O site de referência sobre Gestão de Pessoas.
Jornada Virtual de Liderança com 30% de desconto até 31/08
Pesquisar
« Pesquisa Avançada »






11/04/2005
RH » Salários e Benefícios » Matéria Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

Promon: horário flexível desde 1973

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

Estar presente fisicamente, no ambiente de trabalho, não significa obrigatoriamente que o funcionário esteja concentrado em suas atividades ou que tenha um bom desempenho. Isso pode ocorrer por vários motivos: falta de motivação, conflitos internos e até preocupações relacionadas à saúde da família ou, então, com um filho que apresente baixo rendimento escolar. As primeiras razões podem ser resolvidas diretamente pela empresa, mas quando a questão passa para além das portas da organização a situação pode ser um pouco difícil de ser solucionada, pois nem sempre é possível conseguir tempo para resolver problemas pessoais.

No entanto, algumas empresas já adotam a filosofia de que, em determinados momentos, é muito mais vantagem deixar o colaborador resolver seu problema pessoal o mais rápido possível. Só assim, ele estará tranqüilo para se dedicar completamente às suas atividades e voltar a ter um desempenho satisfatório. Mas isso só é possível graças à adoção do horário flexível - uma programação de trabalho que permite ao funcionário uma certa escolha no seu padrão de horas diárias. A vantagem dessa prática é que ela permite maior autonomia às pessoas e responsabilidade pelo trabalho. Quem gosta de madrugar, por exemplo, pode chegar mais cedo à organização e sair antes do término oficial do expediente, enquanto aqueles que preferem ou necessitam chegar mais tarde também podem realizar suas atividades sem ficar estressados com os ponteiros do relógio.

 

Na Promon - empresa especializada em engenharia e tecnologia, o horário flexível é uma prática que passou a ser adotada em 1973 e, atualmente, beneficia cerca de 640 colaboradores. A organização foi criada em 1960 de uma aliança entre capital brasileiro e americano. Em 1970, após uma crise, a empresa foi salva pela união entre dirigentes e funcionários, que abriram mão dos salários e passaram a retirar apenas os recursos indispensáveis para o sustento das próprias famílias. Os colaboradores tornaram-se, então, donos do negócio numa operação conhecida como management buy out. A Promon, que tem sede em São Paulo, oferece a seus clientes projeto, integração, interação e implementação de soluções complexas de infra-estrutura para setores-chaves da economia, dentre os quais energia elétrica, óleo e gás, indústrias de processo, mineração, metalúrgica, obras civis, telecomunicações e tecnologia da informação.

Segundo Márcia Fernandes, diretora de RH da Promon, o registro de horas de trabalho dos funcionários é baseado na relação de confiança, sem que para isso seja necessário um controle rígido sobre as pessoas. Todo esse trabalho, de adoção do horário flexível, é realizado com base na Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, que exige saber a que horas o colaborador entrou e saiu da empresa. "Temos uma jornada de trabalho de 40 horas semanais. Pedimos apenas que sejam observados os períodos pré-fixados, que chamamos de horário-núcleo, ou seja, aquele mais relevante para o atendimento ao nosso cliente externo que compreende das 9h às 12h e das 14h às 17h", complementa a diretora de RH.

O registro das horas trabalhadas pelos funcionários da Promon é feito diretamente pelo profissional, através de uma ferramenta eletrônica que fica disponível para todos no portal corporativo. Na prática, existe um limite máximo de 32h/mês que cobre as horas de falta dos funcionários. Caso o colaborador ultrapasse esse limite, ele terá que compensar a hora não trabalhada ou sofrerá descontos diretamente no seu salário. No entanto, vale ressaltar que todo esse processo é acompanhado pela área de RH da empresa.

"O que excede às 32 horas limites é pago como hora-extra", ressalta Márcia Fernandes, ao acrescentar que a empresa não observa 'abuso' do horário flexível, até mesmo pelo próprio perfil dos funcionários que é de grande conscientização. Uma característica peculiar da empresa é o alto nível cultural dos funcionários: cerca de 90% possuem graduação, pós-graduação, mestrado ou doutorado. Isso, de acordo, com a diretora de RH facilita o nível de conscientização dos profissionais em relação às suas respectivas responsabilidades.

Por outro lado, para usar a flexibilidade de horário, o funcionário precisa manter uma boa comunicação tanto com seu líder quanto com os demais colegas de trabalho. Quem recorre ao horário flexível precisa avisar com antecedência o momento em que estará ou não presente na empresa, para que o andamento dos trabalhos não seja comprometido. Sobre os benefícios que a prática traz para a empresa, Márcia Fernandes afirma que existe um reforço na confiança entre empresa-colaborador. "Cada um sabe do seu papel. O que valorizamos aqui são os resultados. E quando alcançamos resultados, esses são distribuídos com todos. Além disso, o horário reflexível reflete diretamente na qualidade de vida das pessoas, pois os profissionais podem resolver problemas pessoais e evitar, com isso, o estresse provocado pelo dia-a-dia", complementa.

Portas abertas - Apesar de contar com uma equipe de apenas dez profissionais que se dividem entre dois escritórios localizados no Rio de Janeiro e em São Paulo, a equipe de RH da Promon investe na política de portas-abertas. Para isso, o profissional de RH sempre está em constante movimento e presente em todas as unidades de negócio da organização. Dentre algumas ações da área, destacam-se: adoção de plano de carreira, investimento pesado em treinamentos, incentivo aos estudos, alta mobilidade interna, programa de mentoring, avaliação para identificação de talentos, academia na empresa, além da valorização da saúde do funcionário com realização de exames periódicos de vista, pressão arterial, taxa de diabetes e colesterol. "Todo esse trabalho resulta em um índice animador de aprovação para a área de Recursos Humanos. O resultado é confirmado em nossa pesquisa de clima organizacional, onde 80% dos funcionários afirmam estar satisfeitos com o trabalho do RH", resume Márcia Fernandes.

 

Palavras-chave: | Promon | flexibilidade |

  • O que você achou? Avalie:
  • 1
  • 2
  • 3
  • 4
  • 5
Enviar Comentar Compartilhar Imprimir
CONTEÚDO RELACIONADO
COMENTÁRIOS (0)
Ainda não há comentários.

Seja o primeiro, clique no ícone disponível logo acima e faça seus comentários.
 
PUBLICIDADE
Produtos RH.com.br

+ lidas
+ comentadas
+ enviadas
+ recentes
Produtos RH.com.br

Programa de Autodesenvolvimento

3ª Jornada Virtual de Recursos Humanos



RH.com.br no Twitter


PUBLICIDADE
Os textos publicados não representam, necessariamente, a opinião dos responsáveis pelo site RH.com.br. Confira o nosso Termo de Responsabilidade.
Todos os direitos reservados. É expressamente proibida qualquer reprodução.