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10/04/2006
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Tendências em salários e remuneração

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

O atual cenário de remuneração vive um momento de conflito, pois de um lado encontram-se os profissionais que buscam segurança, um bom salário fixo e a garantia dos seus direitos. No outro extremo, estão as organizações que procuram vincular o que cada um recebe ao desempenho pessoal e aos resultados globais das empresas. Com o objetivo de preparar as empresas e os profissionais que atuam na área de remuneração, o GRUPISA (Grupo de Permuta de Informações Salariais), realiza entre os dias 19 e 20 de abril, a décima edição do CONAREM - Congresso Nacional de Remuneração.

O evento acontecerá no Rio Othon Palace, no Rio de Janeiro e tem como tema central "Gestão da Contrapartida - Estratégia, Sustentabilidade e Renovação". Na pauta das palestras encontram-se temas como remuneração variável, legislação, benefícios, entre outros. Em entrevista ao RH.com.br, Carlos Monnerat, presidente do GRUPISA, fala sobre os diferenciais que o CONAREM 2006 trará aos congressistas, bem como as tendências na área de remuneração no Brasil e no mundo. Confira!

RH.COM.BR - Esse ano, o tema central do CONAREM "Gestão da Contrapartida - Estratégia, Sustentabilidade e Renovação" parece ser mais técnico do que nos anos anteriores. Existe uma razão especial para isso?
Carlos Monnerat - Na verdade, tentamos dosar a técnica com a percepção dos empregados e dos gestores das organizações em relação aos resultados dos programas de Gestão de Pessoas implantados, dando ênfase ao pacote de compensação praticado pelas empresas.

RH - Ao trazer um tema mais técnico para os congressistas, quais foram os objetivos da coordenação do evento?
Carlos Monnerat - Nosso objetivo foi revelar para os congressistas a aplicabilidade desses programas. O que funciona e o que não funciona. E porque determinadas práticas não funcionam.

RH - Que diferencial o CONAREM 2006 oferecerá em relação às edições anteriores?
Carlos Monnerat - No 10º CONAREM, de acordo com o tema central, selecionamos os temas das palestras e principalmente os palestrantes, considerando três fatores. O primeiro está voltado para os programas e os temas regionais que podem ser aplicáveis em qualquer região e fazer parte de qualquer cenário econômico brasileiro. O segundo fator compreende os programas atemporais, que permanecem atuais, independentemente da época que estão sendo implantados e por fim, os programas auto-evidentes, comprovados por fatos e dados.

RH - Que análise o Sr. faz do atual cenário de remuneração no Brasil?
Carlos Monnerat - Bastante positivo. Em função da abertura dos mercados, com a globalização, da competitividade acirrada e do dinamismo das organizações e do contexto econômico do país, as empresas estão organizando-se e atentas para a importância de programas de remuneração por resultados, por competência, específicos para força de vendas, programas de premiações em médio e longo prazos, bonificações para executivos, programas de reconhecimento e outros, sempre atrelados à missão e à visão dos seus negócios.

RH - As empresas brasileiras estão acompanhando as novas tendências do mercado?
Carlos Monnerat - Sim, estão acompanhando. Independente do porte, de acordo com pesquisas realizadas pelo GRUPISA em 2005, a maioria das empresas instaladas no Brasil preocupam-se em atrair e fidelizar os seus talentos.

RH - E quanto aos trabalhadores brasileiros, eles já começam a perceber as novas tendências de remuneração e as estão aceitando?
Carlos Monnerat - Os trabalhadores brasileiros estão em busca de desafios que permitam o desenvolvimento profissional, que ampliem a sua visão de mundo e esperam receber das empresas um pacote de remuneração justo, em função do que entregam.

RH - Que tipo de remuneração tende a se fortalecer no mercado brasileiro?
Carlos Monnerat - Continua sendo a remuneração por resultados, pois é através dos resultados atingidos pelas empresas que os programas de Gestão de Pessoas podem se autofinanciar.

RH - Atualmente, o que é mais vantagem: trabalhar numa empresa com alto salário ou numa organização que ofereça uma atraente cesta de benefícios?
Carlos Monnerat - As pessoas quando recebem propostas de emprego avaliam os desafios e o quanto poderão se desenvolver, se o pacote de remuneração é competitivo em relação ao mercado e se existe a preocupação com a qualidade de vida das pessoas. Esses são os fatores considerados para se avaliar o melhor lugar para se trabalhar atualmente.

RH - Quais suas expectativas para as tendências de remuneração no Brasil e no mundo?
Carlos Monnerat - Em função das influências globais, o que acontece no mundo influencia todos os países, sobrepondo-se muitas vezes à cultura local. As pesquisas de tendências globais demonstram que antigamente percebia-se uma diferença significativa nas práticas mundiais. Hoje, as diferenças são em função do cenário econômico do país e do segmento de negócio.

Serviço:
X CONAREM - Congresso Nacional de Remuneração
Inscrições: www.grupisa.com.br

Palavras-chave: | remuneração | CONAREM |

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COMENTÁRIOS (1)
HELLENA TOLDO em 04/08/2011:
A crença é de que os cargos devem ser remunerados, medindo-se os gastos primários e principais de cada classe, grupo, ou ordem social. Inclusive, os moradores de rua, que também devem ter remuneração, afinal, ali estão sendo explorados, abusados, maltratados, humilhado, comendo restos e, fazendo número em praças e outros locais onde precisam de movimentação de pessoas. Os 'a mais', ié, os avanços é que devem ser pagos conforme as qualificações, habilidades, pontualidades, frequência e interesses de progresso de cada um. Att, HELLENA TOLDO

 
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