Sugiro aos colegas profissionais de RH a leitura da matéria "
Por que odiamos o RH", originalmente publicada pela
Fast Company (em inglês gratuitamente
aqui) e recentemente reproduzida em português pela revista
HSM Management (pp 130-136, n. 55, março-abril 2006). Eis um resumo publicado pela HSM:
"Teoricamente, os executivos de RH deveriam ser capazes de contratar os maiores talentos, obter o melhor deles em prol da organização, encontrar para eles os cargos mais adquados e desenvolver um ambiente de trabalho produtivo. Tudo isso em alinhamento com a estratégia do negócio como um todo.
No entanto, em geral, os departamentos de RH, no mundo inteiro e no Brasil também, se converteram literalmente em gueto de obsolescência. São competentes nas atividades mais triviais, de caráter administratido, relacionadas a salários, benefícios e aposentadoria - é só.
A alta direção das empresas percebeu isso, não é tola, e está terceirizando essas funções rotineiras, em busca do menor custo. E o que resta ao RH? O papel estratégico mais importante: o de incrementar o capital intelectual da empresa, o que, por diversas razões não vem conseguindo fazer de maneira satisfatória. Será que os profissionais da área estão à altura do desafio?"
A autora da matéria "pegou pesado". Mas trata-se de uma boa oportunidade de reflexão sobre o papel estratégico da área de recursos humanos nas organizações. E o caminho para se chegar até lá!
Os casos de dano moral no trabalho têm aumentado significativamente nos tribunais. Em sua maioria, causados por gestores mal preparados para lidar com sua equipe. Nessa semana, foi divulgado mais um caso. Uma gestora apelidou um funcionário de "comedor de lixo", pois o mesmo foi flagrado revirando uma lixeira atrás de restos de pizza. Resultado, a empresa terá que pagar R$ 40 mil por dano moral, mais R$ 14,00 para o funcionário comprar uma pizza. O caso completo está descrito no site
Consultor Jurídico.
Estudo divulgado nos EUA revelou que as pessoas mais bonitas apresentam maior autoconfiança, uma qualidade desejada pelos empregadores. Por isso, têm vantagens para conseguir os empregos com os melhores salários. Confira o estudo
aqui (em inglês).
A Coca-Cola anunciou, nos EUA, que seus diretores serão remunerados exclusivamente por bônus. Eles não terão mais salários fixos. Se a meta da empresa for atingida, os diretores terão seus bônus garantidos. Caso contrário, ficarão sem remuneração alguma. Antes, a empresa pagava 40% fixo e 60% variável. Agora, a remuneração será 100% variável. Será que isso pegará nas empresas mundo afora? Notícia do site Invertia
aqui. O anúncio oficial da empresa está
aqui (em inglês).
O Dieese lançou um site com informações sobre o salário do trabalhador brasileiro nas diversas regiões do país e incluirá, brevemente, outros 17 países para comparação. Confira aqui:
www.meusalario.org.br.
A situação não é comum, mas vale para pensar. Uma empresa grava um vídeo de treinamento com um dos seus funcionários fazendo uma palestra sobre vendas. Posteriormente, ele é demitido, vai trabalhar num concorrente e a empresa continua utilizando o vídeo para treinar seus novos vendedores.
O ex-empregado não gostou. Processou seu antigo empregador alegando uso indevido da imagem, causando-lhe dano moral e patrimonial, já que não trabalhava mais para empresa. Mas o juiz entendeu que não houve dano material, pois ele havia consentido a gravação e o uso da sua imagem em treinamento. E também não houve dano moral, pois não há qualquer diminuição da pessoa, pelo contrário, o fato da empresa continuar usando a fita indica que ela o considera um bom profissional.
Aproveitando esse caso, você utilizaria o material de alguém que trabalha no concorrente para treinar sua equipe?
A Companhia Vale do Rio Doce foi condenada a pagar uma multa de R$ 1 milhão por permitir a existência de uma relação de trabalhadores indesejados, que incluía dados como o nome do trabalhador, da mãe, PIS, além de referências como ?grevista da Engequip em 09/94?, "roubo arcoverde", "crime arari", "contrabandista", "indisciplina Fundasa", entre outros. Essa lista era compartilhada por outras três empreiteiras que prestavam serviços para a Vale, a fim de que esses profissionais não fossem contratados. Todas elas também foram multadas, com valores menores. A notícia é da
Revista Consultor Jurídico.
Sabemos que é prática comum buscar referências do candidato ao emprego nas empresas para as quais ele já tenha trabalhado. Cabe ao selecionador ouvir as referências e decidir a influência que tal ou qual comportamento possa ter no ambiente da sua empresa. Agora, manter uma "lista negra" e compartilhar entre as empresas locais, trata-se de uma punição eterna por eventual erro que a pessoa tenha cometido no passado.