[ 24 Outubro 2006 ]
O público e o privado no ambiente de trabalho
A matéria o Big Brother nas Empresas, da revista Exame (Ed. 878, pp. 88-90), trouxe-nos algumas casos reais e alguns potenciais meios de investigar o comportamento das pessoas nas empresas, em todos os níveis hierárquicos. Técnicas que vão desde uso de GPS para saber onde realmente o funcionário está, até gravação de ligações sobre assuntos pessoais feitas na empresa.

Antes de apontar mocinhos e vilões nesse história, interessante mesmo foi a afirmação equilibrada da advogada Patrícia Peck Pinheiro: "No mundo atual, o abuso existe dos dois lados. De um lado, os funcionários usam os recursos da empresa de forma indevida. De outro, as companhias fazem tudo o que podem para vigiá-los."



[ 16 Outubro 2006 ]
Funcionário tem que pagar pelo seu treinamento?
A Ryanair é uma companhia aérea irlandesa que segue rigorosamente a idéia de baixo custo, a fim de oferecer uma tarifa mais baixa aos seus clientes. A obsessão por economia é tão grande que a empresa cobra qualquer serviço como "extra", sejam as bebidas e comidas servidas no vôo ou qualquer bagagem transportada pelo passageiro.

Do ponto de vista da gestão de pessoas, também radicalizou. Além de pagar salários mais baixos que o mercado, proibe até que os funcionários recarreguem a bateria do celular particular no trabalho, para economizar energia. O treinamento também foi incluído na política de corte de custos: os pilotos dos jatos são obrigados a pagar pelo próprio treinamento.

São práticas questionáveis, não há dúvida. Acho que isso não será uma tendência. Eu não exigiria que alguém da minha equipe pagasse por um treinamento numa área essencial da empresa.

Entretanto, há que se observar que essas práticas são coerentes com a estratégia da empresa. Se a proposta principal é diminuir custos, então as políticas de RH têm que estar alinhadas a essa proposta. Isso é o RH Estratégico que tanto se fala. Porém, nu e cru, sem o glamour irreal que se atribuiu a ele nos últimos anos.



[ 02 Outubro 2006 ]
Poucos gestores brasileiros têm curso superior
Pesquisa realizada pelo Observatório Universitário, com base nos dados do Censo 2000 (IBGE), aponta que apenas 27% dos gestores brasileiros têm formação de nível superior. A notícia completa está no site da Folha de São Paulo, aqui.

Na realidade, vivemos dois países muito distintos na área de educação corporativa. De um lado, algumas poucas empresas de vanguarda, que investem em desenvolvimento de lideranças e oferecem bolsas e incentivos para graduação e pós-graduação. De outro lado, muito maior por sinal, uma legião de gestores que não tem acesso à educação de nível superior ou não recebem qualquer estímulo ao desenvolvimento profissional.

Não defendo que para ser um bom gestor se deve, necessariamente, ter curso superior ou pós-graduação. Mas posso falar por experiência própria que passei a ser um gestor melhor após o meu MBA. Tenho a certeza de que a educação formal, desde que tenha qualidade, ajuda muito no processo de desenvolvimento dos gestores.

Tendo em vista que o sistema oficial de educação não é eficaz nesse sentido, fica a pergunta: quando as empresas assumirão sua responsabilidade para oferecer, de forma sistemática, essa oportunidade de aperfeiçoamento aos seus gestores?





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