Willyans Coelho Tem graduação em Psicologia e MBA em Gestão Empresarial pela FGV. É o idealizador e diretor do site RH.com.br. Já atuou como professor universitário e consultor de RH. Tem interesse pela área de comportamento organizacional, especialmente por educação corporativa, trabalho em equipe e comunicação interpessoal.
A sustentabilidade ganhou espaço nos ambientes empresariais recentemente. Algumas empresas estão mudando seus processos produtivos, revendo suas ações de marketing/comunicação e até a toda poderosa área de finanças, por conta da crise atual, sabe que necessita rever suas práticas. Mas parece que o RH não está pegando o "bonde da história".
Defendo que o RH deveria trazer tais propostas de sustentabilidade para dentro de suas próprias ações. Todos os processos da nossa área deveriam ser revistos e adaptados, desde o processo de seleção até o treinamento das pessoas, passando, sem dúvida, pela remuneração atrelada a resultados socioambientais. Inclusive eu já escrevi anteriormente acerca de uma pesquisa sobre essa prática (Remuneração variável com metas socioambientais).
Porém uma pesquisa divulgada no final de janeiro realizada pela Gelre com selecionadores de grandes e médias empresas trouxe-me certa decepção. De acordo com as respostas, 70,9% dos profissionais pesquisados nunca questionaram os candidatos sobre aspectos relacionados à sustentabilidade. Qualquer aspecto que seja.
Trata-se de mais um caso de distanciamento entre discurso e prática. Como poderemos ter empresas mais sustentáveis se os profissionais não são contratados levando-se em consideração o seu conhecimento, o seu compromisso e as suas ações concretas nessa área? Acredito que o RH tenha um papel fundamental para mudança da nossa cultura empresarial, fundamentada até há pouco tempo somente em "resultados sobre qualquer coisa". Mas será que isso seria apenas um sonho meu?
ANA CRISTINA em 04/12/2009: Concordo plenamente com o autor do artigo. E essa realidade é tão distante da prática que acabei de concluir meu MBA em Gestão Estratégica de Pessoas e na grade não havia nada sobre Responsabilidade Social. Trabalhei na área durante 5 anos, e no meu estado (ES)não havia nenhum curso de especialização em RS, acabei optando em fazer o meu MBA, na esperança que pudéssemos avançar sobre o assunto, já que falávamos de um RH estratégico, mas o máximo que consegui, foi fazer minha monografia com o tema " O papel do gestor de pessoas dentro da responsabilidade socail". Como gosto e quero aliar na minha vida profissional este dois assuntos, a monografia foi a única maneira que encontrei naquele momento de manter os dois assuntos próximos. E felizmente em 2010 começo minha especialização em R.Social, mas ainda sem a esperança de aplicá-la de fato. ANA CRISTINA/ SERRA ES
Fernanda Antonelli em 18/02/2009: O artigo é bastante interessante para se repensar como o RH está atuando na sustentabilidade da empresa. Mas não podemos achar que questionando o candidato sobre sustentabilidade será suficiente. Muito pelo contrário, o mais importante não é na seleção e sim como o RH conduzirá a sustentabilidade depois da contratação, seja na cultura da empresa, nas ações de treinamento e desenvolvimento de pessoas. Portanto, coloco que a que o caminho da sustentabilidade estão nas ações que o RH aplicará após a contratação do novo colaborador, sempre em parceria com os gestores da empresa.
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