente. As mudanças ocorridas nas relações entre empresas e comunidades atingiram em cheio a questão do modelo antigo de “ajuda” na forma de um paternalismo social, para a nova situação, agora sim de responsabilidade social.
Se antes era comum auxiliar uma comunidade sem preocupação com resultados, hoje a organização precisa ter comprometimento com o subsídio, sendo co-responsável pela aplicação e utilização do mesmo e em muitos casos acompanhando e controlando o sucesso do objeto da ação. Mas o que queremos frisar neste artigo, vai muito além do fato exposto. O objetivo principal é fazer com que nossos empresários pratiquem a responsabilidade social também no interior de suas companhias, pois temos certeza absoluta de que os resultados serão surpreendentes.
Vamos começar esclarecendo que, em nossa visão, o social está muito mais perto de nossos executivos, do que muitos deles imaginam. Senão vejamos: no âmbito interno de uma empresa, temos várias áreas, cuja prática da responsabilidade social pode receber a devida atenção. Assim, vamos relacionar alguns setores internos, para os quais nossos empresários não podem omitir, sob pena de enfrentar baixa motivação dos funcionários, baixa produtividade e até perda da qualidade de seus produtos e serviços:
A primeira a ser focada é a área de Recursos Humanos, da qual podemos enumerar alguns assuntos como “responsabilidade social interna”, situados nas interações da interface “homem versus ambiente”, por exemplo.
Planejamento administrativo e operacional participativo; procedimentos eficazes; setor de segurança e medicina; um Departamento Pessoal comunicativo e transparente; departamento de Treinamento e Desenvolvimento atuantes; estrutura e layout físicos adequados, demonstrados em instalações organizadas, banheiros confortáveis, refeitórios, áreas de lazer e de circulação agradáveis, além da manutenção de um ambiente de respeitoso entre todos. Assim, dentro de nossas empresas, na área de Recursos Humanos, existe um grande leque de atitudes, que pela ótica da responsabilidade social, podem ser utilizados e cujos resultados serão uma grata surpresa para muitas organizações.
Em Meio Ambiente, temos também muitos pontos que podem ser trabalhados, com o foco na responsabilidade social, tais como o lixo e suas diversas classificações, rejeitos sólidos e líquidos, poeira, fumo, gazes químicos etc.
Para todos esses tipos de lixo, que de uma maneira ou de outra são produzidos ou liberados por uma companhia, que para ser socialmente responsável, devem cuidar não somente da coleta, armazenamento e tratamento, mas também do encaminhamento para o destino final. O que garante que os detritos, não contaminem ou contribuam para a degradação do meio ambiente. Inclui-se aqui também a conscientização dos funcionários, tanto no aspecto da educação, como também na reciclagem.
Muitas corporações, ainda não se deram conta de que resíduos, sejam de metais, madeira, óleo, água, papéis, plásticos, orgânicos e inorgânicos, fumos, particulado ou outro tipo qualquer, quando tratados com a devida seriedade, trará relevantes dividendos, não só financeiros, como também sociais. Aqui cabe uma ressalva em se tratando de responsabilidade social, que é a utilização dos recursos hídricos, neste caso a água utilizada nos processos de industrialização e de apoio interno. Empregar o líquido nas organizações de modo consciente é também contribuir para a aplicação da responsabilidade social empresarial.
Quanto ao lixo particulado, como fumos e poeira, além dos gases químicos, nossas empresas devem utilizar sua responsabilidade social, reduzindo ao máximo essas emissões, com equipamentos de coleta e tratamento eficientes, além, é claro, de proteger o trabalhador contra esses agentes agressivos à saúde. Todos nós sabemos da importância da proteção e preservação do meio ambiente quando o assunto é poluição do ar, e o primeiro passo está na eliminação das fontes geradoras desses agentes poluidores, situados em sua maioria nos processos produtivos das companhias.
Outro assunto que não pode ficar ausente da “responsabilidade social interna” é a poluição sonora no ambiente de trabalho, que vem contribuindo em larga escala para a deteriorização da saúde física e mental de nossos operários, provocando fadiga e estresse, assim como problemas físicos incapacitantes. Nossos empresários precisam se conscientizar do valor de suas ações, principalmente na área do meio ambiente, pois assim o fazendo, estarão contribuindo tanto para o aumento da produtividade e qualidade de seus produtos e serviços, como para um mundo melhor e de qualidade de vida maior para todos.
Para finalizar este artigo, vamos falar da responsabilidade social referente ao atendimento do aspecto legal ambiental de atuação da empresa. Ou melhor, aquele que trata das questões específicas de operação e seus impactos ambientais, seja ela uma empresa, prestadora de serviços automotivos, fabricante de estrutura metálica, produtos químicos, manutenção geral, transformação, usinagem e calderaria, loja de peças e ferramentas, locação de equipamentos, oficina mecânica, produtos e serviços elétricos etc.
Todas, sem distinção, têm sua responsabilidade social embutida em suas atuações, quer no processo produtivo, no relacionamento com o meio ambiente e a comunidade, com o atendimento à legislação específica, ou outra de amplitude humana como, por exemplo, a valorização de seus colaboradores. Assim, ao concluir esse texto, queremos mais uma vez deixar claro que a prática da responsabilidade social pelo empresariado, está muito mais fácil do que se imaginava há tempos atrás; é só olhar para dentro de suas organizações.
Boa sorte a todos.
Palavras-chave: | responsabilidade social | meio ambiente | qualidade de vida |
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