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07/12/2009
RH » Responsabilidade Social » Artigo Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

Desenvolvimento sustentável nas organizações empresariais

Luana Assunção de Araújo Albuquerk

No Brasil há uma intensa mobilização para alcançar o desenvolvimento sustentável em todos os setores produtivos que compõe sua economia, como soa acontecer em âmbito mundial. Aliar progresso econômico a ações sociais e conservação ambiental tem sido meta para o governo junto às empresas em uma busca pelo negócio sustentável.

O desenvolvimento sustentável pode ser definido como aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades. Fato é que, bem implantado, com mudanças efetivas de práticas e modelos, o desenvolvimento sustentável impacta positivamente a reputação da empresa, torna a cadeia produtiva mais eficiente, reduz os riscos inerentes à operação, facilita os financiamentos, atrai benefícios fiscais, possibilita atrair e manter talentos, valoriza a marca e também as ações no mercado.

Isso porque, para a implantação de qualquer empreendimento a legislação prevê instrumentos legais (licenciamento ambiental, estudos ambientais), econômicos (incentivos fiscais, caução ambiental) e técnicos (desenvolvimento de novas tecnologias, parâmetros ambientais, pesquisa e descobrimento de novas jazidas) que conciliados criam um círculo virtuoso em que todos saem ganhando.

Em se tratando de instrumento legal, o Licenciamento Ambiental, além de conceder a autorização para localização, instalação, ampliação e operação de empreendimentos e atividades potencialmente poluidora ou degradadora do meio ambiente, é uma ferramenta de fundamental importância, pois permite ao empreendedor identificar os efeitos ambientais do seu negócio, e de que forma esses efeitos podem ser gerenciados.

Economicamente, surgem, dentre outras vantagens, os tributos de natureza extrafiscal, que visam à aplicação de políticas públicas para melhoria das condições de vida da população. Nesse cenário, os tributos ambientais não são sanções, mas servem para incentivar a proteção ao meio ambiente, por meio de benefícios fiscais concedidos àqueles que buscam efetivar a preservação ambiental.

Talvez a mudança mais sensível tenha surgido com as inovações tecnológicas. Os instrumentos e as tecnologias criados a partir dos anos 70 permitiram o emprego de técnicas como o reuso da água, o aproveitamento de energias alternativas, além da redução dos padrões de consumo e do emprego de procedimentos mais eficientes.

Insta ressaltar que o próprio mercado consumidor já vem se atentando ao desenvolvimento sustentável. Há uma busca maior por empresas que atestem a qualidade social e ambiental dos seus serviços por meio de certificados e selos de qualidade.

Em suma, apesar de todos os benefícios trazidos pela aplicação dos conceitos de desenvolvimento sustentável, o que por si só já justificaria a sua adoção, é preciso destacar que a maior vantagem extraída é a preservação do meio ambiente e, por consequência, a conservação do próprio homem. Vislumbrar apenas os benefícios econômicos pode gerar efeito contrário aos desejados e levar ao descrédito de todo o esforço empregado.

Sustentabilidade é a preocupação do momento. A busca pelo desenvolvimento sustentável deixa de ser uma opção; sendo assim, as corporações que tiverem a intenção de se manterem vivas, deverão obrigatoriamente se adequar a nova ordem mundial. A ideia é preservar e aproveitar ao máximo todos os seus benefícios, afinal, todos ganham.

Palavras-chave: | sustentabilidade | comprometimento |

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COMENTÁRIOS (2)
Flavius júnior em 10/12/2009:
Realmente é um tema muito atual, mas a sustentabilidade só cresceu exponencialmente dentro das empresas por que gera lucro devido suas mudanças. Infelizmente as empresas trabalham pelo lucro e não em favor da natureza. Ótimo texto.

Felipe em 07/12/2009:
Muito bom! Sustentabilidade é a preocupação do momento.

 
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