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17/01/2005
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Bunge estimula colaboradores através da PLR

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

Quem chega à Bunge Alimentos - empresa com sede em Gaspar, Santa Catarina, observa que lá existem vários indicadores de que o time está realmente ganhando. Para se ter uma idéia, a companhia apresenta um crescimento na faixa dos 30% ao ano. E não são apenas os números que animam. O clima da companhia é informal e todos os sete mil colaboradores são convidados a superar contantes desafios. Mas, esse quadro positivo tem vários fatores que o ajudam a manter o comprometimento e a motivação dos colaboradores. Um deles é o Recompensar - um plano de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que foi implantado pela empresa em 1994. Ao instituir essa iniciativa, a empresa objetivou criar uma ferramenta de reconhecimento e recompensa aliada com os resultados que a empresa precisa atingir e estimular um método participativo de administração.

A Bunge Alimentos está presente no Brasil desde 1905. Atua na comercialização de soja, trigo, sorgo, girassol e semente de algodão. A empresa integra a corporação mundial Bunge Limited, fundada em 1808, na Holanda. Está presente em 16 Estados brasileiros, com unidades industriais, de armazenamento, moinhos, centro de distribuição, escritórios e terminais portuários. O faturamento anual gira em torno de 12 bilhões de reais e emprega cerca de sete mil profissionais. Na cadeira soja, produz: farelo, óleo degomado, óleo refinado especial para as indústrias e para o consumidor final, margarinas, maioneses e vários tipos de formulações de gorduras vegetais para as indústrias de alimentação.

O primeiro grande desafio da empresa, ao implantar o Recompensar, foi desenvolver um modelo conceitual que fosse adeqüado à realidade da empresa e que apresentasse diversas alternativas de remuneração variável estruturadas para direcionar os esforços de todos os funcionários, das diferentes áreas e níveis organizacionais, rumo aos objetivos estratégicos do negócio. A outra questão, de extrema importância, foi explicar aos gestores da organização a lógica do instrumento para que o mesmo pudesse ser usado de forma coerente.

"A participação efetiva de todos, em torno do programa, deveria ser amplamente estimulada e para isso, foram criadas e treinadas comissões de representatividade para fazer o elo entre as demandas da empresa e os desafios que os grupos de trabalho precisavam enfrentar", explica Eduardo Bertoldi de Salvo, gerente de Projetos e Planejamento de RH da Bunge Alimentos. Com essa ação, a empresa conseguiu a legitimidade do programa e esse, por sua vez, tornou-se um instrumento de apoio à gestão. Por essas razão, continua Salvo, o Recompensar está em constante melhoria e os seus usuários sempre propõem uma série de melhorias para adequá-lo à realidade da empresa.

No início da implantação do plano de PLR, a Bunge Alimentos recorreu à contratação de uma consultoria especializada na área. Essa decisão foi tomada porque, normalmente, os consultores externos costumam trazer práticas de sucesso que podem auxiliar a organização a encontrar um melhor caminho e dessa forma, evitar experiências desfavoráveis. "Na verdade, ao instituir a PLR, a empresa deve ter em mente o objetivo principal, pois algumas se restringem a distribuir lucros, outras utilizam a remuneração estratégica de forma plena, pois sabem que essa prática pode contribuir, e muito, com o estilo de gestão, reforçar os valores organizacionais e estimular a competitividade de custos com o pessoal.

Na prática, o Recompensar atende a todos os colaboradores da empresa e se encontra dividido em três módulos:
* Prêmio Desempenho (para todos os funcionários) - paga até 2 salários/ano. Nesse módulo existe uma relação entre o resultado operacional da empresa e o grau de participação em programas de qualidade, segurança e desenvolvimento de RH;
* Remuneração variável (até coordenadores) - paga até 1,2 salários/ano. Para esse, o foco é voltado para produtividade, rendimento, custos e qualidade dos produtos e serviços específicos de cada unidade fabril;
* Bônus (para todas as funções gerenciais).

"Esses indicadores são decorrentes do plano de negócios da empresa. São definidos de forma participativa na negociação anual de nosso 'business plan'. Após aprovação do plano de negócios, as metas gerais vão sendo detalhadas a níveis mais operacionais, chegando às fábricas, aos setores e às metas individuais de cada gerente da empresa. Ou seja, na realidade é a somatória de tudo o que deve ser feito e temos que atingir o valor prometido aos acionistas", ressalta o gerente de Projetos e Planejamento de RH.

No dia-a-dia, as metas mensais do Recompensar são acompanhadas pelos colaboradores no próprio ambiente de trabalho. Localmente, com participação ampla dos funcionários, são realizadas reuniões com as presenças dos membros das comissões do plano de PLR e as lideranças. Além disso, os gestores da administração central também monitoram a evolução de suas áreas em todas as fábricas do Brasil e um valioso benchmarking possibilita que os bons referenciais possam servir de exemplo para todos.

Com relação à aceitação da iniciativa pelos funcionários da empresa, Salvo comenta que o Recompensar é a ferramenta de remuneração melhor avaliada da Bunge Alimentos, em termos de confiabilidade, senso de justiça e competitividade externa. "Esse resultado não aparece da noite para o dia", diz ele, ao acrescentar que é necessário: investir muito tempo nesse tipo de ação, ter um sistema alinhado com o que os clientes internos ('donos do negócio') precisam, estar a empresa disposta a comunicar e treinar os seus profissionais.

No que se refere aos benefícios que o plano de PLR trouxe à empresa, o gerente ressalta que a experiência possibilitou o alto alinhamento entre o que se quer atingir e o esforço das equipes para se alcançar as metas traçadas, gerando ganhos para os colaboradores e a empresa. "Há ainda o desenvolvimento de um estilo bem mais participativo de administração, pois o que se quer ficar mais claro, o como chegar lá é mais compartilhado e o sucesso é distribuído para todos", conclui.

Palavras-chave: | Bunge | lucros | resultados | Recompensar |

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COMENTÁRIOS (1)
Sandra Souza em 06/06/2014:
Gostaria de receber o nome e telefone da consultoria especializada que ajudou a BUNGUE com a implantação.

 
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