Pesquisa nacional mostrou que 79% dos executivos de grandes empresas e 55% da população brasileira já ouviram falar de
sustentabilidade empresarial. Entretanto, a compreensão desse conceito apresenta-se de maneira divergente entre os dois grupos. Os dados são da pesquisa "
Sustentabilidade: Hoje ou Amanhã?", realizada pelo Ibope, que entrevistou mais de 500 executivos de grandes empresas e mil cidadãos brasileiros, das classes A, B e C.
Para os executivos, conceitualmente a
sustentabilidade empresarial está ligada principalmente à responsabilidade social (59%) e à preservação do meio ambiente (58%). Em relação à prática, apurou-se que em 46% das empresas já existem políticas de
sustentabilidade, sendo que em 37% há um departamento dedicado às práticas de
sustentabilidade. Por outro lado, os dados revelam que a
sustentabilidade está incorporada apenas de maneira pontual em 30% das empresas; de maneira informal em 23% das empresas; e é inexistente em 11% delas.
Já para os cidadãos, o conceito de
sustentabilidade empresarial apresenta outras interpretações. Para eles, tal idéia está relacionada ao desenvolvimento de produtos (33%) e à solidez das instituições (23%). Fatores como respeito ao meio ambiente (23%) e investimentos sociais (13%) também foram citados.
Como se pode observar, ainda há um longo trabalho para incorporar o conceito de sustentabilidade tanto no cotidiano das empresas, quanto da população em geral. Mas de qualquer forma, o caminho já está aberto e aponta para algumas direções promissoras.
Acredito que em médio prazo teremos a prática de sustentabilidade empresarial disseminada por quase todas as grandes empresas brasileiras. E não vai parar por aí. Creio que esse conceito também será abraçado pelas pequenas e médias empresas no longo prazo, seja por imposição (da sociedade, dos empregados, do mercado etc.) ou então pela nova geração de empresários, com novos valores e crenças.
Estudo realizado na Grã-Bretanha apontou que 233 milhões de horas são perdidas mensalmente por empregados que "desperdiçam tempo" em sites de relacionamento, como Orkut, Facebook e MySpace (
aqui). Isso equivale a um prejuízo de R$ 500 milhões por mês.
É claro que se não houver controle, haverá perda de tempo nas empresas. Mas o problema está em como controlar. É possível apontar pelo menos três caminhos:
1) Proibição geral, através de bloqueios na rede.
2) Proibição parcial, com liberação em horários viáveis (almoço, final do expediente etc.).
3) Proibição através de regulamentos, contando com a colaboração de cada pessoa.
Qual seria o melhor na sua opinião?
Estudo divulgado pela OIT demonstra que a produtividade do trabalhador brasileiro diminuiu nos últimos anos. Enquanto em 1980 cada trabalhador produzia o equivalente a US$ 15,1 mil, em 2005 esse valor caiu para US$ 14,7 mil.
O resultado é muito inferior ao dos nossos vizinhos sul-americanos, como o Chile (US$ 30,7 mil), a Venezuela (US$ 26,1 mil), o Uruguai (US$ 25,4 mil) e a Argentina (US$ 24,7 mil). No ranking mundial, os Estados Unidos lideram com US$ 63,9 mil.
Para a OIT, a falta de investimentos em formação e capacitação de pessoal, equipamentos e tecnologia acaba levando a uma "subutilização do potencial da mão-de-obra no mundo".
Veja a matéria no site da BBC [
aqui].