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13/08/2007
RH » Salários e Benefícios » Matéria Enviar Comentar Compartilhar Imprimir

Quem não espera pelo reconhecimento?

Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

A busca por profissionais com competências técnicas e comportamentais tornou-se um diferencial para organizações que querem sobreviver à concorrência e garantir a fidelidade do cliente. Afinal, quem faz a diferença para o negócio é o capital humano. No entanto, não basta apenas contratar esses profissionais. É preciso muito mais, ou seja, torna-se necessário adotar ações para motivá-los e retê-los. Nesse sentido, cada empresa realiza investimentos de acordo com suas respectivas realidades. Uma alternativa encontrada, dentre tantas outras, tem sido a criação de planos de cargos e salários.

Vale ressaltar que mesmo diante das constantes transformações que têm ocorrido no universo corporativo, a maioria das organizações ainda adota remunerações baseadas nas atividades que são atribuídas a cada trabalhador. Isso ocorre, entre outras razões, devido à lógica de que para cada função há um rol de atividades em que determinado colaborador é responsável. E como essas atribuições são exercidas por várias pessoas, torna-se ‘justo’ remunerá-las com o mesmo salário. Nesse caso, o que se considera não é o valor que o profissional agrega à empresa, mas sim o detalhamento e a descrição minuciosa das responsabilidades atribuídas ao respectivo cargo.

A partir dessa linha de ação, as organizações criam o chamado plano de cargos e salários (PCS) – alternativa voltada para a valorização do capital humano e que quando bem estruturada pode se tornar eficiente, econômica e rentável para a organização que a adota. Foi com essa visão que a MSM Assessoria Empresarial implantou há pouco mais de um ano um plano de cargos e salários, que hoje beneficia aproximadamente 20 profissionais. A MSM é uma empresa que presta serviços na área de Medicina e Segurança do Trabalho e Meio Ambiente, com foco na prevenção e assessoria às empresas. Conta com uma unidade, localizada na capital carioca.

De acordo com Márcio Avellar, diretor administrativo da MSM, apesar de ser pequena, a organização sentiu-se motivada a implantar um PCS, porque viu nessa iniciativa a possibilidade de promover uma readequação das habilidades de cada colaborador e, com isso, melhorar o aproveitamento da capacidade dos profissionais. Além disso, a empresa pôde oferecer uma contrapartida salarial compatível com o mercado e ao mesmo tempo estabelecer diretrizes para o crescimento organizacional.

Para realizar esse trabalho, Avellar explica que a MSM contratou uma consultoria externa e a implantação do PCS ocorreu de forma gradativa. O primeiro passo foi coletar informações através de questionários que foram distribuídos para os colaboradores. A organização também utilizou a realização de entrevistas pessoais com cada um dos profissionais. Isso permitiu a análise das tarefas realizas em cada cargo existente. “Esse trabalho também incluiu a análise das funções existentes, definição dos grupos ocupacionais dos cargos e das tarefas semelhantes de um mesmo tipo de trabalho”, explica o diretor administrativo, ao afirmar que foi feita uma coleta de informações junto a organizações semelhantes à MSM e definidos os novos cargos e salários baseados nas etapas anteriores.

Para que os funcionários entendessem o processo de implantação do plano de cargos e salários, a empresa reforçou o processo de comunicação interna e recorreu aos memorandos e promoções de palestras explicativas sobre a mudança que ocorreria e viria a envolver todo o quadro funcional. Depois que o PCS foi implantado, Márcio Avellar diz que se observou uma melhora na produtividade e na satisfação dos colaboradores, uma vez que suas atribuições ficaram mais definidas e valorizadas. “Ter um quadro de carreiras e cargos é um diferencial positivo e importante na manutenção dos profissionais que se mostram capacitados e interessados. Um profissional valorizado, que vê definido o caminho a ser trilhado dentro da organização torna-se mais motivado e, conseqüentemente, a produtividade e a sua fidelidade com a empresa crescem”, reforça.

Uma boa alternativa – Não importa o tamanho da empresa, seja pequena, média ou grande, a implantação de um plano de cargos e salários torna-se uma alternativa, eficiente, econômica e rentável para a organização. Quem defende essa visão é Afonso Sereno, diretor administrativo da Horizonte RH, consultoria especializada em PCS. Ele explica que quando a organização não adota um plano de cargos e salário, por exemplo, acaba criando novos postos a cada contratação realizada. Contudo, quando o plano é adotado isso não acontece e o PCS possibilita oportunidades de crescimento para o profissional que agrega valor ao negócio. Além disso, a organização tem como remunerar os seus colaboradores de acordo com o nível de responsabilidades de cada um.

Outro benefício do PCS oferece é que o mesmo se torna um instrumento que estabelece as devidas funções de autoridade e responsabilidades para quem realmente é de direito. “Antes de se implantar um plano de cargos e salários, é aconselhável que o responsável pelo plano se faça um estudo minucioso para conhecer de forma objetiva todos os pensamentos e premissas da empresa, além de ouvir alguns funcionários para se averiguar o grau de satisfação”, explica Afonso Sereno. Inclusive, ele lembra que a maioria das pessoas entende que existe uma limitação nos planos de cargos e salários, porém elas querem ser reconhecidas de maneira certa tendo seu valor individual recompensado.

“Sem dúvida alguma um plano de cargos e salários além de trazer benefícios financeiros, administrativos e estratégicos para as empresas, fornece também o bem-estar e a certeza para o colaborador de que ele está fazendo o seu trabalho correto, dentro das suas limitações e ganhando um salário justo por isso”, finaliza Sereno.

Palavras-chave: | cargo | salário | remuneração | MSM Assessoria Empresarial |

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