Por Patrícia Bispo para o RH.com.br 
Para realizar esse levantamento, a consultoria pesquisou 50 países e se baseou em dados de remuneração de posições típicas de cada nível hierárquico. "Com os valores de remuneração em cada país, verificamos o número de cestas de produtos e serviços que este valor seria capaz de adquirir em cada país, tendo como base os dados de nossa pesquisa Custo de Vida, realizada em 150 cidades no mundo", explica o consultor da Mercer Human Resource Consulting, Marco Santana.
A América do Sul destacou-se não apenas com a conquista do terceiro lugar pelo Equador, como também pelas colocações do Chile (6º lugar), Uruguai (7º lugar) e Venezuela (8º lugar). O Brasil assegurou a modesta posição de 33º no ranking. A Argentina ficou com a 30º colocação.
A Alemanha ficou em 4º lugar, seguida dos Estados Unidos (5º lugar). A Guatemala destacou-se na 28ª colocação, vindo a Itália em 29º lugar, Dinamarca em 31º e Noruega com o 32º lugar.
Para Santana, os altos índices inflacionários só pioram a situação dos executivos brasileiros, mas a possibilidade de crescimento econômico no futuro, poderá minimizar essa situação, desde que a massa salarial fique acima da inflação. "A remuneração, de cada pessoa, depende de sua performance e da situação econômica da empresa. De forma geral, o índice salarial dos executivos pode melhorar com o crescimento econômico, o aumento da demanda de profissionais e conseqüentemente da maior valorização dos executivos", comenta o consultor.
Quando questionado se a baixa remuneração está relacionada, de alguma forma, com o nível do executivo brasileiro, Santana destaca que o poder aquisitivo, em comparação com a realidade observada em outros países, é decorrente de uma série de fatores como a retração econômica e a diminuição dos investimentos externos. "O executivo brasileiro tem demonstrado, ao longo dos anos, uma grande capacitação e talento. Basta apenas observarmos alguns casos de sucesso como Alan Belda, da Alcoa; o presidente da Nissan e o atual presidente do Banco Central, Henrique Meireles, que chegou à presidência do BankBoston", destaca Marco Santana.
A pesquisa da Mercer apontou que os gerentes seniores de países como Equador, Chile e Venezuela possuem poder aquisitivo maior do que os colegas que atuam na Argentina, Brasil, Colômbia, Panamá, Itália, França e Reino Unido. Os gerentes da União Européia podem receber os salários mais expressivos do mundo, em contrapartida pagam os impostos e as contribuições sociais mais elevadas que os gerentes dos países em desenvolvimento.
Palavras-chave: | salário | gerência média |
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