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17/12/1999
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Remuneração por Habilidades e Competências

Por Equipe Extensão para o RH.com.br

Por muito tempo perdurou dentro das organizações, um estilo de administração, onde os salários eram fixados e administrados através de práticas convencionais, em que, não só se concediam aumentos, como também, a progressão na carreira levava em consideração o tempo de casa ou na função. Este estilo foi mantido por muito tempo.

Na era da competitividade e criatividade, é ponto vital a sobrevivência das empresas. Resolver as questões relacionadas ao Ser Humano, passou a ter considerável atenção nas organizações profissionalizadas, que inovam e estão aprimorando seus sistemas de reconhecimento e remuneração. Existe muita vontade por parte das empresas de investir no ser humano, desde que haja o retorno esperado em produtividade, em inovações, em resultados.

Nesta categoria de empresas, o colaborador, hoje, "vale quanto pesa", conceito este obtido através de instrumentos confiáveis e que dão sustentação à política de recursos humanos: habilidades e competências. Estes nomes variam de empresa para empresa; no entanto, têm pouca ou nenhuma diferença no conceito final.

HABILIDADES: avaliam-se e quantificam-se os conhecimentos técnicos adquiridos ao longo dos tempos, ou através da teoria, cursos, palestras e formação curricular. Nas habilidades são relacionadas todas as atividades e desafios dos cargos que constituem uma carreira, possibilitando às empresas a avaliação do nível de Habilidade de seus colaboradores. Em resumo, é o quanto eu conheço/executo das responsabilidades que me foram concedidas.

COMPETÊNCIAS: através de um conjunto de itens, avaliam-se as ações e comportamentos, indispensáveis ao sucesso do profissional e da organização no seu atendimento ao cliente interno/externo. Itens como: a flexibilidade, o espírito de equipe, a organização, são considerados como aspectos de competências que devem ser observados pelos profissionais que são avaliados.

Com estes padrões de avaliação ou outros semelhantes, inúmeras empresas de vanguarda, reorganizaram seus quadros de profissionais, reduzindo o número deles e aumentando a qualificação dos que ficaram. Este foi o caminho escolhido por uma das maiores malharias da América Latina, a Cia. Hering . Dos quase dez mil empregados, reduziu seu efetivo para um pouco mais de quatro mil, através de enxugamento, terceirização de atividades, eliminação de processos, permanecendo enfim com o quadro necessário para fazer frente à sua atividade fim: produzir camisetas de malha e produtos fashion a preços acessíveis aos consumidores. Um dos participantes desta grande empreitada foi Ricardo Bellicanta, Diretor Administrativo da Hering, que coordenou algumas etapas das mudanças. "Precisávamos oferecer aos nossos colaboradores instrumentos de avaliação muito mais eficazes dos já existentes; com isso, após a avaliação, a permanência do empregado na empresa terá sido motivada pela própria competência," diz Ricardo. Hoje os níveis de liderança, técnico e administrativo são avaliados anualmente, onde o enfoque principal são as habilidades e competências; este instrumento é o passaporte para treinamentos, promoções, progressões em carreiras e, naturalmente, para as concessões salariais. A execução de todo este trabalho ficou sob a responsabilidade da Extensão Empresarial Ltda., que presta assessoria à Hering.

Com a utilização destas ferramentas, as decisões sobre o ser humano e sua carreira estarão muito mais fundamentadas, com pequenas chances de erro e com larga aceitação pelos envolvidos. O conceito individual do passado foi substituído pela análise grupal, clientes internos avaliando seus fornecedores internos, o que torna os resultados mais fidedignos.

A globalização que atingiu todos os setores da economia mundial, forçou as empresas a reverem suas estruturas, reduzirem níveis e consequentemente enxugarem seus quadros de funcionários. Diante disso, apareceram soluções mirabolantes para enfrentar as mudanças que buscam: com menos pessoas, produzir mais, com maior qualidade e custos mais baixos. Este é o slogan dos que permanecem no mercado e procuram uma identificação cada vez maior com cliente.

Para se manter ativo no mercado de trabalho, o empregado forçosamente teve que sair de seu posto de especialista e partir para a multifuncionalidade, com resultados positivos. Em contrapartida, as empresas oferecem remunerações variáveis, de acordo com os resultados obtidos. Desta forma, o bom empregado vê seu esforço compensado: com um variável maior pelos resultados atingidos e um fixo mais justo pela análise de suas habilidades e competências. Todos têm chances iguais, independente de serem as atividades iguais ou diferentes. O que valem são os resultados atingidos por suas próprias mãos (e competências).

Segundo Alfredo Baumann, Consultor de Empresas, o desafio para as consultorias e assessorias internas e externas que atuam em RH, está na criatividade em desenvolver e aplicar Sistemas de Avaliações, que possam orientar profissionais em suas carreiras, bem como, as organizações, no reconhecimento de seus talentos, tudo no enfoque clientes e fornecedores internos.

Nos ambientes de produção, prestação de serviços e até mesma nas áreas administrativas, as empresas investem nas avaliações das habilidades de seus colaboradores, traduzindo a todos que a preocupação maior, dos profissionais e da empresa, é o atendimento ao cliente.

Os tempos mudaram, o crescimento horizontal substituiu o sonho do crescimento vertical, de um dia ser gerente. Nas carreiras, mais perspectivas são apresentadas, perspectivas essas que exigem maiores níveis de Habilidades e de Competências para cada um dos degraus a escalar.

1. Exemplo de uma situação anterior
ANALISTA JUNIOR --> até 1 ano de experiência / 2º Grau completo
ANALISTA PLENO --> de 2 a 3 anos de experiência / Superior completo
ANALISTA SÊNIOR --> de 4 a 5 anos de experiência / Superior com Pós-Graduação

2. Exemplo de uma situação atual
ANALISTA I --> até 30% de habilidade* / até 50% de competência*
ANALISTA II --> de 31 a 45% de habilidade* / de 51 a 60% de competência*
ANALISTA III --> de 46 a 60% de habilidade* / de 61 a 70% de competência*
ANALISTA IV --> de 61 a 75% de habilidade* / de 71 a 80% de competência*
ANALISTA V --> mais de 75% de habilidade* / mais de 80% de competência*
(*) corresponde aos níveis de exigência para ascender ao cargo.

Novos tempos e, isto a cada dia. As tendências de mercado sinalizam para sistemas cada vez mais arrojados, que delegam aos profissionais cada vez mais, a responsabilidade de seus destinos. O homem nasceu para ser livre, inclusive para buscar o seu lugar dentro das organizações e hoje, mais do que nunca, o caminho é o desenvolvimento pessoal e profissional, de suas habilidades e competências.

Maiores informações sobre a matéria através do site www.extensaorh.com.br

Palavras-chave: | Remuneração | Habilidades | Competências |

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