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09/03/2009
RH » Salários e Benefícios » Artigo Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

Empresas e colaboradores devem se preparar para aposentadoria

Por Gustavo Silva Menezes para o RH.com.br

Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que a expectativa de vida no Brasil já supera os 72 anos. O envelhecimento mundial é um privilégio e uma conquista da modernidade. Com a maior longevidade da população, a necessidade de ações que permitam um envelhecimento com dignidade e respeito, é premente. Nesse contexto deve existir a preocupação das empresas para a preparação de seus colaboradores, que enfrentarão este novo momento da vida.

Um novo cenário se apresenta no Século XXI com a crescente longevidade, mantidas as regras básicas de aposentadoria - idade e contribuição a um sistema de previdência-, teremos um rápido crescimento da população "desocupada". Indivíduos que possuem sabedoria, cultura, experiência no mercado de trabalho, e que serão cada vez mais saudáveis, estão se colocando em casa.

A retirada desses profissionais do mercado traz o risco do hiato do conhecimento, fenômeno que já aconteceu com os programas de demissão voluntária, momento quando trabalhadores mais antigos foram estimulados a deixar a organização. Por outro lado, em menor número, é possível ver pessoas que aproveitam a aposentadoria para iniciar uma nova vida, uma nova carreira, um estudo, enfim, se dedicar a algo que o faça sentir prazer, se sentir útil e aproveitar o tempo que tem disponível.

Muitos falam da aposentadoria como sendo a época quando se tem tempo e dinheiro, porém falta saúde; só acredita nisso quem não está atento às mudanças que vêm ocorrendo. Hoje, na chamada melhor idade, encontramos pessoas que gozam de uma saúde invejável e que não sabem ou não conseguem aproveitá-la, sofrem com preconceitos e discriminações para se inserir na sociedade e em suas atividades ou, simplesmente, não se programaram economicamente para este novo momento.

Neste cenário, responsável por ajudar a equilibrar essa situação encontram-se as empresas. O Século XXI traz às companhias e aos gestores de pessoas novas questões, as quais necessitam responder com rapidez:
- Como se estruturar para reter o conhecimento dos trabalhadores, que se aposentam, e transferi-lo aos mais jovens?
- Como desenvolver atividades para os mais velhos, de forma a preservar a saúde psicológica, física e social?
- Como se estruturar frente às novas necessidades da geração mais velha?
Talvez a resposta mais simples, porém não mais fácil, seja a criação de um Programa de Aposentadoria, o que não significa incentivar a saída de seus colaboradores ou oferecer um plano de previdência privada.

Programas de Aposentadoria devem analisar quais aspectos favorecem o colaborador a se aposentar ou não; fatores como saúde, estado civil, se o cônjuge exerce ou não uma atividade, condições e compromissos financeiros, a presença de parentes próximos, a participação em clubes, hobbies e ainda as condições para iniciar um novo aprendizado e exercer uma nova carreira.

Conforme muito bem enunciado pela doutora Lucia Helena França em seu livro "O Desafio da Aposentadoria", um ponto que não deve ser desprezado é trabalhar em uma linha de educação ao longo da vida, quando a aposentadoria pode representar uma transição, onde uma nova carreira se inicia e novos ideais são criados. Programas de Aposentadoria devem garantir a qualidade de vida do colaborar após seu desligamento, devem prever a estabilidade econômica e social.

Para as organizações um aspecto importante é identificar mestres e enxergar nos funcionários mais experientes uma fonte de saber, alguém que possa transmitir às novas gerações os conhecimentos adquiridos ao longo de sua jornada. Um Programa de Aposentadoria bem estruturado deve ter a capacidade de orientar seus colaboradores a viver plenamente um novo momento da vida com saúde, se sentindo valorizado, compartilhando seu conhecimento com os mais jovens. Porém deve funcionar em uma via de mão dupla entre empresa e colaborador.

É importante que, além de criar alternativas para a retenção do conhecimento dentro das companhias, os Programas de Aposentadoria sejam fonte de aprendizagem para os mais velhos, de forma a permitir maior inclusão na sociedade dessa geração que tende a se fazer presente em números cada vez mais expressivos. Deve também prepará-los para aproveitar o tempo livre e as oportunidades criadas com ele.

A conclusão que não se pode deixar de perceber é que as políticas atuais, tanto no Governo, quanto na maioria das empresas brasileiras, encontram-se em descompasso. Da mesma forma, as políticas de Recursos Humanos demonstram uma falta de habilidade para lidar tanto com os trabalhadores em vias de se aposentar, quanto na transferência do conhecimento dos profissionais mais velhos para os mais jovens dentro das organizações; fatores que podem ser determinantes, até mesmo, para a manutenção da vida da empresa.

 

Palavras-chave: | benefício | terceira idade |

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COMENTÁRIOS (1)
Marcos em 16/03/2009:
Bom artigo, o tema é muito importnte na atualidade

 
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