O Instituto Walmart implementa, a partir desse mês, a "Escola Social do Varejo" nos Estados de São Paulo, Bahia, Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Sul e Ceará. O programa, que recebe um investimento de R$ 3 milhões, tem o objetivo de promover a formação profissionalizante de jovens de baixo poder aquisitivo para o mercado de trabalho com foco nas diferentes ramificações do varejo e conta com a parceria técnica do Instituto Aliança.
O projeto tem a meta de formar mais de 1000 jovens entre 17 e 24 anos em 2010, com um treinamento que leva 18 meses, sendo 8 para o período de inserção no mercado de trabalho e monitoramento das atividades dos jovens absorvidos. A empresa estima que 80% desse contingente seja absorvido em suas próprias lojas. Em 2010, o plano de investimento do Walmart Brasil, prevê a abertura de mais de 10 mil vagas com a instalação de 100 novas lojas previstas. Dessas, 1500 serão para cargos técnicos como padeiro, açougueiro, peixeiro, confeiteiro, entre outros.
Na grade de aulas da Escola Social do Varejo, entram conhecimentos básicos do funcionamento de um supermercado e, em particular, conhecimentos mais precisos sobre as áreas de exposição de produtos, organização de estoque, rotisseria, padaria, higiene e manipulação de alimentos e áreas afins. A capacitação será composta por aulas teóricas e práticas, com visitas às lojas do grupo Walmart e terá duração de dezoito meses - aproximadamente 800 horas/aula, sempre no período da tarde. Além da aprendizagem técnica de varejo, os jovens terão em sua disciplina, conteúdos comportamentais e de cidadania.
"Trata-se de um curso cujas disciplinas trabalham fortemente o relacionamento pessoal, família, legislação, preparação para o mercado de trabalho, entre outros conteúdos importantes para a integração dos jovens na sociedade, além, é claro das aulas práticas na área do varejo", explica Paulo Mindlin, diretor de Responsabilidade Social do Walmart Brasil.
Dados da pesquisa "Juventude e políticas sociais no Brasil" (2007), do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, do Governo Federal) mostram que o desemprego entre jovens de 15 a 24 anos é três vezes maior que entre os adultos entre 25 e 29 anos. Os números mostram ainda que a taxa de jovens que não estudam nem trabalham é de cerca de 20%, índice considerado elevado para países em desenvolvimento. Má qualidade do emprego também é outro destaque: cerca de 50% dos jovens entre 18 e 24 anos trabalham sem carteira assinada, assim como 30% da faixa entre 25 e 29 anos.
Fonte: Assessoria de Imprensa WALMART
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