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11/12/2006
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Sem contar os minutos de atraso

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

Segunda-feira pela manhã, dia de acordar cedo, levar as crianças para a escola e seguir para o trabalho. Mas, no meio do caminho aparece um imprevisto: engarrafamento e lá se vai o tempo esquematizado para não chegar atrasado à empresa. Depois de vencidos os obstáculos, é o momento de colocar a mão na massa e sentar em frente ao computador. No entanto, ao entrar na sala, o chefe logo questiona: "O expediente já começou há muito tempo, isso são horas?". Lá se vai a oportunidade para pedir uma folga, durante a semana, para resolver algum problema pessoal.

Essa é uma cena que muitos profissionais já viveram ou que, pelo menos presenciaram os colegas passarem. No entanto, na Ouro Fino - empresa que atua na produção e comercialização de produtos farmacêuticos para saúde animal -, isso dificilmente aconteceria, pois a organização adota a prática do horário flexível. Os resultados dessa experiência têm sido satisfatórios tanto para a companhia quanto para os funcionários.

A Ouro Fino Saúde Animal, empresa 100% brasileira, atua desde 1987 na criação, na produção e na comercialização de produtos farmacêuticos para saúde animal. Com sede administrativa e produtiva em Ribeirão Preto (SP), e uma filial no México, a empresa é uma das principais exportadoras do setor e a 9ª maior do país no segmento de medicamentos para saúde animal. No total, conta com 450 colaboradores internos e 180 externos. Para 2006, a organização tem metas ousadas e espera crescer 30%, resultado da consolidação de recentes unidades de negócios e de novos segmentos que a empresa vai atuar neste ano.

De acordo com Ruben Guimarães, gerente de RH, o horário flexível vem sendo adotado na empresa há vários anos e surgiu a partir das necessidades constatadas no próprio dia-a-dia da empresa. Adotado junto aos funcionários da área administrativa, essa prática permite que cada pessoa possa controlar melhor o seu tempo e, assim, aumentar a sua produtividade. É claro que na empresa existe uma espécie de horário padrão, como na maioria das organizações, porém os colaboradores têm a liberdade de adequar o seu dia de trabalho, de acordo com outras atividades que eles precisam realizar.

E foi justamente isso que motivou a Ouro Fino a instituir o horário flexível: fazer o dia e o trabalho renderem melhor. Nos cargos de chefia, exemplifica gerente de RH, é muito comum as pessoas terem encontros ou jantares à noite, almoços ou cafés da manhã de negócio, viagem e outros compromissos que surgem a partir das necessidades do trabalho. Dessa forma, esses profissionais precisam ter a liberdade para organizar o seu dia, levando em conta também os seus compromissos particulares. "Isso é muito mais eficiente, especialmente para os profissionais que atuam em cargos de chefia", complementa Guimarães.

Já para os outros colaboradores, a prática também é importante, uma vez que permite que eles possam resolver questões pessoais, sem ficarem com "a cabeça em outro lugar". A adoção do horário flexível está mais voltada para os funcionários da área administrativa, porque a produção é um trabalho automatizado, que funciona em sintonia com as pessoas e os equipamentos tecnológicos, e esse, por sua vez, tem um tempo determinado para ser realizado. Nesse caso, a organização precisa ter um controle mais efetivo da presença dos colaboradores. Por outro lado, sempre que algum profissional da produção tem alguma eventualidade, precisa chegar um pouco mais tarde ou sair mais cedo, ele precisa apenas informar ao seu superior e não haverá nenhum problema. "Essa é uma demonstração de confiança da empresa que se traduz em produtividade por parte dos colaboradores complementa o gerente de RH da Ouro Fino.

Quando questionado se a empresa adota critérios ou mesmo regras para a adoção dessa prática, Ruben Guimarães afirma que a empresa tem uma política de muita proximidade com os funcionários. E sendo assim, dificilmente é identificado algum tipo de problema como abusos, pois normalmente os superiores sabem as atividades que cada um precisa fazer e sempre estão em perfeita sintonia. No entanto, caso seja identificado algum tipo de "abuso", os gestores têm inteira liberdade para tentar resolver o problema através de uma conversa.

"O horário flexível é uma evolução no trabalho da empresa. É uma necessidade de se adaptar à nova realidade do mercado. Nossa preparação, para adotar essa prática, se deu ao longo dos anos, justamente graças à proximidade dos colaboradores com os seus superiores", reforça Guimarães, ao acrescentar que dentre os benefícios gerados pelo horário flexível, ele destaca que o ambiente de trabalho torna-se mais saudável e isso resulta num aumento de produtividade. "O horário flexível já foi totalmente assimilado pela cultura da empresa e sentimos essa troca de confiança. Em contrapartida, os colaboradores também notam a preocupação da empresa com a melhoria da qualidade de vida deles finaliza o gerente de RH da Ouro Fino.

 

Palavras-chave: | Ouro Fino | flexibilidade |

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COMENTÁRIOS (1)
Luciane da Silva em 19/10/2010:
Trabalhar na Ouro fino parece ser um sonho para todos os profissionais. Eu espero fazer parte dessa equipe tão logo seja possível. Ruben Guimaraes, parabéns pela dedicação e caso haja oportunidade, não deixe de comunicar-me. Obrigada.

 
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